30 out 2019

Resenha: Comunicação médico-paciente no tratamento oncológico

A comunicação entre médico e paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. Quando o assunto é o câncer, ela é ainda mais vital. Partindo da experiência de mais de 30 anos em oncologia, o médico Ricardo Caponero criou um guia de orientação sobre como estabelecer, de forma respeitosa e franca, uma comunicação efetiva e terapêutica com os pacientes que enfrentam o câncer.

No livro “A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico – Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares”, publicado pela MG Editores, o médico  explica como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca e, ao mesmo tempo, efetiva e terapêutica.

Confira o meu vlog

 

15 fev 2019

Hospital Felício Rocho inaugura banco de peruca para pacientes oncológicos

perucas

Uma parceria entre o Hospital Felício Rocho e a ONG Fio de Luz, irá repaginar a autoestima de suas pacientes em tratamento de câncer. A Instituição acabou de inaugurar um banco de perucas para doar às mulheres que tiverem seu cabelo raspado ao longo do processo de procedimentos oncológicos.

A partir de agora, a paciente do Hospital Felício Rocho que se sentir à vontade para usar uma peruca, pode recorrer ao banco, experimentar, selecionar a sua e levar para casa. É bom ressalvar que se trata de uma doação do material, sem nenhum custo, e não carece de devolução após o término do procedimento.

Cerca de 20 perucas estarão disponíveis para serem experimentadas e doadas, com reposição conforme demanda. Além disso, o Hospital torna-se um ponto para doação de cabelo. Todo o material arrecadado será direcionado para a ONG Fio de Luz e transformado em perucas. Qualquer quantidade de cabelo superior a 20 centímetros é bem-vinda. Para doar, basta procurar o Ambulatório Oncológico, na Rua Aimorés, número 3580, no Barro Preto.

A diretoria comemora mais este feito e reforça seu compromisso com os pacientes. “Para nós do Hospital Felício Rocho essa é mais uma iniciativa que endossa nosso empenho com a harmonia e o bem-estar de nossos pacientes. Enxergamos que pequenos feitos como esses podem contribuir para a o tratamento de pacientes oncológicos, levando a eles mais alegria e um reforço à autoestima. Não medimos esforços nesse objetivo de cuidar bem de todas as pessoas que procuram o Hospital diariamente”, comenta o diretor Dr. Pedro de Oliveira Neves.

Enquanto isso, o responsável pela ONG Fio de Luz, Edimilson Marques Oliveira, fala a respeito da missão desse projeto. “Fazer o bem, faz bem! Quando você ajuda alguém, você se sente melhor do que quem está sendo ajudado. E nós estamos muito felizes com essa parceria porque sabemos da importância dela para que mais pessoas se sintam acolhidas e tenham mais força para enfrentar a doença”, comenta.

Primeiras pacientes

Assim que as perucas estavam disponíveis, algumas pacientes que já realizam tratamento no Hospital Felício Rocho puderam escolher as suas próprias perucas. Tímidas, porém dispostas, uma a uma das mulheres se sentaram diante ao mostruário e aos poucos experimentavam os modelos para conferir o novo visual.

A primeira a provar foi a jovem Samanta Antunes, de 27 anos. Para ela, a iniciativa é um alívio para a autoestima e, também para o bolso, por conta do alto custo de uma peruca. “Quando recebi o diagnóstico fiquei desnorteada. Desde sempre quis usar perucas, mas não sabia onde procurar. Cheguei a fazer alguns orçamentos e não encontrei nada abaixo de R$ 3 mil. É muito dinheiro para quem está enfrentando a doença. Saber dessa parceria entre o Felício Rocho e a ONG Fio de Luz é muito gratificante porque serve de apoio para nós. Sem dúvida a falta do cabelo retira a feminilidade de nós mulheres e hoje, com a minha peruca, vou sair daqui mais feliz”, comenta a paciente.

E por falar em felicidade, a paciente Fabíola Neri, comenta a iniciativa sorridente. “Você joga o cabelo para o lado, joga para o outro. É perfeito! A sensação é a de ter o meu cabelo novamente, nem parece peruca. E também é interessante porque é gratuito. Muita gente não tem dinheiro para comprar uma peruca assim, porque custa em média R$ 4 mil. Sem dúvida que um presente desses, faz muita diferença e levanta muito a nossa autoestima”, reporta a paciente.

Por Rose Leoni/Naves Coelho

 

29 set 2015

Oncologista alerta sobre os cuidados especiais com o idoso com câncer

Arquivado em Idoso

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O Brasil já não é mais tão jovem. Estimativas do IBGE apontam que a população acima de 60 anos vai quadruplicar até 2060, passando de 14,9 milhões, em 2013, para 58,4 milhões. Estamos mais velhos e também mais preocupados com saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida. Queremos envelhecer bem para aproveitar os momentos preciosos com a nossa família e os nossos queridos amigos.

Próximo às comemorações do Dia Internacional da Terceira Idade (1º/10) um dado chama a atenção e serve de alerta para todos. Segundo pesquisas, cerca de 50 % dos diagnósticos de câncer e de 70 % das mortes por câncer ocorrem em indivíduos acima de 65 anos. Estes números tendem a crescer à medida que o percentual de idosos aumenta.

De acordo com a oncologista Raquel Andrade Ribeiro, da equipe do Oncocentro Mina Gerais, os princípios essenciais do tratamento de câncer avançado em idosos são os mesmos que em pacientes mais jovens, com o agravante de que os pacientes mais velhos podem ter declínio da função de órgãos relacionados com a idade. “Por isso, os idosos necessitam de uma atenção especial quanto aos riscos da quimioterapia em relação à qualidade de vida, em particular no contexto de expectativa de vida estimada”, explica a especialista.

Segundo a médica, a dificuldade no tratamento oncológico do idoso está na diversidade da própria população idosa, pois existem pacientes que não apresentam qualquer patologia, enquanto outros possuem múltiplas doenças, portanto maior fragilidade. Por isso, o tratamento multidisciplinar é o mais indicado para estes pacientes. “O oncologista entra com toda sua expertise em câncer, prescrevendo o correto tratamento. E o geriatra cuida do idoso como um todo, em todas as necessidades”, destaca Raquel Andrade.

Para a especialista, a idade avançada não é, por si só, contra indicação para um tratamento oncológico curativo. No entanto, orienta que a avaliação global do paciente é fundamental para definir a melhor forma de realizar o tratamento. “A presença de um geriatra é fundamental no atendimento ao idoso devido às alterações fisiológicas e psicossociais decorrentes do envelhecimento e que podem comprometer a segurança e a eficácia do tratamento oncológico caso não forem abordadas. Em alguns casos, os riscos do tratamento podem até exceder os potenciais benefícios”, alerta a oncologista.

Definir qual a melhor estratégia no tratamento oncológico para o paciente idoso implica em uma avaliação global, que considera a expectativa de vida do paciente, sua capacidade física, suporte social, opções e crenças pessoais. “A importância da funcionalidade do tratamento está diretamente relacionada com a heterogeneidade da população idosa, que não nos permite considerar apenas a idade cronológica. Podemos ter um idoso de 65 anos totalmente dependente e um de 80 anos independente e funcional. Este último provavelmente estaria apto a receber o tratamento oncológico tradicional”, completa Raquel Andrade.