07 fev 2019

Kefir: alimento milenar que ajuda no bom funcionamento do organismo e até emagrece

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Pessoal, estou em lua de mel com meus graõzinhos de kefir. É muito amor envolvido!!! Demorou um pouco, mas finalmente consegui um doador confiável. Vou explicar do que se trata, agora. Fiz uma longa busca por informações, mas tenho consciência de que os meus estudos sobre o assunto ainda devem continuar por algum tempo. A cada dia, novas pesquisas científicas aparecem, comprovando os benefícios de um dos alimentos mais extraordinários descobertos pela humanidade.

O kefir é um leite fermentado a partir de grãos parecidos com uma couve-flor, ricos em lactobacilos vivos e leveduras. O nome se deriva da palavra keif, que significa sentir-se bem em turco. Os grãos de kefir também são chamados de Cogumelos Tibetanos, Plantas de Iogurte, Cogumelos do Iogurte, Fungo do Iogurte e Lotus de Neve. A fermentação desses grãos forma um composto bastante rico em:  ácido fólico, vitaminas B5, B6, B3, B12, vitamina K, biotina, cálcio, fósforo e magnésio, entre outras substâncias. O sabor é bem azedinho, mas você pode controlar a acidez, conforme o tempo de fermentação. Quanto mais tempo fermentando, mais azedo seu iogurte vai ficar.

Há uma tradição milenar de que os grãos de Kefir podem ser apenas doados. A comercialização não é recomendada, embora exista até a versão industrializada em pó.  No site www.probioticosbrasil.com.br é possível obter de graça esses grãozinhos, que se multiplicam rapidamente quando deixados de molho em leite (vaca, cabra e coco) ou em água com açúcar mascavo. Vou deixar apenas a receita do kefir de leite, porque ainda não experimentei a versão com água.

Como preparar o Kefir de Leite 

Use leite de vaca, cabra ou coco
Coloque 1 colher de sopa de grãos de kefir de leite em um vidro esterilizado e adicione 500ml de leite;
Cubra o pote com um papel toalha um pano limpo e permeável para que as bactérias possam respirar e se multiplicar;
Deixe descansar em um lugar fechado, dentro de um armário por exemplo, por 12 a 48 horas. Este é o processo de fermentação;
Quanto mais tempo o kefir ficar descansando, menos lactose ele terá. Pessoas com intolerância a lactose podem consumi-lo. Basta fermentar por mais tempo.
Coar com uma peneira de plástico usando espátula de silicone ou madeira. Na peneira, ficarão os grãos de kefir. A parte líquida pode ser armazenada na geladeira em um frasco de vidro;
Adicione os grãos de kefir que ficaram na peneira em um pote de vidro e adicione mais leite para continuar a produção de kefir.
Com o tempo, você perceberá que as colônias de grãos se tornarão maiores e você pode começar a doar grãos de kefir de leite.

Você pode aprender várias receitas saborosas a partir do leite de kefir, até queijo. Saiba mais AQUI

Benefícios

Rico em proteínas, vitaminas e minerais, tem propriedades antifúngicas e antibióticas, podendo ser uma ajuda na prevenção de vários problemas de saúde. Facilmente se percebe que são muitos os seus benefícios tais como:

Ajuda no equilíbrio da flora intestinal e contribui para a absorção de nutrientes;

Facilita a digestão;

Ameniza as gastrites;

Diminui o colesterol;

Melhora a densidade óssea e combate a osteoporose;

Tem um efeito tranquilizador do sistema nervoso (sendo benéfico para quem sofre de depressão ou distúrbios do sono, por exemplo);

Aumenta a resistência a infeções;

Previne problemas de vesícula, fígado ou rins;

Pode ser usado como tratamento de problemas dermatológicos como acne, eczemas, psoríase ou alergias;

Sintetiza vitaminas do complexo B;

Pode ser indicado para pessoas com ligeira intolerância à lactose;

Ajuda a evitar a candidíase e herpes de repetição;

Auxilia no processo de emagrecimento;

Prevenção de câncer;

Ajuda nos problemas respiratórios: asma, bronquite;

Mantêm pele, cabelos e unhas saudáveis;

Auxilia na construção de músculos, por ser um alimento proteico.

kefirDúvida frequente: Como saber se o kefir de leite morreu?

Grãos que começam a esfarelar na hora do preparo não são bons sinais. Se isso acontecer, coloque-os em uma peneira, passe água filtrada sobre eles e chacoalhe a peneira. Se eles se agruparem, significa que ainda resta esperanças, caso contrário, lamento informar mas realmente o seu kefir está morto.

Quando ele perde a sua consistência normal significa que está em processo de putrefação, está ficando podre, e o melhor será não usar ele para produzir o iogurte. Está na hora de procurar outros grãos.

Outra forma de saber se ele está morto é pelo cheiro desagradável de alimento podre e, também, pela coloração (rosa, amarelo, laranja). Os grãos sadios são sempre branquinhos e com aspecto gelatinoso.

02 fev 2019

Leishmaniose visceral canina: sacrificar é a solução?

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Por Adriana Santos para MEU GUIA PET

Quanto vale a vida de um ser amado? O que você faria para salvar a vida do seu melhor amigo, seja humano ou não humano? Você concordaria que o poder público decidisse executar as pessoas que estão seriamente doentes? Certamente, a grande maioria reuniria todas as forças possíveis para manter um ente querido com saúde e feliz. São pessoas que valorizam a vida, independentemente da espécie. A cada dia, reconhecemos o espaço afetivo dos animais em nossas vidas e lutamos pelo bem estar deles.

No entanto, o poder público ainda tem dificuldades de valorizar a vida animal, quando, aparentemente, a vida humana corre algum tipo de risco, como é o caso das medidas de controle da leishmaniose visceral canina (LVC) – uma doença infecto contagiosa, causada pelo parasita Leishmania chagasi.

No ambiente urbano, os cães são os principais hospedeiros e vítimas, aumentando o risco de transmissão aos seres humanos. A doença é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a morte até 90% dos casos. Você acredita que o sacrifício de animais é a melhor opção de controle da LVC?

No Brasil, há ampla discussão em torno da opção por medidas repressivas, como o extermínio animal, desconsiderando ações preventivas, como o saneamento, o enfrentamento da proliferação do mosquito transmissor e programas de educação e conscientização ambiental. Uma extensa bibliografia científica mostra que o animal soropositivo para LVC, adequadamente tratado, sob supervisão de médico veterinário e protegido pelas medidas de prevenção, não apresenta protozoários na pele, não podendo, portanto, ser considerado infectante para o inseto transmissor, podendo conviver com seres humanos e outros animais.

Um artigo questionando a eutanásia em cães com leishmaniose visceral foi lançado pelo pesquisador do Icict/Fiocruz (RJ), Carlos Saldanha, juntamente com os pesquisadores Érica Gaspar Silva, da Uerj, e Rodrigo Vilani, da UniRio – “O uso de um instrumento de política de saúde pública controverso: a eutanásia de cães contaminados por leishmaniose no Brasil”. No texto, os pesquisadores levantam questionamentos, tomando por base “evidências científicas atuais e análises do ordenamento jurídico brasileiro, realizadas a partir do princípio da precaução e do reconhecimento dos animais como seres sencientes”.

Para Carlos Saldanha, duas questões motivaram os pesquisadores a escreverem o artigo: “A primeira, de caráter geral, está relacionada à atuação da Administração Pública de forma fragmentária, imediatista e sem a observação de evidências científicas. Esta medida está longe de se apresentar como solução e demonstra a ausência de uma perspectiva holística das mazelas sociais e urbanas no Brasil.

Um dos argumentos utilizados no artigo é o arcabouço legal que põe em xeque a legislação da Anvisa, citando inclusive uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que deliberou “ainda que existente exame positivo para Leishmaniose Visceral Canina, a verificação da real condição do cão, ainda que urgente deve ser apurada antes da determinação da medida extrema de sacrifício do animal” (Minas Gerais, 2013).

Uso do Milteforan

O documento com perguntas e respostas sobre a Leishmaniose Visceral Canina (LVC) foi atualizado, em outubro de 2017, pela Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNSPV/CFMV). A atualização foi feita levando em conta a autorização do registro do produto Milteforan, indicado para o tratamento da LVC, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No documento, a comissão esclarece a permissão do uso do Milteforan no tratamento individual de cães com diagnóstico laboratorial confirmado para Leishmaniose. Também aponta que o registro do fármaco não inviabiliza o cumprimento da Portaria Interministerial nº 1426/2008 e que continua proibido o tratamento da LVC em cães infectados ou doentes, com produtos de uso humano ou não registrados no Mapa.

O documento ressalta ainda que o produto não provoca a cura parasitológica para a doença e sim que alguns estudos demonstram, com seu uso, o declínio da carga parasitária e a redução do potencial de infecção e transmissibilidade da doença.

Em relação ao sacrifício, a Assessoria de Comunicação do Conselho Federal de Medicina Veterinária informa que somente os cães positivos que estiverem em tratamento exclusivamente com o Milteforan não precisarão ser submetidos à eutanásia. No entanto, o responsável pelo cão com LVC deverá apresentar ao profissional de saúde que visitar sua residência, um atestado médico emitido pelo médico veterinário regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária. “Este atestado deve constar as informações de tratamento do animal acompanhado do resultado de sorologia realizada nos últimos 04 meses. Em qualquer outro caso, o CFMV apoia as medidas de controle preconizadas pelos serviços de saúde, que, como dito, devem ser implantadas de forma integrada. Ainda, os métodos para o controle do reservatório canino devem obedecer às Resoluções de bioética e bem-estar animal”.

O Conselho informa ainda que é contra a eutanásia indiscriminada de cães sadios ou falso-positivos, contra o sofrimento animal, contra os métodos não autorizados e/ou realizados por pessoas que não tenham a formação em medicina veterinária, contra o abandono animal, contra a propriedade/posse/guarda irresponsável, contra o comércio ilegal de medicamentos e insumos veterinários e contra a falta de iniciativa do governo em encontrar e padronizar medidas para minimizar o impacto da problemática da LVC na população de cães no país, de forma ética e efetiva.

A eutanásia é, geralmente, uma forma mais prática e rápida para o poder público de tentar solucionar a questão, mas antes de se pensar nela, é necessário mudanças ambientais significativas sejam feitas sobre determinadas regras, como saneamento básico. A profilaxia é a melhor opção, com uso de inseticida, coleiras nos animais em regiões endêmicas e orientação à população para cuidar do seu entorno, evitando focos do mosquito

Prevenção. Informações do Ministério da Saúde

A prevenção ocorre por meio do combate ao inseto transmissor. É possível mantê-lo longe, especialmente com o apoio da população, no que diz respeito à higiene ambiental. Essa limpeza deve ser feita por meio de:

* Limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);

* Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;

* Limpeza dos abrigos de animais domésticos, além da manutenção de animais domésticos distantes do domicílio, especialmente durante a noite, a fim de reduzir a atração dos flebotomíneos para dentro do domicílio.

* Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais). No entanto, a indicação é apenas para as áreas com elevado número de casos, como municípios de transmissão intensa (média de casos humanos dos últimos 3 anos acima de 4,4), moderada (média de casos humanos dos últimos 3 anos acima de 2,4) ou em surto de leishmaniose visceral.

25 jan 2019

Como anda a saúde do seu intestino?

Arquivado em Comportamento, saúde
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O intestino  tem mais neurônios que a espinha dorsal e age independentemente do sistema nervoso central. É considerado por muitos como o segundo cérebro” do corpo. Outra informação importante é o tamanho do nosso canal alimentar. Se esticássemos seus dois segmentos: o delgado e o grosso, o intestino ocuparia uma área de 250 metros quadrados, o equivalente a uma quadra de tênis. É por isso e por muito mais que devemos escolher bem os alimentos que consumimos; praticar com regularidade qualquer tipo de atividade física; evitar o abuso do álcool; abandonar o vício do tabaco; e procurar levar uma vida mais simples e feliz.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre a importância do cuidado com o intestino, conversei por e-mail com o Dr. Diogo Paim, cirurgião do Aparelho Digestivo e professor da Faculdade Ciências Médicas. Confira:

Adriana Santos: Qual a influência do bom funcionamento do intestino na saúde saúde do resto do organismo?

Diego Paim O funcionamento adequado do intestino, englobando desde o processo de absorção de nutrientes, água e eliminação de resíduos indesejáveis, colabora de maneira global no pronto funcionamento de todo o organismo. Se há um desequilíbrio em qualquer dos sistemas e órgãos do nosso corpo, isso tem repercussão em todo o nosso organismo.

É verdade que o desempenho do intestino influência o humor da pessoa?

Sim, nos dois extremos. A pessoa que tem intestino preso irá apresentar distensão do abdome, dor abdominal e outras queixas que repercutem na atividade diária. O oposto, na diarreia, leva a restrições tanto físicas com limitação de sair de casa, trabalhar, etc…levando a alterações do humor e desanimo.

Por que as mulheres tendem a sofrer mais com o intestino lento ou preso?

O próprio funcionamento hormonal da mulher faz com que o intestino absorva mais água tendendo a lentificação do intestino. O mesmo acontece de maneira mais acentuada na gravidez.

As mulheres na menopausa sofrem mais com o intestino lento?

O funcionamento da intestino na menopausa é variável, algumas pacientes tendem a ter o intestino mais lento, em outros casos a resposta é diferente. Lembrando que isso depende não só das mudanças hormonais quanto de fatores alimentares, uso de medicamentos, atividade física.

Quais os alimentos são prejudiciais ao intestino?

Para uma pessoa normal, uma boa alimentação é muito importante para o funcionamento em geral. Recomenda-se nesses casos uma alimentação adequada e balanceada. Restrições específicas de alguns alimentos são indicadas em casos específicos de acordo com cada paciente.

Quais os alimentos são amigos do intestino?

Alimentos saudáveis, com quantidade adequada de fibras e alta ingestão de água colaboram para um bom funcionamento intestinal.

A atividade física regular colabora com o bom funcionamento do intestino?

Sim, com certeza. Além de influenciar no humor, na saúde do coração , a atividade física geralmente está associada a grande ingesta de água, que é bastante importante.

Por que o cigarro prejudica o funcionamento pleno do intestino?

O cigarro exerce efeitos negativos em praticamente todos os órgão do corpo humano, aumentando a incidência de câncer em geral e com grande prejuízo para as nossas artérias e veias. Se o intestino não recebe quantidade adequada de sangue ele não absorve nem elimina de maneira correta.

Quando procurar um médico?

O médico deve ser procurado sempre que houver alteração no funcionamento do intestino ou algum sinal de alarme.

Quais as principais doenças que atingem o intestino?

Polipos são extremamente comuns, divertículos que podem causar diverticulite ou sangramento, além de tumores e doenças que acometem a região do anus (hemorroidas, fissuras) e doença inflamatória intestinal.

Como prevenir contra o câncer do intestino?

Recomenda-se de rotina realização de exames de rastreamento, que são escolhidos e indicados de acordo com cada paciente. Desses exames, a realização de colonoscopia torna-se indicada nos pacientes de ambos os sexos acima de 50 anos para pacientes assintomáticos. Existe tendencia de reduzir a idade de inicia para a quarta década de vida. Em pacientes com parentes com câncer de intestino, a idade de início é antecipada.

Laxantes são aconselháveis em quais casos?

Em pacientes constipados graves, apos medidas alimentares e de ingesta de água, que não foram efetivas, pode-se em usar laxantes. Esses devem ser escolhidos de maneira a serem usados com parcimônia, usando os medicamentos que menos levam a problemas de uso cronico, tais como laxantes naturais, PEG, etc.

O que mais irrita o intestino?

Numa pessoa normal, deve-se cuidar para alimentação saudável e com menos produtos químicos. Essas medidas são importantes para cuidar de todo o sistema digestivo. Devemos pensar nos alimentos de forma mais ampla. Além de ser nutritivo, deve ser funcional, possuir componentes que influenciam determinadas funções do organismo, nos ajudando na proteção e manutenção da saúde.

Considerações finais

Cuidar da saúde do intestino é cuidar do bom funcionamento do nosso corpo. Ter uma alimentação saudável, beber muita água, realizar atividade física além da prevenção do câncer são extremamente importantes.

 

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