13 mar 2019

Vídeo caseiro pode auxiliar especialistas a diagnosticar autismo, segundo pesquisa

autismoUma pesquisa publicada no Plos Medicine (https://journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1002705) apontou que vídeos caseiros das crianças podem auxiliar consideravelmente na elaboração do diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), inclusive melhorando o prognóstico, principalmente em caso de reconhecimento precoce dos sintomas de TEA. A efetividade da análise e a sua praticidade podem ser uma alternativa muito interessante para adiantar o início do tratamento.

A pesquisa segue a premissa de que as crianças, ao serem colocadas num ambiente estranho, vão, naturalmente, agir de maneira distinta do seu costume, o que pode interferir na avaliação clínica. No entanto, durante a pesquisa, ao mostrar para especialistas vídeos caseiros das crianças em seu ambiente familiar, a precisão do diagnóstico dos profissionais envolvidos foi de até 80%.

Outra grande vantagem da gravação caseira é a possibilidade da análise das imagens ser feita pelos mais diversos profissionais, servindo de recurso para o estabelecimento de uma avaliação construída em equipe. De acordo com a idealizadora do Espaço Nardin, a psiquiatra Emmanuely De-Nardin, a possibilidade dos diferentes profissionais envolvidos no tratamento compartilharem suas observações e avaliações das imagens contribui para a formulação de uma hipótese diagnóstica e a construção de um plano terapêutico mais adequados. “Sabemos hoje que alcançamos melhores resultados clínicos com pacientes autistas quão mais precoces forem as intervenções, que devem envolver uma boa articulação entre uma equipe multidisciplinar. Os vídeos caseiros podem ser um potencial recurso para auxiliar na identificação precoce do quadro e na atuação dos profissionais envolvidos. No entanto, é importante ressaltar que eles são um recurso adicional e de nenhuma maneira substituem as consultas presenciais” afirma De-Nardin.

A descoberta é importante principalmente devido à possibilidade de agilizar o processo da comprovação do diagnóstico, tendo em vista que o tratamento é mais efetivo quando começado cedo. “Cabe a nós também trabalhar para que os diversos atores sociais que convivem com as crianças, como os pais, cuidadores e professores estejam informados sobre os sinais clínicos mais precoces, de modo que as imagens possam ser levadas até uma equipe clínica capacitada da forma mais breve possível”, esclarece Emmanuely.

O tratamento formulado para cada paciente

Apesar de ser um indicativo importante, o diagnóstico preciso só pode ser dado com uma avaliação presencial. “O autismo é um transtorno de amplo espectro. Crianças com o mesmo diagnóstico podem necessitar de tratamentos completamente diferentes e as particularidades de cada paciente devem ser respeitadas para a construção de um plano terapêutico”. No Espaço Nardin, por exemplo, avaliamos cada paciente em suas necessidades específicas para aquele momento, junto com as famílias e as escolas”, enfatiza Maria Helena De-Nardin, psicopedagoga e diretora clínica do Espaço Nardin.

24 mar 2017

PPS vai ao STF para defender direito do uso da maconha para efeito medicinal

Arquivado em Comportamento, saúde

cannabis2Os relatos de pacientes que se beneficiam com o uso terapêutico da cannabis são frequentes e se popularizam nas redes sociais. Utilizando-se da base constitucional à saúde, muitas famílias buscam na Justiça o direito de cultivar a planta para atender às necessidades de seus filhos, na maioria dos epiléticos refratários que não têm alternativa, a não ser plantar, tendo em vista os preços elevados dos extratos de cannabis importados autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses relatos estimularam algumas famílias e organizações de pacientes a optarem por cultivar cannabis para fins medicinais em casa, contrariando a Lei 11.343 conhecida como a Lei de Drogas.

Além de ser contravenção penal, o uso medicinal expõe contradições. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até março deste ano, já havia concedido mais de 2.300 autorizações para importação de extratos de cannabis para atender a pacientes com indicação ao tratamento. Por outro lado, a Justiça brasileira penaliza as famílias que manipulem a erva para produzir o medicamento. No Brasil, quem cultiva a erva pode pegar de 5 a 15 anos de cadeia.

Para mudar esse cenário, o deputado Antônio Jorge (PPS/MG), acompanhado do presidente da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Ama+Me), Leandro Ramires, e do advogado da entidade, Maurício Sullivan, reuniu-se em Brasília, na semana passada, com o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) e com o presidente honorário do partido, ministro Roberto Freire, que declararam o apoio do PPS à causa. Nos próximos dias, a legenda vai entrar com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Esse processo se justifica porque o impedimento do consumo da cannabis para fins medicinais desrespeita um preceito fundamental, que é o direito à saúde. “Privar o paciente do acesso a esses tratamentos é desrespeitar um preceito garantido constitucionalmente”, alerta Antônio Jorge.

A Medicina Canabinoide é indicada para pacientes portadores de Alzheimer, autismo, câncer (vários tipos), depressão, distonia, dor crônica, encefalopatia, epilepsia, esclerose múltipla, esquizofrenia, fibromialgia, paralisia cerebral, Parkinson e retardo mental com transtorno do desenvolvimento.

Dificuldades de Acesso na importação – Além dos entraves burocráticos, outra barreira encontrada pelas famílias é encontrar um médico prescritor. Atualmente, menos de 100 profissionais prescrevem cannabis medicinal no Brasil. Apesar do número reduzido, especialistas de 27 especialidades e subespecialidades já prescreveram formalmente, o que demonstra o interesse dos médicos brasileiros, de várias áreas, pelo potencial terapêutico da cannabis.

O custo elevado dos produtos importados é outro impeditivo. O custo médio de um tratamento com extrato de cannabis rico em CBD pode variar de R$ 1.020,00 a mais de R$ 21 000,00 por mês, valor que impede o acesso para a maioria das famílias. Além de caro, os extratos canábicos importados são considerados suplementos alimentares nos países de origem e, portanto, não são submetidos à mesma fiscalização das autoridades sanitárias como acontece para fármacos e fitoterápicos.

“Se considerarmos somente o benefício alcançado no tratamento da epilepsia refratária com cannabis medicinal, os números impressionam”, alerta Leandro Ramires. Segundo ele, o custo médio com a medicação anticonvulsivante para pacientes epiléticos refratários é de R$ 825,00 por mês. Cerca de 92% desses pacientes fazem uso de três ou mais drogas anticonvulsivantes, sendo as mais comuns: ácido valpróico, topiramato e oxcarbazepina; com nomes comerciais de Depakote, Topamax e Tryleptal, respectivamente. O movimento financeiro para atender 320 mil pacientes, somente com anticonvulsivantes, é da ordem de R$ 264 milhões por mês.

Estudo “Uso de óleo de cannabis rico em canabidiol para controle de epilepsia refratária: estudo observacional” mostra que após o uso oral de extrato de cannabis rico em CBD, 73% dos pacientes reduziram para a metade o uso de medicação anticonvulsivante tradicional. “Se a metade dos pacientes epiléticos refratários do Brasil (180.000) utilizasse um óleo de cannabis seriam economizados perto de R$ 55 milhões por mês para as famílias e para o SUS”, alerta Ramires.

Uma vez garantido o direito ao cultivo medicinal, as associações de pacientes, já existentes e atuantes no país terão a oportunidade de buscar qualidade, continuidade, dosagens adequadas dos canabinoides, técnicas de cultivo e beneficiamento da planta para que mais pacientes possam ser beneficiados. Iniciativas que partem das famílias de pacientes mobilizam instituições de pesquisa país afora.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se dispôs a ajudar famílias que já cultivam, sob a guarda de um Habeas Corpus, a produzirem um extrato respeitando protocolos de qualidade dentro de suas instalações.

Novas perspectivas acadêmicas surgem com manifestações de apoio e interesse científico da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que se juntam às outras universidades brasileiras que já possuem pesquisa em cannabis e canabinoides para fins medicinais.

As possibilidades terapêuticas, fundamentadas na correta manipulação clínica do Sistema Endocanabinoide para várias condições patológicas, abrem um mercado de cannabis medicinal que vai muito além do direito ao cultivo pelos próprios pacientes individual ou coletivamente. “O Brasil não deve ficar para trás neste contexto e pode até servir como referência internacional, se o direito ao cultivo para fins medicinais for garantido aos pacientes e seus coletivos em todo território nacional. Será um grande passo em busca do acesso mais igualitário a todos que precisam e se beneficiam do uso medicinal da cannabis, assegura Leandro.

22 nov 2016

Ainda dá tempo de chegar com tudo no verão

Arquivado em Cidade, Comportamento, saúde

biquine
Tratamentos estéticos para chegar ao verão sem medo de expor o corpo.  A poucos “passos” do verão, a procura por tratamentos estéticos aumenta consideravelmente, pois a última coisa que as mulheres querem é preocupação na hora de colocar o biquíni. Diminuir a celulite e a gordura localizada são desejos eternos de boa parte das mulheres que deram aquela relaxadinha com a alimentação e as atividades físicas durante o inverno.

De acordo com Alessandra Feltre, nutricionista e proprietária Clínica Speciale, a criolipólise é um dos melhores tratamentos indicados para aposentar de vez a canga.  Sem cortes e agulhas, a técnica conta com o auxílio de apenas um aparelho que congela as células de gordura para então, destruí-las.

O aparelho é posicionado sobre a parte do corpo a ser tratada. Uma espécie de manta é colocada sobre a pele para protegê-la. O aparelho então, ‘suga’ a pele e a congela por cerca de uma hora a uma temperatura de -5°C a -10°C, resultando na quebra das células de gordura.

Esse tratamento atinge especificamente as células adiposas, pois a gordura é sensível ao frio, não atingindo pele e músculo. Em uma única sessão pode-se chegar à redução de cerca de 25% de gordura localizada.

A clínica oferece, regularmente, o Summer Crio Day, dia para agendar o procedimento com 10% de desconto.

Serviço
CRIO DAY
Dia 24 de novembro, quinta-feira
Rua Rio de Janeiro, 2244 – Lourdes – Belo Horizonte
(31) 3223 8809/ 9 9645325
http://www.clinicaspeciale.com.br/

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