23 jan 2018

Cirurgia pode livrar 600 mil brasileiros das crises epilépticas

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epilepsia
Uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns, a epilepsia atinge cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, dois milhões delas só no Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O tratamento padrão para a doença que provoca crises convulsivas recorrentes, movimentos involuntários e falta de controle da função intestinal e da bexiga, é feito com medicamentos antiepilépticos. Porém, em cerca de 30% dos casos eles não funcionam.
“Os indivíduos com epilepsia refratária são aqueles que não respondem bem ao tratamento medicamentoso e, por isso, podem se beneficiar de tratamento cirúrgico. Até 70% dessas pessoas podem ficar livres das crises epilépticas”, explica Antonio Nogueira Almeida, neurocirurgião e especialista em neurocirurgia funcional da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Estimativas apontam que 600 mil brasileiros que sofrem com a epilepsia poderiam ser beneficiados pelo tratamento cirúrgico, que ainda é pouco difundido no País, onde poucas instituições estão preparadas para oferecer esse tratamento. “Aqui na BP, por exemplo, recebemos clientes de diversos Estados onde os procedimentos cirúrgicos para tratamento de epilepsia não estão disponíveis”, conta o neurocirurgião Antonio Almeida.

Diagnóstico preciso é fundamental

O neurocirurgião da BP alerta que, apesar do tratamento cirúrgico proporcionar uma alta taxa de controle total das crises epiléticas (70% dos casos), nem todas as pessoas com epilepsia refratária estão aptas para o procedimento. Por isso, é fundamental que o especialista faça uma minuciosa avaliação.

“Além da avaliação clínica, pode ser necessário a realização de exames auxiliares como a ressonância magnética, eletroencefalograma, avaliação neuropsicológica e cintilografia de perfusão cerebral ou Spect (diagnóstico por imagem em medicina nuclear). Somente após uma investigação criteriosa é que se pode decidir se a pessoa tem ou não condições de ser operada e qual a melhor técnica cirúrgica a ser empregada”, salienta Antonio Almeida.

Ele explica que várias técnicas cirúrgicas podem ser empregadas, desde a remoção de uma má formação no cérebro até o implante de eletrodos cerebrais ou na região do pescoço. Entretanto, todas têm como objetivo principal normalizar as descargas elétricas das células cerebrais, eliminando ou reduzindo as crises epiléticas e oferecendo melhor qualidade de vida aos indivíduos.

22 jan 2018

Saúde será prioridade da Comissão de Assuntos Sociais em 2018

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Pedro França/Agência Senado

A presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), informou que a área de saúde será a prioridade do colegiado ao longo de 2018, a exemplo do que ocorreu no ano passado.

Uma das primeiras tarefas dos senadores na volta do recesso legislativo, em fevereiro, será analisar o relatório final de avaliação do programa Mais Médicos. No decorrer de 2017, os senadores discutiram os resultados e os principais problemas do programa, criado em 2013, no governo Dilma Rousseff.

O relatório foi elaborado pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), com base em audiências públicas com pesquisadores, autoridades e entidades médicas e na análise de auditorias de órgãos de fiscalização e controle. De acordo com o relatório, entre 2013 e 2017, o governo federal gastou cerca de R$ 13 bilhões com o programa.

Projetos

Há atualmente 205 projetos de lei apresentados pelos senadores tramitando na comissão. Destes, 61 estão diretamente relacionados ao setor de saúde. Um deles é o PLS 225/2017, do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que obriga o SUS a prestar assistência integral à pessoa com diabetes.

Além disso, a proposta apresenta princípios, diretrizes e as competências dos serviços de saúde no tratamento da doença, bem como a  instalação de centros especializados em diabetes mellitus, distribuídos territorialmente, conforme o perfil epidemiológico de cada localidade do Brasil.

O autor alega que, em 2015, o Brasil tinha 14,3 milhões de diabéticos, e houve quase 250 mil mortes em decorrência das complicações da doença. O custo para o país foi superior a R$ 70 bilhões.

Outra proposição de grande interesse social é o PLS 393/2015, do senador Reguffe (sem partido-DF), que obriga a publicação na internet da lista de espera dos pacientes que serão submetidos a cirurgias médicas eletivas realizadas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

As listas devem ser atualizadas semanalmente e divididas por especialidades médicas. O autor argumenta que o objetivo é garantir transparência e publicidade, visto que a fila de espera tem sofrido adulterações e fraudes. Segundo Reguffe, manter um registro público permitirá um controle mais eficiente por parte do próprio SUS, dos órgãos de controle da administração pública e da sociedade.

Entre as propostas com origem na Câmara, os senadores vão avaliar, por exemplo, o PLC 104/2015, do deputado Tadeu Mudalen (DEM-SP), que obriga o poder público a oferecer exame de vista e de acuidade auditiva aos alunos que ingressam no ensino fundamental. O relatório do senador Otto Alencar (PSDB-BA) é favorável à iniciativa e já foi entregue à comissão.

Audiências

Além de votar projetos, a CAS também vai receber especialistas para debates. Entre os requerimentos de audiências públicas a serem votados, está um da senadora Ana Amélia (PP-RS) para uma reunião para tratar do aproveitamento da membrana amniótica da placenta no tratamento alternativo de queimaduras.

Ana Amélia também pediu uma audiência sobre os critérios utilizados para a revisão de preços de remédios pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O requerimento foi aprovado em dezembro passado, e só falta a data da reunião ser marcada. A CMED é um órgão interministerial responsável por regular o mercado e estabelecer critérios para o ajuste de preços.

As reuniões ordinárias da CAS ocorrem às quartas-feiras, sempre às 9h, sob o comando da senadora Marta Suplicy. O vice-presidente da comissão é  Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Crédito: Agência Senado

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