11 abr 2018

Santa Casa de Belo Horizonte recebe selo verde de cozinhas sustentáveis

A Santa Casa BH (SCBH) recebeu o Selo Verde Green Kitchen (Cozinha Verde), como reconhecimento por práticas ambientalmente corretas na produção de refeições para seus pacientes e acompanhantes, além da adoção de medidas ambientais e adequações da cozinha do maior hospital filantrópico de Minas Gerais. A instituição com atendimento 100% SUS, é o primeiro hospital mineiro a receber o Selo. Por mês, o Serviço de Nutrição e Dietética (SND), setor responsável pelos alimentos, produz mais de 240 mil refeições.

Criado pela Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam), o Selo Verde Green Kitchen é indicado para restaurantes que buscam aprimorar constantemente seu padrão de qualidade em benefício de seus clientes e sua região, levando em consideração aspectos sociais e ambientais. Os critérios de avalição contemplam quesitos de ambientação natural, alimentação saudável e sustentabilidade.

Alguns itens de estrutura já eram cumpridos na cozinha do hospital, como a utilização de equipamentos como coifas e exaustores, além de janelas abertas (com telas protetoras), que garantem boa circulação de ar. Porém, para a conquista do Selo Verde, foram necessárias algumas adequações, propostas pelo setor de Gestão Ambiental do Grupo Santa Casa BH (GSCBH). Entre as medidas adotadas, a utilização de detergente biodegradável para a limpeza dos utensílios, e encaminhamento adequado do óleo da cozinha. Os resíduos não orgânicos também passaram a ser separados para reciclagem, entre outras ações.

Responsabilidade Socioambiental

Há quase dez anos, o GSCBH desenvolve ações voltadas à sustentabilidade e preservação do meio ambiente em suas unidades: Santa Casa BH, Hospital São Lucas, Centro de Especialidades Médicas, Funerária Santa Casa, Instituto Geriátrico Afonso Pena e Instituto de Ensino e Pesquisa. A partir da criação da Coordenação de Gestão Ambiental, as ações voltadas a questões socioambientais foram intensificadas. O setor desenvolve estudos para avaliar a implantação de medidas de controle ambiental que contribuem para a preservação do meio ambiente e a boa gestão dos resíduos sólidos. Recentemente, uma ação que ganhou grande repercussão na mídia foi a campanha de recolhimento de películas de Raio-X, garantindo a destinação adequada do material.

A Gestão Ambiental também criou o Programa “Consumo Consciente”, que estimula funcionários a evitar desperdício, conscientizando sobre a responsabilidade de todos na utilização de recursos, conservação de equipamentos e zelo com as instalações da instituição.

20 mar 2018

Transplante de Fígado é tema de seminário em Belo Horizonte

Arquivado em Comportamento, SUS

fígado

Nos dias 23 e 24 de março, a Sociedade de Gastroenterologia e Nutrição de Minas Gerais (SGNMG) com o apoio do Hospital Felício Rocho realiza o “Seminário Mineiro” e o “1° Encontro Multidisciplinar de Transplante de Fígado”. As inscrições são gratuitas e limitadas, e devem ser feitas no site www.sympla.com.br/smtf.

Minas Gerais apresentou expansão recente no número de equipes de transplante de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que agora estão presentes em cidades pólo do Estado. Além de três equipes ativas em Belo Horizonte, que atuam no Hospital Felício Rocho, Hospital das Clínicas da UFMG e Santa Casa de Misericórdia de BH, ainda existem grupos transplantadores nas cidades de Montes Claros (Santa Casa – MC), Juiz de Fora (Santa Casa – JF, H. Monte Sinai) e Itajubá (Hospital Escola).

O Seminário contará com a presença de todas as equipes que fazem transplante de fígado pelo SUS em Minas Gerais e também com a central reguladora de transplantes do estado, o MG transplantes. Deste modo, estarão reunidos cirurgiões do aparelho digestivo, hepatologistas, gastroenterologistas, infectologistas, intensivistas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais da área da saúde envolvidos no sistema de transplantes em Minas Gerais.

Com a presença de renomados convidados nacionais e os principais nomes da área em MG serão debatidos os problemas que envolvem a doação de órgãos em nosso estado e as dificuldades vividas pelas equipes que realizam estes transplantes. Em um segundo momento ocorrerá atualização científica, com destaque para temas que expressam os desafios complexos do dia-a-dia das equipes, destacando-se as complicações clínicas e cirúrgicas pós-transplante, o câncer de fígado e a hepatite fulminante, ou ainda temas novos e atuais como a febre amarela.

07 fev 2018

PREVENÇÃO: Mamografia é um exame seguro, indolor e com baixa irradiação

Arquivado em saúde, Saúde da Mulher

exameO diagnóstico precoce é um dos maiores benefícios da mamografia. O exame é feito pelo mamógrafo, usando um aparelho de Raios-X, onde a mulher é posicionada e, posteriormente, radiografada – o que vai resultar em imagens que servirão de base para o estudo dos tecidos da mama. Assim, é possível ver em detalhes e saber se há ou não algum nódulo ou cisto.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame a partir dos 40 anos, mesmo para as mulheres consideradas com risco habitual para desenvolvimento da doença. Alguns estudos científicos já comprovaram que o uso da mamografia em programas de rastreamento do câncer de mama diminui em até 36% a taxa de mortalidade. O exame é capaz de detectar nódulos a partir de 2 a 3 mm, um grande avanço da medicina, fundamental para detecção, diagnóstico e tratamento bem-sucedido.

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – regional Minas Gerais, Annamaria Massahud, apesar de não prevenir o câncer de mama, a mamografia confere à mulher maior chance de um diagnóstico precoce. “Um tratamento efetivo desde o início, com a lesão ainda pequena, aumenta para 90% as chances de cura e diminui a necessidade de cirurgias mutilantes”, afirma a especialista.

São dois, os tipos de exames de mamografia que podem ser realizados: mamografia digital e mamografia convencional. O mais comum é realizado com o auxílio de um filme que faz a exposição da mama ao raio-X. Em seguida, a imagem é armazenada nesse filme. Na mamografia digital, por meio de sinal elétrico, as imagens realizadas no raio-X são armazenas e enviadas ao computador. Os resultados de ambos são confiáveis da mesma maneira, o que muda é que no resultado digital os riscos de perder a imagem por danos externos são menores.

A radiação do exame não é perigosa, pois é obtida com o uso de feixe de raios – X de baixa energia. Em relação à dor, é comum que as pacientes reclamem de algum desconforto, mas a mamografia é rápida e o incômodo é suportável. O medo de descobrir o câncer também impede que muitas mulheres façam a mamografia, mas, cerca de 80% dos nódulos encontrados tendem a ser benignos. “As mulheres devem procurar um mastologista assim que perceberem qualquer alteração nas mamas. O diagnóstico é feito por meio de avaliação física das mamas e axilas, dos exames complementares e de uma biópsia da lesão”, explica Massahud.

ESTATÍSTICAS

Dados recentes divulgados Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostraram que o câncer de mama será, novamente, o tipo mais comum da doença entre as mulheres brasileiras. A expectativa é que sejam diagnosticados 59.700 novos casos de câncer de mama em 2018.

SUS

O Senado Federal aprovou, recentemente, o decreto legislativo que garante às mulheres entre 40 e 49 anos, o acesso ao exame da mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). O decreto tornou sem efeito a portaria do Ministério da Saúde, de 2014, que mudava a fonte de recursos e obrigava os municípios a arcarem com os custos do procedimento para mulheres mais novas, garantindo a mamografia totalmente gratuita apenas àquelas com idade entre 50 e 69 anos. A decisão do Ministério da Saúde foi contestada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), uma vez que 30% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos e a mudança dificultava o acesso ao exame para quem está nessa faixa etária.

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