14 jan 2019

Hospital Felício Rocho e Faculdade de Ciências Médicas realizam procedimento inédito na América Latina

Arquivado em Cidade, saúde
Divulgação

Divulgação

A vida do jovem Iago Lopes dos Santos, 23 anos, mudou após dar entrada no bloco cirúrgico do Hospital Felício Rocho (HFR), no último dia 07 de dezembro de 2018. O paciente foi submetido à um transplante inédito na América Latina, no qual recebeu um rim através de uma cirurgia robótica.

Antes do procedimento, Iago vivia em constantes sessões de hemodiálise por conta de complicações de doença renal em estágio terminal. Ele vive em Governador Valadares (MG), região do Vale do Rio Doce, e se deslocava semanalmente à Belo Horizonte para realizar o procedimento exaustivo que o mantinha vivo. Até que sua irmã, Viviane Lopes dos Santos, de 36 anos, foi diagnosticada como apta para a doação de um rim.

Após avaliações do corpo clínico do Hospital Felício Rocho, onde Iago fazia seu tratamento, a decisão foi realizar o primeiro transplante de receptor renal por via robótica da América Latina. Trata-se de um procedimento inovador, pouco invasivo, no qual o órgão é inserido no corpo do paciente e a cirurgia é feita pelo cirurgião através de uma plataforma robótica. Tanta inovação é resultado de uma parceria entre o Hospital Felício Rocho e a Faculdade Ciências Médicas De Minas Gerais (Feluma).

A cirurgia foi realizada com a equipe de transplantes e de cirurgia robótica do Hospital Felício Rocho, assistida pelo médico Cirurgião Geral, Dr. Enrico Benedete, Chefe de Departamento da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Antes disso, em outubro deste ano, e também de forma pioneira, a equipe do HFR já havia feito a cirurgia de retirada do rim do doador para transplante, também por via robótica.

O transplante renal é a melhor terapia de substituição renal em portadores de insuficiência renal crônica. Ele melhora a qualidade de vida e o tempo de vida desses pacientes. Implantar o robô nesse tipo procedimento colabora para essa cirurgia tornar-se ainda mais segura, eficaz e para que a recuperação seja mais rápida e menos dolorosa.

Todo o procedimento durou cerca de três horas.

O rim transplantado funcionou imediatamente. Iago evoluiu muito bem no pós-operatório e já tinha condições de alta antes de uma semana após a realização do procedimento robótico. Os benefícios da cirurgia robótica incluem visão magnificada em três dimensões, maior amplitude dos movimentos, resultando em uma maior precisão cirúrgica, menor agressão ao organismo e uma recuperação pós-operatória mais rápida, menos dolorosa e com retorno mais precoce do paciente às suas atividades habituais. Sem dúvida, esse procedimento realizado pela parceria do Hospital Felício Rocho com a Feluma é um avanço e tanto para a medicina brasileira.

A plataforma robótica é de uma precisão gigantesca. Bastante usada em cirurgias renais, prostáticas, mas também em muitos outros tipos de procedimentos, de várias especialidades médicas e, com resultados muito satisfatórios. Tudo isso porque o robô atua com uma visão tridimensional, magnificada, que capta detalhes anatômicos de uma forma ampliada e com ótima qualidade de imagem, além de uma maior amplitude de movimentos.

26 jan 2018

Cirurgia robótica aumenta a precisão na retirada de tumores em pacientes com câncer de próstata

Arquivado em saúde
Interna-robo

Divulgação

                                   No Brasil, a estimativa em 2017 foi de 61.200 novos casos e cerca de 13.772 mortes

Diminuição da dor; redução do tempo de recuperação; ampliação da precisão; aumento do alcance de áreas de difícil acesso; e a realização de movimentos coordenados, são alguns dos benefícios trazidos pela cirurgia robótica, que vem sendo aplicada pelo Hospital Felício Rocho no tratamento do câncer de próstata.

Aplicada a partir dos anos 2000 nos Estados Unidos (EUA), a prostatectomia radical robótica (cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata) é bastante comum também na Europa e chegou como mais um avanço no parque tecnológico do Hospital Felício Rocho, que conta com uma infraestrutura diferenciada e um corpo clínico altamente qualificado.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tumor que mais mata os homens, estando atrás somente do câncer de pulmão. A estimativa em 2017 foi de 61.200 novos casos e cerca de 13.772 óbitos causados pela doença, – o que equivale a uma morte a cada 38 minutos, segundo dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata se tornou um grande avanço na assertividade do procedimento cirúrgico, que é parte essencial no tratamento do câncer.

Disponível no país desde 1998, sendo realizada desde outubro de 2017 no Hospital Felício Rocho, a cirurgia robótica permite com maior precisão, a visualização de uma imagem de alta definição, magnificada e em três dimensões (3D) do local a ser tratado. Ao fazer uso de pinças articuladas, o robô guiado pelo médico, realiza uma dissecção cautelosa e minuciosa dos tecidos, e no caso do câncer de próstata, podem ser preservados os pequenos nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela ereção masculina, bem como os tecidos envolvidos com a incontinência urinária.

Segundo o médico urologista e diretor do Hospital, Francisco Guerra, a cirurgia robótica é um caminho sem volta. “O impacto na evolução das vias de acesso para tratamentos cirúrgicos (cirurgia aberta, laparoscopia e agora a robótica) é contundente para os cirurgiões. No entanto, o melhor de tudo isso, é o que visualizamos e vislumbramos para os pacientes em relação aos resultados e melhoria da qualidade de vida”, destaca.

Diante desse cenário, o Hospital Felício Rocho projeta um crescimento exponencial no número de cirurgias robóticas, com uma previsão de realizar mais de 250 cirurgias em 2018