06 set 2017

Quando a vida perde o sentindo…

Arquivado em Comportamento, saúde

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O Próximo ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro) o sinal vermelho acende: o número de casos é crescente no país. Segundo dados do Mapa da Violência 2017, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 sobe 10% desde 2002. Considerado um tema delicado, a conversa e orientações sobre os fatores que levam uma pessoa a cometer essa atitude e as principais indicações que isso pode ocorrer devem ser divulgados para que casos sejam evitados.

A médica e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho explica que, por meio da observação dos casos, pode-se constatar que há certos fatores que estão relacionados a uma maior ou menor probabilidade de cometer o suicídio. “Por exemplo, as mulheres tentam mais suicídio que os homens, mas, os homens o cometem (isto é, morrem devido à tentativa) mais do que as mulheres”, afirma. Para Soraya, a idade também está relacionada às taxas de suicídio, sendo que a maioria ocorre na faixa dos 15 aos 44 anos. “Doenças físicas ou mentais, como alcoolismo, drogas, depressão, transtorno afetivo bipolar e esquizofrenia são fatores relacionados às taxas mais altas de suicídio. Além disso, uma pessoa que já tentou cometer o suicídio anteriormente tem maior risco de cometê-lo”, exemplifica.

Segundo a psicanalista, as pessoas podem tentar ou cometer suicídio por diversos motivos: numa tentativa de se livrarem de uma situação de extrema aflição para a qual acham que não há solução; por estarem num estado psicótico, isto é, fora da realidade; por se acharem perseguidas, sem alternativa de fuga; por se acharem deprimidas, achando que a vida não vale a pena; por terem uma doença física incurável e se acharem desesperançados com sua situação; por serem portadores de um transtorno de personalidade e atentarem contra a vida num impulso de raiva ou para chamar a atenção, dentre outras causas.

Soraya alerta para o fato de que o suicídio é algo que, em geral não pode ser previsto, mas existem alguns sinais indicadores de risco, e eles são: tentativa anterior ou fantasias de suicídio, disponibilidade de meios para o suicídio, idéias de suicídio abertamente faladas, preparação de um testamento, luto pela perda de alguém próximo, história de suicídio na família, pessimismo ou falta de esperança, entre outras. “Pessoas que apresentem tais indicadores devem ser observadas mais atentamente. No entanto não se pode ter certeza alguma a respeito, pois a ideia de morrer pode mudar na mente da pessoa, de um momento para outro”, justifica a psicanalista.

A médica e psicanalista aconselha que quando a preocupação sobre um risco de suicídio ocorrer em relação a uma pessoa, esta deve ser encaminhada a uma avaliação psiquiátrica para que se possa checar adequadamente o risco e oferecer um tratamento para essa pessoa. “Esse tratamento poderá ser uma internação, quando for avaliado que o risco é muito grave, ou tratamento ambulatorial (consultas regulares com psiquiatra), ocasião em que é feita uma avaliação das circunstâncias da vida da pessoa. Se ela tem uma família que possa estar presente, observando-a e fornecendo-lhe suporte, e a qual, ela própria, apesar da vontade de se matar, possa comunicar isso e pedir ajuda antes de cometer o ato”, explica Soraya Hissa.

25 nov 2016

“Diabetes na Praça” alerta sobre a doença e orienta sobre prevenção

diabetes3Evento terá atrações como food trucks de comidas saudáveis, degustação de doces diet, demonstração do dispositivo que emite alertas em casos de crises de hipoglicemia, mediação de glicose, aferição de pressão, apresentações musicais, palhaços e malabares.

Você sabia que dirigir um carro automático pode levá-lo a engordar até quatro quilos por ano? Que deixar de subir e descer o vidro do seu carro pode levar você a adquirir 360 gramas no mesmo período? E que 80% dos casos de hemodiálises poderiam ser evitados se as pessoas fossem menos sedentárias e tivessem uma alimentação mais saudável? O sedentarismo e o ganho de peso podem ter como consequências o adoecimento por diabetes.

Para alertar o cidadão sobre esses riscos é que neste sábado (26.11), de 10 às 16 horas, na Praça Floriano Peixoto, Bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, será realizado “Diabetes na Praça – Encerramento do Mês de Prevenção à doença”.

No local estarão disponíveis dez food trucks, com alimentos saudáveis. Também haverá uma tenda, a “Vovó Diet, para degustação de doces sem adição de açúcar, além de atividades lúdicas, com a apresentação de palhaços, malabares, danças, atividades físicas. No estande de prestação de serviços estarão voluntários farão aferição de pressão, glicemia capilar, orientações sobre saúde bucal e atividade física, além da coleta de exames de PSA e DST/AIDS.

Artistas também se apresentarão voluntariamente ao longo do dia. Além da dupla Carlos e Roberta, do cantor Vine Fonseca, haverá aula de rumba e de exercício funcional com o professor Marcílio.

Botão do pânico – Em outra tenda estará será feita a demonstração de um dispositivo de alerta destinado a socorrer diabéticos durante as crises de hipoglicemia. O dispositivo funciona como um botão de pânico. Quando acionado, o emite um sinal que é captado pelo cuidador, pelo familiar ou até mesmo por um serviço de urgência, previamente cadastrados. O dispositivo, criado pelo designer de interação Vitor Moura a partir de uma demanda do deputado Antônio Jorge, foi doado à Associação de Diabetes Infantil, que busca um parceiro privado que produzir o equipamento em escala industrial.

O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Diabetes, Associação de Diabetes Infantil (ADI), Federação Nacional das Associações de Diabetes (Fenad) e tem o apoio do deputado Antônio Jorge (PPS), membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), da Associação dos Food Trucks de Belo Horizonte e da UniBH.

Cenário diabetes no Brasil e no mundo – No mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, há 422 milhões de adultos diabéticos, dos quais, 14 milhões são brasileiros, número que corresponde a 7% da população total. Neste universo, 46,3% têm diabetes tipo 2 e não sabem que têm a doença. Hoje, 72 mil pessoas morrem por ano no País em decorrência do Diabetes. Estudo conduzido no Brasil, envolvendo mais de seis mil pacientes, mostrou resultados preocupantes: 90% de pessoas com diabetes tipo 1 e 73% de pessoas com diabetes tipo 2 não fazem controle da doença. Amputação, cegueira e problemas de circulação são os danos mais conhecidos. A relação com doença cardíaca e AVC – duas das maiores causas de morte no mundo – aparecem em 11º e 12º lugar em uma lista dos maiores prejuízos.

O diabetes – Trata-se de uma doença crônica metabólica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. O distúrbio acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo. A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar presente no sangue possa penetrar as células, para ser utilizado como fonte de energia. Se não tratado, o diabetes pode causar insuficiência renal, amputação de membros, cegueira, doenças cardiovasculares, como AVC (derrame) e infarto.
12 nov 2016

Novembro Azul: O que devo saber sobre o câncer de próstata?

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Especialista da Beneficência Portuguesa de São Paulo esclarece dúvidas e mitos sobre a doença que requer atenção e que aterroriza os homens, muitas vezes, sem necessidade.

“Antes de falar sobre o câncer de próstata, é importante salientar, de início, que a doença e as eventuais complicações são todas tratáveis. Em primeiro lugar está a vida”. É assim que o Dr. Celso Heitor de Freitas Júnior, urologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, inicia a conversa com o intuito de tranquilizar os homens sobre o assunto que ainda é tratado como um grande tabu.

O câncer de próstata é o tumor  mais frequente em homens e, apesar da incidência ter aumentado nas últimas décadas, a boa notícia é que a mortalidade tem diminuído graças à detecção precoce.

O que preocupa é que 51% dos homens nunca consultaram um urologista, segundo estudo realizado este ano pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), diante de uma estimativa de 69 mil novos casos de câncer de próstata ao ano, sendo 7,8 novos casos por hora.

A seguir o Dr. Celso Heitor de Freitas Júnior destaca os principais pontos sobre a doença.

Prevenção
Não há uma causa constatada para o desenvolvimento do câncer de próstata, mas como toda doença o diagnóstico precoce é essencial para o tratamento.

Quando devo me preocupar?
A partir dos 50 anos todo homem deve procurar um urologista pelo menos uma vez ao ano para realização de exames preventivos que diminuem em até 21% a mortalidade. Grupos de risco com maior incidência da doença como homens da raça negra ou com casos na família (em pai, irmãos ou avôs) devem realizar os exames a partir dos 40 anos.

Fatores de risco
– Idade (a maioria dos casos ocorre acima dos 65 anos).
– Histórico familiar.
– Raça (existe maior incidência de casos em negros).
– Alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente em frutas, verduras, legumes e grãos.
– Sedentarismo.
– Obesidade.

Nas fases iniciais, o câncer de próstata não apresenta sintomas
Geralmente, quando os sintomas começam, em 90% dos casos o câncer já se espalhou. Os principais sintomas urinários são a diminuição do jato urinário, gotejamento após urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e retenção urinária. Há também os sintomas irritativos como aumento da frequência urinária, urgência ou incontinência urinária, e aumento da frequência urinária durante a noite.

Exames preventivos: PSA e exame retal
Um não exclui o outro. O antígeno prostático específico (PSA) é um simples exame de sangue que visa identificar a presença de uma substância produzida nas células da glândula prostática. Os homens saudáveis ​​têm níveis menores de 4 ng/ml de sangue. Quando há elevação dos valores do PSA o exame revela o risco que cada homem possui de ter ou desenvolver o câncer de próstata.

“É importante ressaltar que nem sempre um PSA alterado quer dizer um câncer de próstata. Uma infecção urinária, hiperplasia prostática benigna e até ter relação sexual na véspera da coleta pode alterar o resultado do exame”, diz Dr. Celso Heitor.

Como a próstata está localizada na frente do reto e a maioria dos cânceres de próstata começa na parte posterior da glândula, o exame de toque retal ajuda a diagnosticar a existência de um tumor e não dura mais do que 10 ou 15 segundos.

Um tumor foi identificado. E agora?
Se um tumor é localizado o urologista vai definir o melhor tratamento dependendo de uma série de quesitos. O caso pode ser cirúrgico, tratado por meio de radioterapia ou feita a vigilância ativa do câncer de próstata.

O que é o tratamento de vigilância ativa do câncer de próstata?
Atualmente, a análise detalhada do resultado da biópsia de próstata, associada a estudos de imagem específicos possibilitam individualizar o tratamento da doença. Caso seja classificado como um tumor indolente (muito baixo risco), o tratamento indicado pode ser o de vigilância ativa, um método baseado na observação da evolução do quadro sem intervenções terapêuticas. Porém, o paciente precisa se enquadrar em uma série de requisitos.

No caso de uma cirurgia, posso ficar impotente?
 “O medo é a disfunção erétil? Tem tratamento. O medo é a impotência sexual? Tem tratamento. Apesar do risco de complicações decorrentes da cirurgia de retirada da próstata, recomendável em alguns casos, todas são tratáveis”, esclarece o Dr. Celso Heitor. Os principais efeitos colaterais da prostatectomia são a incontinência urinária e a impotência.

Hábitos alimentares
Existem suspeitas, ainda não confirmadas, da associação de dietas ricas em gordura animal e obesidade com cânceres de próstata mais agressivos. Mas os hábitos alimentares e o alto índice de massa corporal (IMC) também estão associados a outros tipos de doenças e cânceres.

O consumo de alguns vegetais crucíferos está associado à redução do risco de câncer por conta dos seus altos índices de glicosinolatos. Exemplos desse tipo de alimento são: repolho, brócolis, couve, couve-flor, couve de bruxelas, nabo, agrião, rabanete, repolho e mostarda. Peixes, como atum e salmão, também estão associados à prevenção do câncer e recomenda-se o consumo duas vezes por semana.

Além de adotar uma alimentação saudável, faz parte da prevenção a pratica regular de atividades físicas, não fumar, evitar bebidas alcoólicas, além das consultas e exames de rotina.

Vlog Adriana Santos. Confira:

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