31 jul 2015

ANVISA aceitou métodos alternativos ao uso de animais em testes de laboratório

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ratinho

Foi publicado no Diário Oficial de ontem (25/09) a Resolução Normativa Nº18/2014, que reconhece 17 métodos alternativos ao uso de animais em atividades de pesquisa no Brasil sugeridos pelo Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal).

A Resolução prevê que em cinco anos as técnicas devem ser obrigatoriamente substituídas pelos métodos alternativos. Podia ser algo imediato, mas é um começo.

No dia 21 de Agosto, a Dicol (Diretoria Colegiada da Anvisa), motivada pelo próprio Concea que solicitou formalmente a manifestação da Agência, já tinha deliberado sobre a aceitação dos 17 métodos alternativos validados ao uso de animais nas petições para registros e controle de serviços e produtos sujeitos a vigilância sanitária.

Segundo Ivo Bucaresky, Diretor de Gestão Institucional da Anvisa (Diges), que assumiu com a anuência a Dicol a condução do tema, entende que a importância do atual estado da arte de ensaios não clínicos (in vitro e in sílico, entre outros métodos alternativos) contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Esse tema também remete ao princípio ético dos 3Rs, preconizados internacionalmente, contribuindo assim, na redução, substituição e refinamento do uso de animais, tema relevante para a sociedade brasileira.

Fonte: Farmacêuticas

28 jul 2015

SUS além das fronteiras

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Foto: Internet

O pequeno Davi Miguel Silva Gama embarca, hoje (28/07), para os Estados Unidos, onde fará transplante de intestino pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Jackson Memorial Medical, em Miami (EUA). A determinação para que o transplante, que não é realizado no Brasil, seja custeado pelo SUS só foi possível por meio de uma determinação do Tribunal Regional Federal (TRF3), que acolheu recurso da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3) e do pai da criança.

Davi nasceu com uma doença rara, a inclusão microvilositária, que impede seu organismo de absorver alimentos. A doença do bebê foi confirmada após uma biópsia de intestino, sendo relatado pela médica que o acompanha que o único procedimento que poderia modificar o curso da doença é o transplante intestinal. Além disso, a criança tem se alimentado exclusivamente pela via parental (pelas veias), o que já vem causando agravamento da colestase (fígado) e alterações da função renal.

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Em foto pessoal, Antônio Gleiber Cassiano Júnior é encaminhado para a sala cirúrgica, em Miami

O adolescente Antônio Gleiber Cassiano Júnior, 16, precisava de um transplante de intestino para sobreviver. A família recorreu à Justiça para que a União custeasse o procedimento nos Estados Unidos. O procedimento médico foi feito no último dia (12/07), no Jackson Memorial Hospital, em Miami. A cirurgia foi paga pelo governo brasileiro. Ele passa bem.

O Juninho (como é conhecido) sofre de uma condição chamada síndrome do intestino ultracurto, que fez com que ele perdesse 95% do intestino delgado, o que o impedia de ingerir alimentos. Para sobreviver, ele recebia alimentação parenteral, diretamente na veia.

Davi e Juninho não foram os únicos brasileiros operados no Jackson Memorial. Em abril, a bebê Sofia Gonçalves passou por um transplante multivisceral de cinco órgãos, em operação também paga pelo SUS No ano passado, também foi operado o bebê Pedro Da Lavra. Nesse caso, o custo do procedimento, de R$ 4 milhões, foi pago pela família, que realizou uma campanha para arrecadar o valor. O bebê sofria do mesmo problema de Juninho.

SUS

Em 1988, por ocasião da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil, foi instituído no país o Sistema Único de Saúde (SUS), que passou a oferecer a todo cidadão brasileiro acesso integral, universal e gratuito a serviços de saúde. É considerado um dos maiores sistemas de saúde públicos do mundo.

Quer conhecer a decisão da Justiça? AQUI 

03 jun 2015

SUS abre edital para pesquisa em saúde pública

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sus

O Ministério da Saúde está com edital aberto para inscrições de projetos em 23 linhas de pesquisa em temas estratégicos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, o Ministério irá disponibilizar R$ 23,5 milhões para o desenvolvimento das pesquisas. Entre os temas levantados: Programa Mais Médicos em áreas vulneráveis, as principais causas de morte materna entre os povos indígenas, a investigação sobre a situação vacinal nas capitais brasileiras, o impacto da implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e avaliação da qualidade da atenção hospitalar no país.

Podem participar instituições brasileiras de ensino superior, institutos ou centros de pesquisa e desenvolvimento, além de empresas públicas que executem atividades de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação. O prazo para apresentação dos projetos termina em 15 de julho. Após 30 dias, o Ministério divulgará os projetos aprovados, que terão duração de 24 meses. O Ministério da Saúde irá acompanhar a execução das linhas de pesquisa por relatórios técnicos e, se necessário, videoconferências e visitas in loco.

Informações: pesquisa.decit@saude.gov.br ou  (61) 3315 6288.

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