06 abr 2021

Tratamento a base do riso durante a pandemia

Divulgação

Ouvir, brincar, fazer sorrir, mas também despertar o que faz viver, ressignificar situações e levar um olhar mais amplo da saúde para hospitais, unidades de acolhimento e instituições de longa permanência para idosos, além, é claro, de quem está em casa vivenciando o distanciamento social. É isso que o Instituto Hahaha, uma organização sociocultural de Belo Horizonte, tem realizado com o objetivo de promover mais saúde por meio do riso para crianças, adolescentes, adultos, idosos, seus familiares, profissionais de saúde e corpo técnico, que estão na linha de frente do atendimento durante a pandemia.

Foi preciso improvisar diante dos limites impostos pela Covid-19, mas na arte da palhaçaria a improvisação é um elemento fundamental. Desde 2020, as ações da organização, que antes eram realizadas presencialmente assumiram formatos virtuais por meio de teleconsultas, Plantão Hahaha e vídeos semanais no canal do Youtube. As ferramentas digitais tornaram-se aliadas na conexão do riso com o outro.

“Ressaltamos o nosso compromisso de minimizar os efeitos do distanciamento social e encontrar sempre modos de estar perto sem ser fisicamente, de provocar um sorriso, de se conectar, de valorizar o encontro, o olhar e a escuta. E é muito bom ver que mesmo à distância, as pessoas continuam rindo com a gente”, enfatiza a co-fundadora do Instituto Hahaha, Gyuliana Duarte.

Os atendimentos virtuais estão à disposição do público semanalmente no Plantão Hahaha. No dia mundial da saúde, nesta quarta-feira (7/04), tem palhaço de plantão de 9h às 17h. Para participar, basta enviar uma mensagem para o WhatsApp (31) 97350-0011 e agendar este encontro. Cada teleconsulta realizada por meio das janelas virtuais que se abrem é uma passagem para o mundo de alguém. E esse mundo é transformado no universo da ludicidade da palhaçaria.

Com jaleco branco e nariz vermelho, palhaços fingem que são médicos, e pacientes fingem que acreditam. Nesse faz de conta, o tratamento à base do riso acontece por meio de teleconsultas. Entre os espaços atendidos em 2021 estão: Hospital das Clínicas-UFMG, Santa Casa BH, Hospital da Baleia, Hospital João Paulo II – Rede Fhemig, Hospital João XXIII – Rede Fhemig – BH, Hospital Márcio Cunha (FSFX), em Ipatinga, Hospital Paulo de Tarso, Instituto Geriátrico Afonso Pena – IGAP, Casa dos Pequenos (Associação Irmão Sol), Casa do Caminho (Associação Caminhos para Jesus), Lar Irmã Veneranda.

Sobre a organização

O Instituto Hahaha é uma organização sociocultural da sociedade civil (OSC), que promove a arte da palhaçaria profissional em espaços de saúde e ambientes vulneráveis. Criado em 2012 em Belo Horizonte, já alcançou diretamente mais de 826.236 mil pessoas desde sua fundação. O trabalho realizado durante todo o ano é gratuito. As ações são executadas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e do Fundo Municipal do Idoso, com o patrocínio da Drogaria Araujo, Vale, Cemig, Usiminas, Vaccinar, ArcelorMittal, Havan, Abbott, Mater Dei, Hypofarma, Viena Siderúrgica, Cedro, Biohosp, Grupo Emalto, Uber, Supermix, Magotteaux Brasil, Dufrio, Loja elétrica, Thermotelha e ThermJet, e apoio de Lyon Engenharia, Instituto Usiminas e Fundação São Francisco Xavier, com realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, Pátria Amada Brasil.

CONHEÇA MAIS:

Consulta da Lara com Dr. Mulambo: AQUI

www.institutohahaha.org.br

18 mar 2021

Zé Gotinha: Exemplo de comunicação em saúde pública no Brasil

Zé Gotinha já é um “balzaquiano. Como amo o Zé! São 35 anos de muitas histórias boas para contar. O eterno garotão foi criado, em 1986, durante o governo de José Sarney, no primeiro mandato democrático após a terrível Ditadura Militar. O personagem mais amado do Brasil foi idealizado pelo artista plástico, Darlan Manoel Rosa.

A iniciativa foi parte da soma de muitos esforços de uma bem sucedida campanha de vacinação contra o vírus da poliomielite, criada pelo Ministério da Saúde e apoiada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Seu principal objetivo era tornar as campanhas de vacinação mais atraentes para as crianças. Por isso, o nome Zé Gotinha foi escolhido, democraticamente, por meio de um concurso promovido pelo Ministério da Saúde, envolvendo alunos de escolas de todo o Brasil.

O personagem também é “convocado” para outras missões, no sentido de alertar sobre a prevenção de doenças, como, por exemplo, sarampo.

Pensando aqui com os meus neurônios já cansadinhos de tanto pensar sobre estratégias de comunicação…

Qual a razão da falta de investimento em projetos coletivos que incentivam a comunicação nas campanhas de saúde pública?

Por que as assessorias de comunicação das instituições governamentais preferem nomear assessores que desconhecem os princípios da mobilização social ou desconhecem o próprio sistema de saúde pública (SUS)?

Enfim, as considerações finais são apenas um desabafo sincero de uma comunicadora que sente falta das boas iniciativas de comunicação e saúde pública.

Vida que segue… sempre na esperança da criação de novos personagens ou estratégias de comunicação mais eficientes.

 

15 mar 2021

Reprodução Assistida: saiba mais sobre mitos e verdade

Fertilização in vitro (Foto: Getty Images)

Por: Sócio-diretor da Clínica Vilara, Marco Mello:

Os tratamentos para reprodução humana começaram em 1978, na Inglaterra e, desde então, apresentam importantes avanços para os casais que encontram dificuldades para ter filhos. Conforme dados da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA), mais de 83 mil bebês brasileiros nasceram por meio de algum tratamento, sendo que a fertilização in vitro e a inseminação artificial representam mais 53% dos procedimentos, enquanto a transferência de embriões congelados, 32%, entre 1990 e 2016.

No entanto, mesmo com mais de quarenta anos de estudos e descobertas positivas, além do alto índice de nascimentos por reprodução assistida, vários mitos, dúvidas e incertezas surgem no momento da procura por esse recurso.

Antes de qualquer tratamento, é imprescindível acesso a conhecimento, considerando a dificuldade de muitos casais de engravidarem, somada às inverdades e hesitações e a necessidade de sanar esse impasse. Abaixo, seguem três mitos e três verdades sobre a reprodução assistida:

Em qualquer tratamento de reprodução humana, a chance de engravidar é 100%

Mito. Nenhum tratamento garante sucesso pleno, porque cada paciente apresenta sua particularidade, como idade e saúde dos gametas. A fertilização in vitro, por exemplo, atinge números entre 40% e 50% de percentual de êxito. Já, a inseminação artificial, uma média de 20%.

Existe método sem ingestão hormonal do paciente

Verdade. A criopreservação de espermatozoides, ou seja, o congelamento do gameta masculino, não necessita de tratamento hormonal. A utilização desse método é indicada para homens que passarão por quimioterapia e querem ter filhos, antes da vasectomia e de cirurgia na próstata.

Uso de hormônios é prejudicial à saúde

Mito. Quando o tratamento é acompanhado por um especialista, seguindo os protocolos recomendados, as chances do tratamento hormonal impactar negativamente a saúde é mínimo.

A sexagem é permitida no Brasil

Verdade. O diagnóstico genético pré-implantação para identificação do sexo dos embriões para transferência é permitida no Brasil, mas, somente para casos de diagnósticos de doenças genéticas ligadas aos cromossomos sexuais.

Existe “barriga de aluguel” no Brasil

Mito. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), existe a possibilidade da gestação por meio do útero de substituição, somente por “barriga solidária”, ou seja, sem fins comerciais. A possível gestante deve possuir grau de parentesco de até 4° grau com uma das partes do casal, caso contrário, é necessário ajuizar uma ação no CFM.

É possível identificar falha cromossômica, antes da implantação dos gametas

Verdade. É a técnica de reprodução assistida mais recente que existe. São duas as técnicas mais utilizadas: PGT-A, que serve para a pesquisa de anomalias cromossômicas numéricas e o PGT-M, para o estudo de mutação genética presentes em doenças monogênicas.

Uma consulta com especialistas em tratamentos de reprodução assistida é fundamental para esclarecer todas as dúvidas e tranquilizar o casal. O profissional indicará o procedimento mais adequado e o acompanhamento necessário.

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