11 jan 2019

Mulheres devem ficar atentas com surgimento de doenças ginecológicas durante o verão

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Com a chegada do verão, é hora de aproveitar, seja para ir à praia, cachoeira ou clube. No entanto, essa época do ano também exige cuidados redobrados com a saúde íntima da mulher. Isso porque o verão é o período em que a proliferação de bactérias é maior e o calor intenso favorece o surgimento de doenças ginecológicas, principalmente por conta dos hábitos adotados durante a estação.

“Usar roupas com tecidos sintéticos, bem como trajes apertados, pode ser mais prejudicial em dias quentes, além de fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes”, orienta o médico ginecologista João Oscar de Almeida, do Hospital Felício Rocho. Segundo ele, essas roupas acabam “abafando” a área genital, o que faz com que a temperatura local aumente e a umidade também, criando condições favoráveis para o crescimento de fungos e bactérias. “Da mesma forma, é muito comum ficar com roupas molhadas após passeios, o que contribui para alterar as condições físicas da região e, consequentemente, para a proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde íntima”, completa. Esses hábitos de verão causam um desequilíbrio da flora vaginal, aumentando a chance do desenvolvimento de infecções vaginais como a candidíase, tricomoníase e a vaginose bacteriana, por exemplo.

A candidíase é a mais recorrente nessa época do ano, sendo causada pelo crescimento do fungo cândida, que prefere lugares úmidos, causa coceira e dores para urinar e no ato sexual. Embora possa ser transmitida sexualmente, não é considerada uma Doença Sexualmente Transmitida (DST). Já a tricomoníase é uma DST causada pelo parasita Trichomonas vaginales, e apresenta corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável, além de dores ao urinar e durante o sexo. “Apesar de a doença ser transmitida sexualmente, no verão a flora vaginal está em constantes mudanças, o que favorece para o surgimento da doença”, explica o Dr. Oscar. A vaginose bacteriana é provocada pela bactéria Gardnerella Vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um odor forte, e que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. Todas elas podem ser tratadas com medicamentos via oral e cremes vaginais.

Para prevenir esses problemas, o ginecologista garante que o ideal é evitar ficar muito tempo com roupas úmidas, inclusive os trajes de banho; optar por roupas mais leves e arejadas, como vestidos e saias; e limpar a genitália com sabonetes neutro ou íntimo: “É fundamental manter uma higienização adequada e evitar a umidade prolongada na região da vagina especialmente durante o verão, assim como buscar orientação médica sempre que notar algo errado. Como são situações comuns, é frequente o tratamento sem uma instrução adequada, às vezes baseada em experiências prévias ou sugestões de colegas. No entanto, o tratamento inadequado pode levar a um desequilíbrio ainda maior da flora vaginal. Por isso a avaliação médica especializada é tão importante para um tratamento correto”, adverte.

02 mar 2018

“Saúde da Mulher – Cuide dos Seus Rins” é tema do ‘Dia Mundial do Rim 2018’

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O ‘Dia Mundial do Rim’ (8/3) tem como tema a saúde da mulher. De acordo com a Sociedade Mineira de Nefrologia (SMN) a doença renal crônica (DRC) atinge 10% da população mundial. No Brasil, aproximadamente 10% da população feminina tem algum grau de acometimento renal. “Mais de 120 mil pessoas no país já se encontram na fase terminal da doença, necessitando de tratamento de diálise. Como na mesma data comemoramos o Dia Internacional da Mulher, queremos alertar esse público sobre as formas de prevenção, além de transformá-lo em multiplicador de informação junto à família e amigos”, explica o presidente da SMN, Daniel Calazans.

Para dar destaque ao tema, a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em parceria com a SMN, iluminará a fachada de sua sede, durante todo o mês de março, nas cores azul e vermelho. “Devemos chamar a atenção da comunidade para esta doença silenciosa”, reforça Calazans. Ele explica que no Brasil a maior parte dos diagnósticos já é dado na etapa final da DRC, o que dificulta o manejo e a reversão do quadro do paciente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), nos últimos 15 anos, mais que dobrou o número de doentes em hemodiálise no Brasil. Isto se deve principalmente ao envelhecimento da população, obesidade, hipertensão e diabetes.

O ‘Dia Mundial do Rim’ deste ano, para o presidente da SMN, quer levar às pessoas, principalmente às mulheres, informações sobre como prevenir e tratar a doença. Ele alerta que outro embate para o diagnóstico e tratamento é o fato de o doente, muitas vezes, ter o primeiro contato com o nefrologista já no momento de admissão para a hemodiálise. “É de fundamental importância a prevenção e uma avaliação com o seu nefrologista”, destaca.

Para trabalhar também a comunidade médica, a SMN, em parceria com a Associação Médica do Vale do Aço e a Fundação São Francisco Xavier, de Ipatinga, promove, dia 7 de abril, a I Jornada de Nefrologia do Vale do Aço e XXXIII Encontro Amicen, no Hospital Márcio Cunha. “O evento contará com a presença de nefrologistas renomados nacionalmente que abordarão em 13 aulas, os assuntos de maior relevância em Nefrologia e Transplante Renal. Será mais um grande evento científico com objetivo de abordar novos conceitos terapêuticos visando melhor prática clínica, fornecendo ferramentas úteis aos profissionais de saúde atuantes com paciente nefrológico”, conclui Calazans.

O que é DRC? Como é tratada?

Doença renal crônica (DRC) é a perda progressiva da função dos dois rins. Quando os rins falham e a capacidade de funcionar cai abaixo de determinado nível, o que chamamos de insuficiência renal, as impurezas não são retiradas do sangue e afetam os órgãos do nosso corpo, como o coração, pulmões, músculos, estômago e cérebro. Isso pode se tornar uma ameaça à vida da pessoa e requer atenção urgente. Atualmente não existe cura para a DRC. Os tratamentos atuais são as diálises (filtragem do sangue por outros meios) ou o transplante (que depende de um doador compatível), e devolvem parte da qualidade de vida do paciente.

Como é detectada?

No começo, a DRC não tem sintomas. A pessoa pode perder 90% da função renal sem perceber. Por isto a prevenção e a detecção precoce são essenciais, pois permitem controlar o avanço da doença e a necessidade de tratamentos mais complexos. Exames de urina e de sangue podem detectar o início da doença.

Quais são as causas da DRC? Quem está no grupo de risco?

Hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes são as causas mais comuns de DRC. Pode afetar pessoas de todas as idades e raças. O risco é maior para pessoas mais velhas, sofrem de diabetes e/ou pressão alta, tem pessoa na família que tenha DRC, ou seja, de origem africana, hispânica, oriental ou aborígene. Se a pessoa está no grupo de risco deve obrigatoriamente consultar um nefrologista periodicamente.

Prevenção

1. Mantenha-se em forma e pratique atividade física regularmente;

2. Controle o nível de açúcar no sangue (glicemia) para evitar o diabetes;

3. Monitore sua pressão arterial;

4. Mantenha sua alimentação saudável e evite o sobrepeso;

5. Mantenha-se hidratado, tomando líquidos não alcoólicos;

6. Não fume;

7. Não tome remédios sem orientação médica;

8. Consulte um médico regularmente para verificar a situação dos seus rins.

07 fev 2018

PREVENÇÃO: Mamografia é um exame seguro, indolor e com baixa irradiação

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exameO diagnóstico precoce é um dos maiores benefícios da mamografia. O exame é feito pelo mamógrafo, usando um aparelho de Raios-X, onde a mulher é posicionada e, posteriormente, radiografada – o que vai resultar em imagens que servirão de base para o estudo dos tecidos da mama. Assim, é possível ver em detalhes e saber se há ou não algum nódulo ou cisto.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame a partir dos 40 anos, mesmo para as mulheres consideradas com risco habitual para desenvolvimento da doença. Alguns estudos científicos já comprovaram que o uso da mamografia em programas de rastreamento do câncer de mama diminui em até 36% a taxa de mortalidade. O exame é capaz de detectar nódulos a partir de 2 a 3 mm, um grande avanço da medicina, fundamental para detecção, diagnóstico e tratamento bem-sucedido.

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – regional Minas Gerais, Annamaria Massahud, apesar de não prevenir o câncer de mama, a mamografia confere à mulher maior chance de um diagnóstico precoce. “Um tratamento efetivo desde o início, com a lesão ainda pequena, aumenta para 90% as chances de cura e diminui a necessidade de cirurgias mutilantes”, afirma a especialista.

São dois, os tipos de exames de mamografia que podem ser realizados: mamografia digital e mamografia convencional. O mais comum é realizado com o auxílio de um filme que faz a exposição da mama ao raio-X. Em seguida, a imagem é armazenada nesse filme. Na mamografia digital, por meio de sinal elétrico, as imagens realizadas no raio-X são armazenas e enviadas ao computador. Os resultados de ambos são confiáveis da mesma maneira, o que muda é que no resultado digital os riscos de perder a imagem por danos externos são menores.

A radiação do exame não é perigosa, pois é obtida com o uso de feixe de raios – X de baixa energia. Em relação à dor, é comum que as pacientes reclamem de algum desconforto, mas a mamografia é rápida e o incômodo é suportável. O medo de descobrir o câncer também impede que muitas mulheres façam a mamografia, mas, cerca de 80% dos nódulos encontrados tendem a ser benignos. “As mulheres devem procurar um mastologista assim que perceberem qualquer alteração nas mamas. O diagnóstico é feito por meio de avaliação física das mamas e axilas, dos exames complementares e de uma biópsia da lesão”, explica Massahud.

ESTATÍSTICAS

Dados recentes divulgados Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostraram que o câncer de mama será, novamente, o tipo mais comum da doença entre as mulheres brasileiras. A expectativa é que sejam diagnosticados 59.700 novos casos de câncer de mama em 2018.

SUS

O Senado Federal aprovou, recentemente, o decreto legislativo que garante às mulheres entre 40 e 49 anos, o acesso ao exame da mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). O decreto tornou sem efeito a portaria do Ministério da Saúde, de 2014, que mudava a fonte de recursos e obrigava os municípios a arcarem com os custos do procedimento para mulheres mais novas, garantindo a mamografia totalmente gratuita apenas àquelas com idade entre 50 e 69 anos. A decisão do Ministério da Saúde foi contestada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), uma vez que 30% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos e a mudança dificultava o acesso ao exame para quem está nessa faixa etária.

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