06 nov 2015

Pediatria moderna receita amor, disciplina e altruísmo para o desenvolvimento da criança

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pediatria

O Saúde&Literatura apresenta:  Pediatria hoje. Orientações fundamentais para mães, pais e cuidadores. Nesta obra, o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros selecionou os principais textos publicados em seu site, o Blog do Pediatra, e no portal Minha Vida. Seu olhar cuidadoso e sensato, permeado pelos ensinamentos de D. W. Winnicott e também pelas mais recentes atualizações da medicina, constitui um farol no caminho de pais, mães, cuidadores, educadores e profissionais de saúde.

A pediatria é a medicina do ser em crescimento. Mas, afinal, até que idade os pais devem levar os filhos ao pediatra? Para o dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros, o especialista deve acompanhar o paciente e cuidar dele desde seu nascimento até que se transforme em um adulto.

O objetivo do livro é facilitar a compreensão dos leitores da necessidade de zelar pelo crescimento e desenvolvimento dos filhos por meio do amor, da proteção, do altruísmo e da disciplina.

Dividido em seis seções, o livro aborda questões como o mundo dos bebês, mitos e verdades sobre a imunização, saúde, bem-estar e alimentação infantil. O pediatra mostra ainda que a criança que brinca e aprende vive feliz e faz considerações sobre os dilemas da modernidade. Ao longo da obra, os temas se misturam, e a leitura cruzada dos artigos favorece a construção de uma estrutura fundamental para o bem-estar de bebês, crianças e adolescentes.

Temas polêmicos, como a escolha do parto normal ou cesáreo, também são avaliados pelo autor. A obra inclui ainda argumentações sobre a importância da amamentação para a saúde das crianças. Na avaliação do autor, enquanto o bebê se alimenta apenas com leite materno, a introdução de outros alimentos deve ser adiada, pelo menos, até o sexto mês de vida. Afinal, diz ele, o leite materno tem todos os nutrientes de que ele precisa. Pesquisas realizadas em vários países indicam que a mortalidade infantil está altamente relacionada com a passagem precoce do aleitamento materno para a introdução dos chamados alimentos complementares.

O livro traz também uma seção dedicada à obesidade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 35% das crianças entre 5 e 9 anos estão obesas.  A seleção de textos contemplados na obra inclui também orientações do pediatra sobre a importância das brincadeiras saudáveis para as crianças, da leitura desde a barriga e da organização para o desenvolvimento dos pequenos. Nos artigos sobre os dilemas da modernidade, o autor alerta para questões delicadas, como a ditadura da beleza, os cuidados exagerados e o consumismo desnecessário na hora de presentear.

Conversei com o autor Sylvio Renan Monteiro de Barros, médico e especialista em Pediatria. Atua em consultório na cidade de São Paulo desde 1976. Confira:

Adriana Santos: Qual é o papel do pediatra no desenvolvimento físico e mental da criança?

Sylvio Renan: O papel do pediatra, além de tratar das doenças da crianças, é fornecer todas as orientações sobre alimentação, vacinações, medicações e orientações para que a criança venha a ser um adulto saudável, digno e socialmente integrado.

Adriana Santos: Falta pediatra no Brasil?

Sylvio Renan: Nos últimos anos houve uma diminuição expressiva do número de médicos que optavam pela pediatria, levando à falta destes profissionais em nosso país. Tal diminuição teve como consequência um aumento do valor pago aos profissionais. Tal compensação estimulou um maior número de médicos recém formados optando pela pediatria. Acredita-se que nos próximos anos tal deficiência não seja mais considerável.

Adriana Santos:  Até quando os pais, mães e responsáveis devem levar as crianças ao pediatra:

Sylvio Renan: Muito embora tenha-se no Brasil o hábito de levar as crianças ao pediatra em seu início de vida (principalmente no primeiro ano), as associações de pediatria, tanto no Brasil quanto em outros países, recomendam que o paciente pediátrico seja seguido regularmente até completar 21 anos de idade.Cabe aqui reforçar que a pediatria é a medicina do ser em crescimento

Adriana Santos: Cesária ou parto normal?

Sylvio Renan: Na visão do pediatra, sem dúvida alguma: PARTO NORMAL. No parto normal usualmente o bebê nasce no pico de maturidade fetal, pronto para evitar as agressões do meio externo ao qual ele não está habituado. Durante a passagem pelo canal vaginal o bebê sofre expressão total de seu tórax, eliminando praticamente todo o líquido (amniótico) que ele mantinha em seus pulmões, estimulando e facilitando ao início da respiração. Praticamente todos seus órgão já estão em condições de suportar o meio externo, evitando-se assim icterícias, intolerâncias, além de apresentar uma maior imunidade recebida da mãe.

Adriana Santos: Por que muitas mães ainda temem as vacinas?

Sylvio Renan: Eu considero as vacinas como a maior contribuição que a medicina já trouxe ao ser humano. Graças a elas, muitas doenças já diminuiram importantemente sua morbidade e letalidade. Como exemplo cito a varíola, doença comum no passado que foi plenamente eliminada, não havendo há vários anos qualquer caso de varíola em nosso planeta. O mesmo se projeta para a poliomielite, já bem controlada, presente atualmente só em alguns países da  Africa. Minha visão é: toda vacina que não apresentar risco importante à saúde humana e que tenha um risco/benefício positivo deve ser tomada por todos para os quais ela é indicada.

Adriana Santos:  Há alguma contra indicação?

Sylvio Renan: Existem atualmente 2 contraindicações formais à vacinação:

1. alergia a um de seus componentes.

2. qualquer deficiência de imunidade, seja ela congênita, adquirida ou terapêutica (transplantes, oncoterapias, etc.)

Adriana Santos: A obesidade infantil é responsabilidade dos pais?

Sylvio Renan: A obesidade infantil é responsabilidade de todos:

* pais, que devem educá-los para uma boa e equilibrada alimentação, e utilizar tal alimentação com forma de receber nutrientes, e não como prêmio por algum feito realizado ou respondendo aos apelos publicitários.

* pediatras, dando aos pais e cuidadores as orientações das melhores formas de nutrição, com relação ao alimento em si, aos horários de alimentação e aos excessos que deverão ser sempre evitados.

Estado, fiscalizando a produção de alimentos, monitorizando publicidades exageradas, que mostram o alimento não como fonte de nutrição, e sim como o melhor atalho para a felicidade.

Todos somos responsáveis pelo aumento da obesidade infantil, que tem conexão direta com o aumento da hipertensão arterial no adulto, com aumento dos casos de doenças cardio-vasculares (AVCsa, infartos), bem como o diabetes.

Adriana Santos: Qual o seu conselho para os pais e mães de primeira viagem?

Sylvio Renan: Alimentem-se com equilíbrio, moderação. Escolham sempre pratos saudáveis, com balanço de proteínas, carboidratos e gordura. Se os pais se alimentarem bem (não no sentido de quantidade, e sim da qualidade), seus filhos automaticamente se tornarão também moderados ao comer. Bem sabemos que a criança não aprende com o que lhe dissemos, e sim como o fazemos.

13 out 2015

Terapia para além da neutralidade ajuda uma nova identidade familiar

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famílias

Reprodução

Um dos temas mais controvertidos e em ebulição na sociedade atual, a família vem passando por grandes transformações, a partir de novas experiências, levando-se em conta laços de parentesco biológico e social, de afeto e de contratos formais e informais, entre outros. Diante desse variado leque de configurações, os psicoterapeutas somam esforços, compartilhando estudos e experiências com o intuito de suprir as demandas familiares. Organizado pela professora Vanda Lucia Di Yorio Benedito, o livro Terapia de casal e de família na clínica junguiana – Teoria e prática preenche uma lacuna existente na literatura da psicologia analítica no que se refere ao atendimento de casais e de famílias.

Os primórdios da psicoterapia de casal e de família deram-se na década de 1950 e sua grande expansão, nos anos 1970 e 1980, quando surgiram várias escolas e institutos de formação de terapeutas dentro dessa especialidade em diferentes partes do mundo. “Esse movimento expansionista contribuiu para o fortalecimento da abordagem em clínicas e hospitais, ofertando-nos um grande número de publicações até os dias atuais”, conta a organizadora, comentando que, apesar do avanço, ainda são insuficientes as pesquisas em relação ao tema e escassas as publicações científicas em livros, revistas e congressos.

“Nosso compromisso com esse trabalho nos motivou a sistematizar nossas experiências e nossas reflexões nesse campo com a realização desse livro”, afirma a psicoterapeuta. Para ela, ajudar a inserir o pensamento de Jung no campo da terapia de casal e de família é um modo de abrir mais espaços para o conhecimento de sua obra. “Dialogando com outras formas de pensar, potencializa-se a riqueza do trabalho simbólico, um dos eixos principais dessa abordagem”, complementa.

Dividida em duas partes, a obra inclui a apresentação de casos clínicos acrescidos de reflexões das autoras. Temas clássicos na psicologia junguiana, como o trabalho com a sombra, as polaridades, a traição e a morte, também são analisados ao longo dos capítulos.

“O trabalho com casais e famílias ampliou meu entendimento do que Jung chamou de unilateralidade da consciência”, diz Vanda Lucia. Segundo ela, esse campo terapêutico propicia o exercício da pluralidade, da incerteza, da relatividade, da aceitação das várias possibilidades de percepção, favorecendo assim a melhor integração do indivíduo na família e no casal. “Essa visão sistêmica promove a busca de contextos que podem ser entendidos como opostos entre si, de forma a ampliar nossa compreensão dos eventos”, explica a psicoterapeuta.

Ao longo da obra, as autoras mostram que a conjugalidade é um dos possíveis sistemas nos quais diferentes imagens arquetípicas orquestram percepções e comportamentos que medeiam o encontro de dois adultos por uma relação em que se busca a satisfação de várias necessidades, desde afetivas até econômicas. “Na prática da psicologia analítica, procuramos entender esse sistema dentro da perspectiva simbólica, caminho apontado por Jung para considerar a psique como um todo”, diz a organizadora. Ela explica que o casamento apresenta aos cônjuges a difícil empreitada da transformação com o outro e por meio dele, conservando e respeitando a própria essência, no processo de individuação.

No capítulo sobre psicologia analítica e terapia familiar, as autoras mostram que o terapeuta não é um observador externo que busca uma neutralidade. Segundo elas, é importante criar um vínculo, baseado no sentimento de empatia com cada um dos indivíduos, e fazer a família sentir-se acolhida como um todo pelo profissional. Ao abordar a traição na conjugalidade, foca-se nas questões que envolvem um dos temas mais importantes e frequentes na terapia de casal.

No capítulo sobre a vivência da morte e o resgate da vida na terapia de casal, há reflexões sobre um caso clínico. Lembrando que uma das mortes mais dolorosas é a de um filho, ela diz que é preciso haver uma reorganização, uma nova adaptação e a construção de uma nova identidade familiar. O livro aborda ainda a importância do sonho como recurso terapêutico para alcançar o equilíbrio do relacionamento. Algumas diretrizes metodológicas para a terapia de sandplay com casais na abordagem junguiana também estão contempladas.

images.livrariasaraiva.com.brA organizadora

Vanda Lucia Di Yorio Benedito é psicóloga formada pela PUC‑SP.

Analista junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). Docente e supervisora no Curso de Formação de Analista da SBPA, além de coordenadora do Núcleo de Casal e Família da clínica da SBPA e do curso de Terapia de Casal pelo Instituto J. L. Moreno. Formação em Psicodrama pela Sociedade Paulista de Psicodrama. Autora do livro Amor conjugal e terapia de casal – Uma abordagem arquetípica (Summus). Coautora de vários livros com capítulos sobre casal e família.

04 set 2015

O que está por trás dos arquivos secretos do Vaticano?

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arquivos secretos 3

Tudo o que é oculto, secreto, proibido parece chamar mais nossa atenção. E, de fato, uma aura de mistério envolve os Arquivos Secretos do Vaticano.

O local é um imenso repositório de informações. Em seus 85 quilômetros de prateleiras estão livros, documentos, papéis e imagens, contando cerca de dois milhões de registros, que a Igreja Católica acumulou em oito séculos. 85 quilômetros é a distância aproximada entre Belo Horizonte e Pará de Minas.

Mas o que há de tão secreto em tudo isso? O local, apenas parcialmente aberto para consulta, não é um simples depósito de dados, mas uma espécie de área proibida, que guarda detalhes que mudariam não apenas a história do cristianismo, mas também a da humanidade como a conhecemos. Lá seria possível encontrar informações “perigosas”, como os Evangelhos Apócrifos, o código da Bíblia, o verdadeiro terceiro segredo de Fátima, documentos confidenciais e outros, incluindo os relacionados à renúncia do papa emérito Bento XVI.

Se há algo que fascina as pessoas é a possibilidade ter acesso a dados considerados “proibidos”, que desafiam a realidade como a conhecemos e provocam nosso imaginário a conjecturar qual seria, na verdade, a realidade.

O “Saúde e Literatura” entrevista Sérgio Pereira Couto, 48 anos, autor do livro “Arquivos Secretos do Vaticano, jornalista e escritor especializado em história do esoterismo, da ciência criminal, de teorias de conspiração e das sociedades secretas. Foi redator das revistas História Oculta e Biblioteca Negra, publicadas pela Editora Mythos, além de ter participado das revistas Geek, Discovery Magazine e outras. Hoje continua a trabalhar com outras revistas da mesma editora (Biblioteca Secreta, Sociedades Secretas e Arquivos Negros), enquanto prepara novos livros que serão lançados em livrarias e bancas de jornais. Confira:

sérgio

Aquivo pessoal

Adriana Santos:  O que são os Arquivos Secretos do Vaticano e quais os principais assuntos abordados nos documentos?

Sérgio Pereira Couto: Os arquivos são a coleção de documentos comuns a qualquer administração. Só que, em vez de conter apenas documentos comuns, estes contém, inclusive, papeis históricos e importantes do vasto e amplo espectro de atuação da Igreja com o passar dos anos. E o mais interessante é verificar que há, por exemplo, a carta de Henrique VIII da Inglaterra requisitando o divórcio de seu primeiro casamento com catarina de Aragão ou trabalhos apreendidos pela Inquisição de autoria de Galileu Galilei, que foi investigado por eles por heresia ao afirmar que o Sol era o centro do universo, não a Terra.

Adriana Santos: Por que o tema despertou o seu interesse?

Sérgio Pereira Couto: Tudo que é secreto á passível de ser interpretado de maneiras diferentes. Tive uma oportunidade de viajar para o Vaticano e lá conheci o prefeito dos arquivos, que me disse algumas coisas interessantes, como o fato de que as pessoas interpretam mal os arquivos secretos e que a verdadeira definição deveria ser “arquivos do secretário”, já que o secretário do Vaticano, na época do pontificado de cada papa, é quem alimenta o órgão com os papéis, que ficam pelo menos 75 anos mantidos em segredos e só depois desse período é que são liberados para consulta pública.

Adriana Santos: O que há de tão interessante nos Arquivos Secretos que pessoas do mundo todo, pesquisadores ou não, se interessam tanto pelo assunto?

Sérgio Pereira Couto: Por ter muita coisa apreendida pela Santa Inquisição convencionou-se achar que os arquivos conteriam muitos documentos que provariam as mais variadas coisas. Os conspírólogos, os “especialistas” em conspirações, acham que lá há até correspondência entre os papas e ETs e coisas assim. Os arquivos viraram uma espécie de Área 51 europeia e temática, já que pertencem ao Vaticano.

Adriana Santos: Quais foram suas fontes de pesquisa? Quanto tempo demorou para reunir todas as informações disponibilizadas no livro?

Sérgio Pereira Couto: Minhas fontes de pesquisa foram quatro visitas de 20 minutos ao local, além de entrevistas com os encarregados. Todas as informações no livro demoraram cerca de sete anos no total para serem reunidas.

Adriana Santos: Quem tem acesso irrestrito aos Arquivos Secretos do Vaticano?

Sérgio Pereira Couto: Em geral os documentos mais modernos são apenas para os funcionários da cúria romana, enquanto o acervo é aberto para o público, mas mesmo assim é necessário passar por uma espécie de pré-seleção para obter acesso aos papéis.

Adriana Santos: Você acredita que o Papa Francisco possa facilitar o acesso dos arquivos que abordam o “Terceiro Segredo de Fátima”, um assunto que interessa grande parte dos católicos?

Sérgio Pereira Couto: Até onde sabemos, o terceiro segredo de Fátima foi revelado ao público pelo papa João Paulo II. Não há nenhum indício de que haveria mais para ser revelado sobre esse assunto. E não acredito que o papa Francisco saiba de algo espúrio e que ainda não foi divulgado.

Adriana Santos: O que se trata o Código da Bíblia?

Sérgio Pereira Couto: O código da Bíblia é uma sequência de letras equidistantes que pode ser revelado a partir do momento que se insere no computador i texto original do Velho Testamento em hebraico em forma de matriz de texto sem linhas ou parágrafos. A partir de então o computador pode procurar as passagens onde essas sequências revelam profecias ocultas e que podem citar o nome de qualquer um. O estudo, originado em Israel por um cientista matemático, ganhou o mundo quando foi divulgado pela mídia norte-americana, que encontrou no texto sequências que previam mortes como as de Yitzak Rabin e da princesa Diana Spenser, além de acontecimentos como a invasão do Iraque e o 11 de setembro. Especula-se, sem provas, de que uma cópia bem guardada do software que faz as análises estaria nos Arquivos Secretos, guardada a sete chaves, e que ela teria como realizar o mesmo estudo na Bíblia inteira, ao contrário do programa original, que só analisava o Antigo Testamento.

Adriana Santos: O que está por trás da renúncia do papa emérito Bento XVI?

Sérgio Pereira Couto: Razões administrativas fortes demais para que um papa pudesse enfrentar todos os problemas que uma Cúria Romana envolta em casos de corrupção e até de lavagem de dinheiro pudesse resolver por si mesmo. Quando se é um sacerdote que só tem força no campo espiritual e não no administrativo, essas coisas acontecem. Uma andorinha só não faz verão.

Adriana Santos: Por que os evangelhos apócrifos são tão “perigosos” para o “status quo” da Igreja Católica?

Sérgio Pereira Couto: Porque trazem ideias que são díspares ao que é pregado pelos evangelhos canônicos. Desde a descoberta no fim da década de 1940 a quantidade desses textos aumentou muito e ideias como a do suposto casamento entre Jesus e Madalena começaram a surgir. A intenção é manter uma unidade na administração espiritual, não promover separações e cismas, como aconteceu muito durante a história da Igreja.

Adriana Santos: Os Arquivos Secretos do Vaticano guardam segredos de seres extraterrestre?

Sérgio Pereira Couto: Que eu tenha visto, não. Isso é mais uma bobagem propagada por conspirólogos.

Adriana Santos: Para finalizar, o Vaticano ainda hoje faz alguma pressão política com relação às descobertas científicas que tentam provar a reencarnação?

Sérgio Pereira Couto: Que eu saiba as autoridades católicas tem como premissa não aceitar a noção da reencarnação. Sendo assim, não monitoram nada que corresponde ao assunto, preferindo se preocupar com astronomia, física, matemática e outros assuntos que ocupam as principais correntes de pensamento científico moderno.

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