13 dez 2019

Doenças da pele: pacientes recebem avaliação e tratamentos gratuitos em BH

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Divulgação

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza, desde 2014, o ‘Dezembro Laranja’, ação que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele e que, em 2019, dá enfoque aos principais sinais da doença para o diagnóstico e tratamento precoces, na tentativa de conscientizar a população brasileira sobre a importância de cuidar da pele.

ATENDIMENTO GRATUITO EM BH

Pensando na necessidade de atendimento dermatológico para a população carente, será realizada, no próximo dia 15/12 (domingo), de 9h às 13h, na clínica Dr. Fábio Gontijo, que fica na Av. do Contorno, 4747 – 602/604 – Funcionários,  região centro-sul de BH, uma ação social com avaliação de pele gratuita, além da garantia do tratamento completo para cada paciente, desde a primeira consulta até a solução do problema.

De acordo com o médico dermatologista, o projeto surgiu diante do grande número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil e tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção: “Na verdade, primeiro pensamos sobre a incidência alarmante de câncer de pele, que é o mais comum no país, e nos motivamos diante do fato de que, quando detectado precocemente, é uma doença com muitas chances de cura. As pessoas precisam saber desse dado, porque o que acontece é que a grande maioria tem medo de um diagnóstico assim.”

CÂNCER DE PELE

O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, mas seus números são muito altos. Em geral, a população conhece as dicas básicas para a prevenção do câncer e outras doenças da pele. Porém, nem todo mundo segue as recomendações médicas e, muito menos, busca ajuda profissional quando algum sinal da doença aparece.

A verdade é que, quando detectado precocemente, o câncer de pele tem 100% de chances de cura. Por isso a prevenção é tão importante, conforme afirma o médico dermatologista, Dr. Fábio Gontijo: “estar atento aos sinais que a pele nos dá, é o que vai garantir que o paciente perceba quando algo diferente surgir. Porém, somente um exame clínico ou uma biópsia são capazes de diagnosticar o câncer de pele.”

11 dez 2019

Poder e riscos da tireoide

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Por: Adauto Versiani, Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (SBEM-MG)

Muitos ainda desconhecem, mas a tireoide é uma importante glândula para o organismo e os problemas decorrentes de um mau funcionamento geram muitas dúvidas sobre como tratar e o que pode acontecer. A glândula tem a forma de uma borboleta e está localizada na parte anterior do pescoço, regulando a função de importantes órgãos, como o coração, o cérebro, o fígado e os rins, produzindo os hormônios T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina). A retirada pressupõe reposições hormonais para a vida inteira, sendo fundamental conhecer o essencial para manter uma boa saúde.

​ Geralmente, os problemas da tireoide ocorrem quando a glândula não funciona de maneira adequada com a liberação de hormônios em quantidade insuficiente, causando o hipotireoidismo, ou em excesso, ocasionando o hipertireoidismo. As duas situações provocam aumento no volume da glândula, conhecido como bócio. O consumo de iodo também altera o funcionamento ideal, quando em falta ou em excesso.

​ Ela é importante para adultos e também no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, alterando o peso, a memória e a regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional. Por desconhecer a seriedade dos cuidados ideais, muitas pessoas possuem alguma doença ligada a tireoide e nem sabem. Só nos últimos 19 anos, o câncer da tireoide cresceu 8,8%, conforme estudo do Observatório de Oncologia.

​ Além do hipotireoidismo e hipertireoidismo, as doenças mais comuns são a de “Graves”, tireoidite e os nódulos que requerem análise e acompanhamento médico. As disfunções podem acontecer em qualquer etapa da vida e têm diagnósticos simples. Os problemas são bem recorrentes e o hipotireoidismo ocorre, normalmente, em 10% da população, sendo mais frequente em mulheres e idosos.

​ Entre as crianças, é comum algumas já nascerem com hipotireoidismo e, nesses casos, o Teste de Pezinho é fundamental para a detecção. Os tratamentos dependem de cada problema e os medicamentos para reposição hormonal já ajudam, sendo que, somente em casos mais extremos, será necessária a cirurgia.

​ A gravidez é outro tópico para atenção, pois as disfunções da tireoide acarretam problemas complexos para mãe e bebê. No começo da gestação, o feto não produz os hormônios da tireoide e, por isso, precisa usar os da mãe e, mesmo quando começa a produzir, é em quantidades insuficientes. As mulheres que já sofrem com alguma doença, devem avisar ao médico sobre a intenção de engravidar.

O reconhecimento de um nódulo na tireoide salva vidas. A palpação da glândula é de fundamental importância. A atenção deve ser redobrada se a família já tiver casos de uma dessas doenças. Quando identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar exames complementares para confirmar ou descartar a presença de tumor. A recomendação para quem nunca consultou um médico especializado é manter uma alimentação balanceada e, ao menos uma vez por ano, fazer um checkup para verificar a saúde.

13 nov 2019

Diagnóstico precoce garante qualidade de vida a pacientes diabéticos

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De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, o número de brasileiros diagnosticados com a doença passa de 13 milhões. O diabetes representa a principal causa de cegueira, falência dos rins, ataques cardíacos e amputações de membros inferiores. Os dados espantam.

Apesar de ser uma doença crônica, ela pode ser tratada e controlada com mudanças de estilo de vida, medicamentos orais e, se necessário, insulina. Segundo a médica endocrinologista do Hospital Lifecenter Francinelli Sabrina Hoelzle, o diabético pode levar uma vida de qualidade “Desde o início da doença o paciente deve ter acompanhamento médico e controlar os níveis de açúcar no sangue para que possa levar uma vida saudável e sem complicações relacionadas à doença descompensada”. Ela orienta a importância de prevenir a manifestação da doença, seguindo uma dieta balanceada e praticando exercícios físicos regulares.

O Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, criado por uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), estimula a prevenção e conscientização sobre o diabetes, por meio de campanhas e atendimentos no mundo todo. A médica do Hospital Lifecenter destaca a importância da data para disseminação de informações acerca do problema. “Todos os dias, encontramos com muitas pessoas no consultório que têm muitas dúvidas e perguntas sobre o assunto. Apesar de ser comum, a doença ainda carrega muitos mitos e tabus, que precisam ser quebrados para que seja possível um tratamento eficiente. A data é uma oportunidade para transmitir informações e esclarecer questões”, ressalta Francinelli Hoelzle.

O diabetes se manifesta quando o organismo produz em menor quantidade ou não produz a insulina, o que gera um excesso de glicose no corpo. Existem três tipos de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e o diabetes gestacional.

O diabetes tipo 1, conhecido como diabetes mellitus, é caracterizado pela ausência da insulina. Nesse caso, a doença surge, em geral, na infância acompanhada de vontade urinar e perda de peso, que são os principais sintomas. Entre os danos causados pelo diabetes tipo 1, estão a retinopatia diabética (danos à retina que levam à cegueira), falência renal e amputação devido a feridas na pele.

Já no diabetes tipo 2, o hormônio é produzido, mas não consegue cumprir sua função e, para compensar a falta disso, o pâncreas aumenta a produção de insulina. Os sintomas mais comuns são sede constante, cansaço recorrente, perda de peso, frequente vontade de urinar, formigamento nas mãos ou pés e feridas que demoram a cicatrizar.

No diabetes gestacional, os níveis de glicose no sangue aumentam, como consequência de uma intolerância a carboidratos. Os sintomas do distúrbio metabólico incluem sede constante, vontade frequente de urinar e cansaço incomum. O bebê pode ser afetado e nascer com malformações congênitas e prematuridade, além de problemas respiratórios e metabólicos. Em todos os casos, o diagnóstico com antecedência e acompanhamento são indispensáveis para que as pessoas tenham qualidade de vida e não sofram futuras complicações.

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