10 maio 2016

Livro orienta que é possível viver com mais qualidade em família

viver

Neste livro, Elizabeth Monteiro, autora do best-seller A culpa é da mãe, reúne reflexões e comentários publicados em suas cinco obras anteriores. Dirigidas especialmente às mães, as frases falam, entre outros temas, de amor, amizade, ciúme, coerência, liberdade e limites. Orientações simples e essencialmente humanas.

Quem é mãe certamente já passou pelo momento em que nada parece dar certo. A paciência, a intuição e a serenidade vão embora e restam apenas dúvidas. Nessa hora, quando a harmonia familiar simplesmente desaparece, um conselho, uma dica, uma orientação fazem uma enorme diferença. O novo livro de Elizabeth Monteiro – Viver melhor em família – Dicas e atitudes para relacionamentos saudáveis e filhos felizes (160 p., R$ 29,90), lançamento da Mescla Editorial – traz quase 200 reflexões divididas em temas para serem lidas ao acaso ou consultadas conforme a necessidade. As frases, escolhidas uma a uma, são fruto de mais de 20 anos de experiência no atendimento a crianças e adolescentes.

Psicóloga, psicopedagoga, palestrante de sucesso, consultora e mãe de quatro filhos e avó de seis netos, Elizabeth é uma fonte de sabedoria, que já transformou a vida de muitas famílias. Sem adotar um tom professoral, característico dos especialistas, ela utiliza uma linguagem simples, humana, que toca o coração de quem a ouve ou lê. Veja abaixo algumas reflexões:

“É na família que aprendemos a enfrentar a vida. É nela que experimentamos e desenvolvemos todos os sentimentos e emoções necessários para encarar a vida adulta. Ela é uma microssociedade onde aprendemos a lidar com a raiva, a tristeza, a alegria, a frustração e o medo. É na família que treinamos os papéis que desenvolveremos na fase adulta.”

“Incomodou o(a) namorado(a) dormir em casa? Não importa onde está a questão. Você não pode se sentir incomodado(a) na relação com o seu filho nem em sua própria casa. Explique isso a ele e dê um basta. Tudo tem seu tempo, tudo tem sua hora, tudo tem uma hierarquia. Atualmente, existe a tendência de acelerar a vida, pular etapas e não ligar para a hierarquia. Precisamos ensinar nossos filhos a esperar.”

“Costumo dizer que todos os pais amam seus filhos, mas são muito poucos os que os aceitam como eles realmente são. Portanto, são poucos os filhos que se sentem verdadeiramente amados, porque não se sentem aceitos.”

“A teimosia, a provocação, o oposicionismo e a manipulação são formas de testar a importância de cada expectativa dos pais. Um comportamento que não provoque reação não vale a pena ser repetido. […] Certos momentos são cruciais na rotina de uma família, como a hora do banho, da comida, de escovar os dentes, de fazer as lições, de parar de brincar, de ir à escola, de ir se deitar, de se levantar, de arrumar o quarto. Tente organizar jogos para esses momentos, a fim de evitar as armadilhas que a criança arma para chamar sua atenção de modo negativo.”

“Não tente impor suas soluções para os problemas dos outros. Deixe que seu filho aprenda com os próprios erros. Permita-se também errar. Se você criticar menos a si mesma, será menos crítica com os outros. Não dê importância às críticas quanto à educação que você dá. Olhe para dentro de você e veja se está sendo um bom modelo. Educar não é ensinar boas maneiras, mas sim transformar seu filho em um cidadão digno.”

A coletânea, que também é indicada para avós, pais e cuidadores, traz ainda orientações sobre bullying, ciúme dos pais, rivalidade fraterna,  exemplo, consumismo, educação financeira, culpa, superproteção, divórcio, drogas, morte, saúde física e mental, sexualidade, tecnologia, violência, raiva e medo, entre outros temas.

Um dos mais poderosos instrumentos de educação é o exemplo. Segundo Elizabeth, pais e mães se esquecem de que, enquanto dão ordens e explicações, transmitem a seus filhos mensagens por meio de atos e emoções. Para ela, rotinas cotidianas, regras simples, bem estabelecidas e seguras, coerência e, acima de tudo, bons modelos geram filhos que escutam e respeitam os outros, cooperando quando preciso. Geram verdadeiros cidadãos de bem.

29 fev 2016

“Brasil é um dos países que mais produz musicais”, comemora artista mineira

musical1

Suellen Ogano/Arquivo pessoal

O teatro musical no Brasil já tem em torno de 150 anos.  O primeiro espetáculo de revista escrito e encenado no país chamou-se “As surpresas do senhor José da Piedade”, texto de Figueiredo Novaes. A peça ficaria em cartaz por apenas três dias, tendo sido proibida por atentar contra a moralidade das famílias, no Rio imperial de 1859.

No período de 1960 foi marcado pelas atrizes Bibi Ferreira e Marília Pêra. No período do regime militar, foi considerado uma forma de protesto contra a política. Chico Buarque teve grande participação nessa época, criando espetáculos como Roda Viva (1968), Calabar (censurada, dias antes de estrear), Gota d’Água (1975) e Ópera do Malandro (1978).

Em 2001, os espetáculos começaram a ser produzidos ao estilo da Broadway, com figurinos, cenários e textos idênticos, mas com as versões das músicas em português. A primeira grande produção foi “Les Misérables” (Os Miseráveis), seguido de “Chicago”, “A Bela e a Fera” e “O Fantasma da Ópera”, sendo grandes sucessos de bilheterias.

A cada ano, os musicais conquistam o gosto do brasileiro. O estilo se popularizou ainda mais por meio da “Máquina da Fama”, um programa de competição entre covers do SBT, um sucesso de audiência. Sob o comando de Patrícia Abravanel, os candidatos recebem uma super produção para se apresentarem como seus artistas preferidos. Cada performance é avaliada com notas de um a dez. As 3 notas mais altas são premiadas.

Suellen Ogando é mineira, jornalista, atriz, cantora, pós graduada em História da Arte e Cultura pela UFMG. Ela participou  3 vezes do programa Máquina da Fama/SBT  sempre com um número inédito de Teatro Musical na TV Aberta no país. “Devo muito aos produtores e diretores por acreditarem em meu trabalho e sugestões, e somos os pioneiros na exibição de musicais na TV Aberta,  uma vez que estudo muito e estive na Europa com pesquisa de campo”.

Em sua primeira passagem pelo “Máquina da Fama”, em 2014, Suellen interpretou Catherine Zeta Jones. Já na segunda vez em que participou do programa de Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, a mineira deu vida a Carmem Miranda. A última apresentação Suellen interpretou a clássica personagem Mary Poppins, sucesso dos estúdios Disney no ano de 1964.  A atriz, que tem dedicado boa parte da sua carreira aos musicais, é uma das principais divulgadora dos musicais no Brasil. Em breve, ela estará lançando seu livro: O Que é o Teatro Musical: Uma Perspectiva da História, Influências, Origens , Broadway, West End e Brasil pela Editora Giostri ( de SP)

Conversei, por e-mail, com a nossa diva que comemora o boom dos musicais. “ Brasil está entre os países com grandes produções de musicais e com elencos elogiados”, diz entusiasmada.

All That Jazz

Adriana Santos: Como surgiu a oportunidade de participar da Máquina da Fama do SBT?

Suelen Ogando: Eu tinha acabado de chegar da Europa e havia pesquisado Teatro Musical, inclusive vários programas de TV na Inglaterra, Itália, França, Espanha, etc, sempre tinham números de Teatro Musical. E o Brasil como está na crescente produção do mesmo, fui atrás da produção do programa e propus fazer números inéditos dos musicais famosos na tentativa de popularizar o gênero também na Tv Aberta do país.

Adriana Santos: Na sua opinião, qual o motivo do boom dos musicais no Brasil?

Suelen Ogando: Desde de 2001 com Les Misérables tido como um dos primeiros de franquia internacional produzidos no Brasil, os musicais estão crescendo, assim como os Biográficos Brasileiros ( exemplo: Tim Maia, Elis Regina, Cássia Eller, Chacrinha, dentre outros). Acredito que um dos motivos deste “boom” é a facilidade do público de entender a dramaturgia sendo contada através dos diálogos, canto e dança. Os musicais são um mix de artes apresentadas no palco, que encantam o público. Em 2013/2014 quando os musicais foram apresentados gratuitamente em São Paulo, com a iniciativa do Atelier de Cultura junto ao SESI/SP se pôde ver a ampliação da tentativa de popularização do gênero. Pessoas de vários cantos do Brasil foram assistir “A Madrinha Embriagada” versão brasileira de Drowsy Chaperone e Homem de La Mancha em 2014/ 2015, que foram sucesso de público. E com as várias produções recentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ( Colados- Uma Comédia Musical Diferente – a primeira franquia de musical espanhol no Brasil) , Ceará ( com Avenida Q.) se comprova que o público brasileiro se encantou pelo gênero. Várias escolas surgiram também para a formação de profissionais, o que é bom, pois assim não necessariamente se precisa ir para New York e London estudar. Viva o Teatro Musical e que cada dia possa dar mais empregos para os artistas que há anos estudam ou até mesmo aqueles que caíram de paraquedas…. rs Um fato interessante é que com a popularização do gênero virou “moda”, um fato que o elenco do musical Antes Tarde do Que Nunca, de Miguel Falabella, fizeram uma paródia com a música All About That Bass, que vale a pena ser visto para se ter uma noção do atual mercado.

Adriana Santos: Quais os desafios de produzir musicais no Brasil?

Suelen Ogando: Capitar os valores para se produzir musicais é uma árdua tarefa e conquista das produtoras, pois envolve um elenco enorme, orquestra, cenários, figurinos toda uma infraestrutura gigantesca por trás. Assim como manter o elenco e infraestrutura completos nas turnês pelo Brasil.

Outro desafio é produzir versões com boas traduções do texto e canções. Inclusive é um trabalho novo dentro do cenário brasileiro, que pode crescer cada dia mais.

Um desafio mais recente que é debatido em vários seminários e cursos é sobre como fazer um Teatro Musical Brasileiro sem cair nos biográficos ou nos de Chico Buarque. É preciso se pensar uma estrutura/roteiros novos que possam alcançar o público e cair no gosto dos brasileiros.

Mais um desafio é se fazer Teatro Musical mais acessível financeiramente ao público, pois em geral é caro para a maioria do povo brasileiro, o que acaba elitizando. Mas ressalto que algumas produções realização a “Sessão Popular” em um dia específico da semana , com preços mais baixos, assim como é feito na Broadway e em West End.

Adriana Santos: Como é o preparo técnico de um artista que atua nos musicais?

Suelen Ogando: Para ser um artista de musical é preciso saber Cantar ( Belting- técnica própria para os musicais da Broadway/West End, MPB- para os musicais brasileiros, Pop ou Rock- para os musicais nesta linha, assim como o Legit/Opera para os musicais mais operísticos como exemplo o Fantasma da Ópera, O Rei e Eu, West Side Story, dentre outros). Dançar ( Ballet, Jazz, Sapateado são primordiais mas se souber outros estilos como: Salsa, Tango, Hip Hop, Show Style tudo agrega). Assim como saber Atuar de forma verossímil. Ou seja é preciso compreender várias linguagens do canto, dança, interpretação. Tem que ser um artista multifacetado!

Adriana Santos: Na sua avaliação, quais os melhores musicais dos últimos tempos?

Suelen Ogando: São tantos musicais maravilhosos e com temáticas diferentes…. Mas bem… quem me conhece sabe que eu amo Mary Poppins ( pela estética do sapateado, histórica mágica com canções que amo), Sweeney Todd ( pela estética do terror, com comédia e drama, assim como canções do sensacional Stephen Sondheim mesmo compositor do Musical Gypsy. Maltida The Musical ( pela estética de apresentar crianças no elenco multifacetadas com uma história que toda família pode ir ao teatro- chamado de Family Musical Theater, assim como A Família Addams) , Wicked ( por contar a história até então desconhecida de Elphaba e Glinda , as bruxas de Oz, com canções que são sucesso em 12 países com cerca de 48 milhões de pessoas que viram em todo o mundo), Les Miserables ( por contar a história da revolução francesa com a queda da Bastilha, além das belas canções de Claude Michael Schonberg) . Dos Brasileiros, Tim Maia- Vale Tudo ( pela estética do canto MPB, com um elenco sensacional), O Grande Circo Místico ( pelo resgate da composição de Chico Buarque com Edu Lobo e finalmente ser um musical, já que foi criado para o Balé Teatro Guaíra), Bilac Vê Estrelas ( pelo resgate histórico do grande poeta Olavo Bilac ), Nuvem de Lágrimas ( pelo resgate da música sertaneja de raiz que faz parte da história musical do nosso país), mas tem muitos maravilhosos.

Adriana Santos: Qual o seu musical dos sonhos?

Suelen Ogando: Mary Poppins (como Mrs. Corry , já que para Mary Poppins não tenho o sapateado ultra avançado que se precisa … rs) , Sweeney Todd ( como Mrs. Lovett), Gypsy ( como Mama Rose) , My Fair Lady ( como Eliza Doolitle ), Wicked ( como Elphaba ou Madame Morrible), Chicago ( como Velma). Anything Goes ( como Reno Sweeney). Eu amo vários Musicais!

 

06 nov 2015

Pediatria moderna receita amor, disciplina e altruísmo para o desenvolvimento da criança

Arquivado em Saúde & Literatura

pediatria

O Saúde&Literatura apresenta:  Pediatria hoje. Orientações fundamentais para mães, pais e cuidadores. Nesta obra, o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros selecionou os principais textos publicados em seu site, o Blog do Pediatra, e no portal Minha Vida. Seu olhar cuidadoso e sensato, permeado pelos ensinamentos de D. W. Winnicott e também pelas mais recentes atualizações da medicina, constitui um farol no caminho de pais, mães, cuidadores, educadores e profissionais de saúde.

A pediatria é a medicina do ser em crescimento. Mas, afinal, até que idade os pais devem levar os filhos ao pediatra? Para o dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros, o especialista deve acompanhar o paciente e cuidar dele desde seu nascimento até que se transforme em um adulto.

O objetivo do livro é facilitar a compreensão dos leitores da necessidade de zelar pelo crescimento e desenvolvimento dos filhos por meio do amor, da proteção, do altruísmo e da disciplina.

Dividido em seis seções, o livro aborda questões como o mundo dos bebês, mitos e verdades sobre a imunização, saúde, bem-estar e alimentação infantil. O pediatra mostra ainda que a criança que brinca e aprende vive feliz e faz considerações sobre os dilemas da modernidade. Ao longo da obra, os temas se misturam, e a leitura cruzada dos artigos favorece a construção de uma estrutura fundamental para o bem-estar de bebês, crianças e adolescentes.

Temas polêmicos, como a escolha do parto normal ou cesáreo, também são avaliados pelo autor. A obra inclui ainda argumentações sobre a importância da amamentação para a saúde das crianças. Na avaliação do autor, enquanto o bebê se alimenta apenas com leite materno, a introdução de outros alimentos deve ser adiada, pelo menos, até o sexto mês de vida. Afinal, diz ele, o leite materno tem todos os nutrientes de que ele precisa. Pesquisas realizadas em vários países indicam que a mortalidade infantil está altamente relacionada com a passagem precoce do aleitamento materno para a introdução dos chamados alimentos complementares.

O livro traz também uma seção dedicada à obesidade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 35% das crianças entre 5 e 9 anos estão obesas.  A seleção de textos contemplados na obra inclui também orientações do pediatra sobre a importância das brincadeiras saudáveis para as crianças, da leitura desde a barriga e da organização para o desenvolvimento dos pequenos. Nos artigos sobre os dilemas da modernidade, o autor alerta para questões delicadas, como a ditadura da beleza, os cuidados exagerados e o consumismo desnecessário na hora de presentear.

Conversei com o autor Sylvio Renan Monteiro de Barros, médico e especialista em Pediatria. Atua em consultório na cidade de São Paulo desde 1976. Confira:

Adriana Santos: Qual é o papel do pediatra no desenvolvimento físico e mental da criança?

Sylvio Renan: O papel do pediatra, além de tratar das doenças da crianças, é fornecer todas as orientações sobre alimentação, vacinações, medicações e orientações para que a criança venha a ser um adulto saudável, digno e socialmente integrado.

Adriana Santos: Falta pediatra no Brasil?

Sylvio Renan: Nos últimos anos houve uma diminuição expressiva do número de médicos que optavam pela pediatria, levando à falta destes profissionais em nosso país. Tal diminuição teve como consequência um aumento do valor pago aos profissionais. Tal compensação estimulou um maior número de médicos recém formados optando pela pediatria. Acredita-se que nos próximos anos tal deficiência não seja mais considerável.

Adriana Santos:  Até quando os pais, mães e responsáveis devem levar as crianças ao pediatra:

Sylvio Renan: Muito embora tenha-se no Brasil o hábito de levar as crianças ao pediatra em seu início de vida (principalmente no primeiro ano), as associações de pediatria, tanto no Brasil quanto em outros países, recomendam que o paciente pediátrico seja seguido regularmente até completar 21 anos de idade.Cabe aqui reforçar que a pediatria é a medicina do ser em crescimento

Adriana Santos: Cesária ou parto normal?

Sylvio Renan: Na visão do pediatra, sem dúvida alguma: PARTO NORMAL. No parto normal usualmente o bebê nasce no pico de maturidade fetal, pronto para evitar as agressões do meio externo ao qual ele não está habituado. Durante a passagem pelo canal vaginal o bebê sofre expressão total de seu tórax, eliminando praticamente todo o líquido (amniótico) que ele mantinha em seus pulmões, estimulando e facilitando ao início da respiração. Praticamente todos seus órgão já estão em condições de suportar o meio externo, evitando-se assim icterícias, intolerâncias, além de apresentar uma maior imunidade recebida da mãe.

Adriana Santos: Por que muitas mães ainda temem as vacinas?

Sylvio Renan: Eu considero as vacinas como a maior contribuição que a medicina já trouxe ao ser humano. Graças a elas, muitas doenças já diminuiram importantemente sua morbidade e letalidade. Como exemplo cito a varíola, doença comum no passado que foi plenamente eliminada, não havendo há vários anos qualquer caso de varíola em nosso planeta. O mesmo se projeta para a poliomielite, já bem controlada, presente atualmente só em alguns países da  Africa. Minha visão é: toda vacina que não apresentar risco importante à saúde humana e que tenha um risco/benefício positivo deve ser tomada por todos para os quais ela é indicada.

Adriana Santos:  Há alguma contra indicação?

Sylvio Renan: Existem atualmente 2 contraindicações formais à vacinação:

1. alergia a um de seus componentes.

2. qualquer deficiência de imunidade, seja ela congênita, adquirida ou terapêutica (transplantes, oncoterapias, etc.)

Adriana Santos: A obesidade infantil é responsabilidade dos pais?

Sylvio Renan: A obesidade infantil é responsabilidade de todos:

* pais, que devem educá-los para uma boa e equilibrada alimentação, e utilizar tal alimentação com forma de receber nutrientes, e não como prêmio por algum feito realizado ou respondendo aos apelos publicitários.

* pediatras, dando aos pais e cuidadores as orientações das melhores formas de nutrição, com relação ao alimento em si, aos horários de alimentação e aos excessos que deverão ser sempre evitados.

Estado, fiscalizando a produção de alimentos, monitorizando publicidades exageradas, que mostram o alimento não como fonte de nutrição, e sim como o melhor atalho para a felicidade.

Todos somos responsáveis pelo aumento da obesidade infantil, que tem conexão direta com o aumento da hipertensão arterial no adulto, com aumento dos casos de doenças cardio-vasculares (AVCsa, infartos), bem como o diabetes.

Adriana Santos: Qual o seu conselho para os pais e mães de primeira viagem?

Sylvio Renan: Alimentem-se com equilíbrio, moderação. Escolham sempre pratos saudáveis, com balanço de proteínas, carboidratos e gordura. Se os pais se alimentarem bem (não no sentido de quantidade, e sim da qualidade), seus filhos automaticamente se tornarão também moderados ao comer. Bem sabemos que a criança não aprende com o que lhe dissemos, e sim como o fazemos.

Página 9 de 12«1 ...56789101112Próximo