23 set 2015

Países das Américas se comprometem a reforçar as ações para eliminar a raiva

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vacinação raiva

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Representantes dos países da região das Américas, especialistas e outros parceiros estratégicos se comprometeram a fortalecer as ações para avançar rumo à eliminação da raiva humana transmitida por cães, durante a 15ª Reunião de Diretores de Programas de Raiva nas Américas (REDIPRA 15), e dias antes do Dia Mundial da Raiva realizado a cada 28 de Setembro. Os casos de raiva humana caíram mais de 95% desde 1980 na região. No entanto, os casos ainda são relatados em alguns países. Durante o período de 2014 a Junho de 2015, foram notificados 13 casos de raiva humana na Bolívia, Haiti, Guatemala, Brasil e República Dominicana, e casos de raiva caninas, tanto em áreas casos anteriormente não registradas, tais como zonas declaradas livres doença.

“A região das Américas fez grandes avanços no controle da raiva, por isso não podemos baixar a guarda e permitir a reintrodução de uma doença que é completamente evitável”, disse Ottorino Cosivi, diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) da Organização de Saúde/Organização Pan-Americana de Saúde Global (OPAS/OMS) no final REDIPRA 15, realizada em Brasília.

A raiva é uma doença causada por um vírus transmitido aos seres humanos por meio de picadas ou arranhões de animais infectados (principalmente cães e animais silvestres como, por exemplo, morcegos). Existem vacinas seguras e eficazes para previnir a raiva nos animais, assim como vacinas para uso humano que devem ser administrada antes e depois do contato com o animal. Caso tenha sido ferido por algum animal infectado, a limpeza imediata da ferida e a vacinação imediata evita, na maioria dos casos, o início da doença e da morte. A alta cobertura de vacinação de cães tem reduzido a freqüência de casos de raiva canina em alguns países da região das Américas.

Em junho, a OPAS/OMS emitiu um alerta epidemiológico, que incentiva os países membros a intensificarem os seus esforços para prevenir e controlar a raiva. Entre as medidas estão, a imunização dos cães, a promoção da saúde, e a disponibilização de profilaxia pós-exposição (vacinas pré-qualificadas pela e imunoglobulina antirrábica) para responder a eventuais casos suspeitos e orientar os profissionais de saúde a sua aplicação em seres humanos.

O diretor de Panaftosa considerou que a eliminação da raiva “é uma vítima do seu próprio sucesso”, a grande diminuição de casos em cães e seres humanos foi acompanhada por um declínio na atenção à doença, que deixou de ser vista como um problema.

Os diretores das nações programas raiva dos 25 países que participaram da REDIPRA concordaram sobre a necessidade de promover os esforços de colaboração entre os países que há mais casos humanos de raiva transmitida por cães na região. A decisão está alinhada com o tema do Dia Mundial da Raiva deste ano, “Vamos acabar com a raiva juntos”.

“A prevenção da raiva humana deve ser um esforço conjunto”, disse Cosivi e sublinhou que “é urgente que os governos, as ONGs, as organizações nacionais e internacionais, a sociedade civil e o público em geral trabalhem em conjunto para eliminá-la.”

Em todo o mundo surgem, a cada ano, mais de 50.000 casos de raiva humana transmitida por cães, principalmente na Ásia e África.

Durante REDIPRA, a Panaftosa /OPAS/OMS e seus parceiros na Iniciativa Pan-Americana do Dia Mundial da Raiva lançaram a convocatória para um concurso de fotografia, que premiará as imagens que melhor ilustrarem a luta contra esta doença na região das Américas.

Fonte: Organização Pan Americana de Saúde

18 set 2015

75% das famílias brasileiras vacinaram seus pets nos últimos 12 meses

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Close-up of a Golden Retriever puppy sticking its tongue out

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O Brasil tem cerca de 70 milhões de cães e gatos interagindo diariamente com as famílias. De acordo com o IBGE,  44% dos lares brasileiros possuem pelo menos um cachorro e quase 18% das famílias convivem com gatos em casa.

A pesquisa do IBGE mostrou que 75% das famílias vacinaram todos os animais contra a raiva nos últimos 12 meses. A raiva é uma zoonose, doença transmitida entre os animais e o homem. Leishmaniose, febre amarela, leptospirose, tuberculose, dengue e toxoplasmose são outros exemplos.

É bom lembrar que o profissional de Medicina Veterinária é fundamental para que a relação entre humanos, pets e o ambiente onde vivem seja harmoniosa e saudável. O país conta atualmente mais de 142 mil médicos veterinários registrados. Deste total mais de 105 mil estão em atuação.

Assim como você, seu filhote peludo precisa ser vacinado e visitar o médico regularmente para conquistar uma vida longa e saudável. Os peludinhos idosos precisam de uma atenção ainda mais especial. O veterinário do seu pet é a melhor fonte de informações sobre cuidados especiais, alimentação e higiene.

Conversei sobre saúde animal, vacinação, alimentação, câncer, eutanásia e castração com o médico veterinário Dr. Mario Rennó, graduado em Medicina Veterinária pela Escola de Veterinária da UFMG em 2003. Especialista em Clínica Médica de Pequenos Animais (Residência Médico-Veterinária) Nível 1 em 2005 e Nível 2 em 2006 pela Escola de Veterinária da UFMG. Especialista em Ortopedia e Traumatologia de Pequenos animais pela Universidade de São Paulo (USP-SP). Área de atuação: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ortopedia, Anestesiologia, Radiologia Internação e Reprodução de Pequenos Animais. Facebook: Aqui

Dr-Mario (1)

Adriana Santos: Os animais domésticos estão vivendo mais. Mas ao mesmo tempo algumas antigas doenças continuam exigindo o sacrifício dos animais. Qual os motivos?

Mario Rennó: Algumas doenças antigas exigem a eutanásia de animais nos tempos de hoje devido a vários proprietários protelarem em os levarem para acompanhamento veterinário periódico, deixando dessa forma que patologias atinjam graus em que não possibilitem tratamentos. Além disso a falta de condições também atrapalha muito pois doenças como a cinomose que é de fácil controle pode se tornar fatal na falta de vacinação.

Adriana Santos: Qual o motivo do aumento no número de casos de câncer em animais?

Mario Rennó: O aumento da longevidade, a preocupação da capacitação do profissional e o avanço na tecnologia de meios diagnósticos

Adriana Santos: Quais os cuidados que os tutores devem ficar atentos no tratamento de animais oncológicos?

Mario Rennó: Cada caso oncológico exige um cuidado específico, como por exemplo, o manejo de medicações ministradas, o cuidado com excretas dos animais tratados, ter acompanhamento periódico do oncologista responsável, realização de exames necessários.

Adriana Santos: Os animais podem ficar deprimidos? O que fazer?

Mario Rennó: Sim. Os animais tem sentimentos e sofrem muito em determinadas situações como o abandono, castigos etc. O carinho, atenção e cuidados são essenciais para o bem estar de seu pet.

Adriana Santos: Animais que só se alimentam de ração são mais saudáveis?

Mario Rennó: A alimentação pode ser apenas com ração, ou também vegetais, frutas e proteínas de origem animal, o mais importante que seja balanceada e calculada por um profissional qualificado.

Adriana Santos: Alguns tutores vegetarianos estão optando por ração sem ingrediente animal e uma alimentação mais natural. O que acha?

Mario Rennó: A alimentação natural pode ser uma excelente opçao para seu animal, desde que balanceada e contenha os ingredientes necessários para saúde de seu pet. Alguns derivados de proteína animal são extremamente importantes para o bom funcionamento do organismo do animal, dessa forma é necessária presença destes, mesmo em pequenas porções. Nao é simplesmente oferecer frutas, vegetais e cortar derivados de proteína animal. A dieta deve ser formulada por um profissional.

Adriana Santos: Quais os cuidados que devemos ter quando os animais são criados dentro de casa?

Mario Rennó: Os animais criados dentro de casa precisam de enriquecimento ambiental, principalmente os felinos. Áreas separadas para alimentação, banheiro, recreação e descanso. Tomar cuidado com objetos jogados pela casa, lixos desprotegidos, janelas e portões abertos e se for ter um gatinho telas nas janelas!!

Adriana Santos: A castração deixa o animal mais submisso, alterando o comportamento. Isso é positivo para o animal?

Mario Rennó: A castração não deixa o animal mais submisso nem altera negativamente seu comportamento, pelo contrário, o procedimento traz muitos benefícios como controle populacional e prevenção de varias doenças.

Adriana Santos: A eutanásia animal no Brasil é feita de forma responsável ? Há abusos?

Mario Rennó: A eutanásia no Brasil as vezes é necessária em casos terminais ou que irão comprometer a qualidade de vida do animal, mas infelizmente ainda é feita de forma desrespeitosa e às vezes indiscriminada e desnecessária.

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Saiba mais.

Guia Brasileiro de Boas Práticas para a Eutanásia em Animais

Conselho Federal de Medicina Veterinária