05 set 2019

“Cada qual com sua mania o gosto não se discute”

Arquivado em Cidade, Comportamento

Não me considero uma pessoa com muitas manias. No entanto, deixo algumas pessoas constrangidas com alguns hábitos nada convencionais: converso sozinha em qualquer lugar (tento controlar); só tomo café amargo; medito até dentro do metrô; não gosto de cobrir os pés com cobertores ou mantas; não consigo sair de casa sem filtro solar; converso com os gatos do Parque Municipal de Belo Horizonte; não gosto de chinelos virados para baixo; amo escrever deitada na minha cama. Enfim, me considero uma pessoa razoavelmente normal, porque, definitivamente, “de perto ninguém é normal”.

Descobri ao ler um artigo que cita o  jornalista Greg Evans, do portal Indy 100, que fez uma seleção de fatos que revelam hábitos bem incomuns entre pensadores, algumas informações que me deixaram muito aliviada. O escritor Marcel Proust  escreveu grande parte da sua obra na cama, assim como Truman Capote, que afirmava sem nenhuma temor que “Não conseguia pensar a menos que estivesse deitado”. O mesmo acontecia com Descartes, que despachou muitas das suas reflexões a partir do seu leito de descanso. Confesso que me sinto muito confortável quando escrevo minhas postagens deitada na minha cama. Não estou sozinha.

Fiz uma pesquisa, via internet e “Guia dos Curiosos”, e descobri que até as grandes personalidades tinham algumas manias bem estranhas.

“Cada qual com sua mania
O gosto não se discute.
Artefatos, bestas, homens e mulheres
Cada um é como é
Cada um é cada qual
E se manda pela escada como quer ”

Cada Qual Com Sua Mania (part. Joan Manuel Serrat)
Caetano Veloso

Confira:

Honoré de Balzac

O novelista bebia cerca de 50 xícaras de café por dia, um consumo exagerado de cafeina. Ele chegou a trabalhar 48 horas seguidas, com apenas três horas de descanso, provavelmente, com auxílio da bebida.

JK

O café da manhã do presidente era reforçado: filé bem passado, leite, café, mel, pão e manteiga. Outra de suas manias era tirar os sapatos em qualquer reunião ou encontro em que estivesse sentado. Gostava de uísque. vinho e champanha rosé. Tinha o hábito de balançar as pedras de gelo no copo para ouvir o barulhinho.  JK  não gostava de comer numa mesa com menos de 10 pessoas.

Jânio Quadros 

Quando ainda era governador de São Paulo, em 1957, Jânio proibiu o rock em todos os bailes realizados no estado. Ao assumir a presidência, quatro anos depois, proibiu o uso de maiôs em concursos de beleza, biquínis nas praias, lança-perfumes, corridas de cavalo em dias úteis, brigas de galo e espetáculos de hipnose em locais públicos.

Tancredo Neves

O jornalista e astrólogo Getúlio Bittencourt previu, em 1985, que uma conjunção de Mercúrio com Netuno, às 15 horas do dia 15 de janeiro, levaria o então candidato a presidente da República Tancredo Neves a uma provável derrota no colégio eleitoral contra Paulo Maluf. O jornalista passou a informação para o deputado federal Thales Ramalho, aliado de Tancredo Neves. “Você acredita nessas coisas?”, perguntou o candidato. “No creo em brujas, mas nessas horas é preciso ter cuidado com tudo”, respondeu Ramalho. Prevenido, Tancredo determinou a antecipação das eleições para as 10 da manhã.

Chico Xavier

Chico colecionava imagens de santos católicos e sentia um certo fetiche por jovens falecidos. Ele ainda tinha outra mania: considerava o Brasil como nação mais poderosa do mundo. Daí que, desde as primeiras obras, botando tudo nos nomes de Humberto de Campos, Olavo Bilac e outros, mas eventualmente defendendo ele mesmo a causa, a do “Coração do Mundo e da Pátria do Evangelho”.

Itamar Franco

Desde jovem, ele usava um pente de plástico  amarronzado, com o qual jogava os cabelos para trás. Com as mãos espalmadas, assentava toda a parte lateral, bem sobre as orelhas. O ritual, aos poucos, dava forma para um topete que parecia crescer a cada ano, assim como ganhava notoriedade a fama de galanteador e de político com manias incomuns, desprovido de pompa e sem disfarces na hora de levar a vida pessoal sem se preocupar com o exercício de poder. Leia a reportagem na íntegra: AQUI

Pitágoras

Pitágoras é reconhecido como um dos fundadores do vegetarianismo. Além de não comer alimentos de origem animal, ele impedia seus seguidores e aprendizes de comê-los ou sequer tocá-los.

Nikola Tesla

O enigmático físico sérvio-americano Nikola Tesla tinha o estranho hábito de apertar os próprios dedões do pé 100 vezes cada toda noite, segundo o escritor Marc Seifer. Segundo o inventor, o exercício ajudava a estimular suas células cerebrais.

Friedrich Nietzsche

Reconhecido como um dos filósofos mais importantes, Nietzsche teria feito todos os seus trabalhos publicados de pé e, aqueles que não fez, censurou.