15 abr 2021

OVNI: o clássico caso em São Vicente

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

 

Por Edison Boaventura Júnior, presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá – Revista Ovni Pesquisa 

No dia 1° de outubro de 1995, na cidade de São Vicente, no litoral paulista, ocorreu um pouso de OVNI que foi testemunhado por dois pescadores e amplamente veiculado pela Imprensa escrita e televisiva. Em 2013, mereceu destaque em uma reportagem no History Channel, da série Contato Extraterrestre. Este caso de 2º grau foi pesquisado, inicialmente, pelo GUG (Grupo Ufológico de Guarujá) em parceria com o extinto INFA (Instituto Nacional de Fenômenos Aeroespaciais).

Os pescadores Fernando Bezerra e Wilson da Silva Oliveira recolhiam suas redes de pesca, por volta das 23h00, quando a bordo da sua embarcação observaram assustados a aterrissagem, a poucos metros, de um OVNI fortemente iluminado, na Ilha do Major. Eles pensaram que era um balão. Porém, quando o objeto se aproximou velozmente, perceberam que estavam diante de uma nave em forma de disco voador.

“Quando a luz estava em cima de nossas cabeças, mudou de direção e foi a uma ilhota, onde pousou. Na parte de baixo do aparelho tinha luzes que giravam”, relatou Fernando Bezerra. Aterrorizado, Wilson Oliveira disse: ”Quase morri de medo. Me escondi no porão do barco”.

No momento em que o OVNI estava próximo ao barco, houve a parada do funcionamento do motor da embarcação.
“Fizemos umas dez tentativas até o motor pegar, depois saímos rapidamente dali. Pudemos ver, na fuga, que o objeto aterrissou em uma pequena ilha situada entre os meandros dos mangues do rio Piaçabuçu”, complementou Fernando.

MARCAS NO SOLO

O OVNI foi descrito como tendo uma luminosidade amarelada muito intensa e era totalmente silencioso.
Após os momentos de terror, os pescadores foram para suas casas e contaram o fato aos familiares. Não conseguiram dormir e ao amanhecer, voltaram ao local.

Ao chegarem ao local e descer do barco, percorreram uns dez metros da margem e se depararam com uma marca, uma espécie de círculo de 5,5 metros de diâmetro, onde a vegetação estava seca, amassada e nivelada, em sentido horário.

Dentro desse círculo estavam dispostas quatro marcas de sapatas de apoio retangulares, cada uma medindo 10 x 15 centímetros. Estas marcas dos trens de aterrissagem do objeto voador estavam proporcionalmente distribuídas e com afundamento no terreno de 1,5 centímetro.

Os pescadores retornaram para a cidade e comunicaram o fato aos repórteres do Jornal “A Tribuna”, de Santos, que veiculou uma matéria sobre o estranho episódio em 8 de outubro de 1995.

PESQUISAS REVELAM MAIS DADOS

O pesquisador Edison Boaventura Júnior tomou conhecimento da ocorrência por meio dos jornalistas e reuniu uma equipe interna, convidando também alguns integrantes do INFA. Durante a investigação IN LOCO foram realizadas filmagens, fotografias, medições, moldes em gesso das sapatas, coleta do solo e da vegetação, além da reconstituição do ocorrido por meio de entrevista com as testemunhas. Um desenho colorido do OVNI também foi realizado por uma delas.

Durante a pesquisa de campo, o caso foi classificado com sendo de 2° Grau, pelas seguintes características apresentadas:

Efeito mecânico: caracterizado pela marca impressa no solo e pela vegetação amassada e quebrada no local. A vegetação sofreu uma queima de luz excessiva;

Efeito EM (eletromagnético): que causou a parada de funcionamento do motor da embarcação. Em seguida, os componentes elétricos do barco, como o alternador, sofreram danos, chegando a queimar. Posteriormente, as ferramentas e as partes metálicas do barco apresentaram uma corrosão que não existia;

Efeitos fisiológicos: as testemunhas queixaram-se de irritação nos olhos e diarreia.

O solo coletado na ocasião passou por análise para verificação de possíveis alterações no pH. Todavia, não revelou nada de anormal. Mas, em alguns testes envolvendo o plantio de sementes, constatou-se, curiosamente, que nas amostras de solo obtidas dentro da marca elas germinaram facilmente, sendo que as plantadas nas amostras colhidas fora do círculo não germinaram e foram atacadas por fungos.

Na maioria dos casos de pouso investigados mundialmente, ocorre a esterilidade do solo. Porém, numa pequena parcela de casos deste tipo, ocorre o contrário, ou seja, uma super adubação no terreno.

“Uma tampinha de garrafa encontrada no local apresentou um campo eletromagnético/magnético dobrado”, disse Mário dos Santos Filho, investigador do GUG, após efetuar as medições no local.

NÃO ERAM MARCAS CONVENCIONAIS

O presidente do GUG verificou que as marcas do trem de aterrissagem do OVNI não eram idênticas. Porém, possuíam algumas semelhanças na sua geometria e o desenho interno era diferente. Este detalhe de não serem iguais foi determinante para que fosse descartada, na ocasião, a hipótese de fraude com utilização de um molde, por exemplo.

Considerando o terreno de mangue e a profundidade das marcas, calculou-se que cada sapata estaria suportando um peso de aproximadamente 25 kg. Portanto, a nave teria apenas 100 kg de peso total. Entretanto, os pesquisadores formularam a hipótese de que o OVNI seria mais pesado do que esta aferição e, ao perceber que o terreno era mole, apenas se apoiou, não colocando todo o seu peso no chão.

Ficou evidente para os pesquisadores que as marcas não eram de helicópteros ou de aeronaves convencionais. Verificou-se também que não houve acampamento no local durante aquele final de semana. O 2° Batalhão de Caçadores – que costuma promover treinamentos na mata – informou posteriormente que não esteve naquele local e muito menos ao longo do Rio Piaçabuçu. A Base Aérea de Santos foi consultada e também informou que não esteve no local na data do pouso.

ANTECEDENTES DO CASO

Durante o mês de outubro de 1995, muitos casos de avistamentos foram registrados! Houve até um caso de avistamento na Praia do Indaiá, que ocorreu no dia seguinte ao pouso, e ao longo do mês de outubro daquele ano houve várias ocorrências de luzes não identificadas na região. Mas, um caso que pode ter alguma correlação com o pouso ocorreu às 22h10 do mesmo dia, no bairro Japuí, em São Vicente, SP.

Márcio dos Santos contou que estava passando em frente à Escola Estadual Antônio Luiz Barreiros e viu sobre a escola um OVNI que flutuava e não produzia som algum. “Eram dois pratos invertidos e cúpula amarela. Na parte inferior, uma luz amarelada projetada para baixo. Possuía mais ou menos 5 metros de diâmetro. Vi dentro do muro da escola uma criatura luminosa, com macacão e botas. Brilhava muito e tinha cerca de 1 metro de altura. Parecia uma criança luminosa. Sumiu e a nave foi em direção à ponte do mar pequeno”, afirmou Márcio.

VINTE ANOS DEPOIS NÃO NASCEU MAIS MATO

Em 2015, passados vinte anos da ocorrência, Edison Boaventura Júnior foi convidado para voltar ao local e entrevistar os pescadores novamente. Juntamente com uma equipe de “A Tribuna”, chefiada pelo José Cláudio Pimentel, foram reconstituídos os fatos no local.

Duas décadas depois, a marca de pouso ainda estava lá, sem muita vegetação no local. Os pescadores confirmaram os detalhes daquele fatídico dia e disseram que a saúde deles foi afetada desde o encontro com o estranho aparelho voador. Talvez, por terem ficado expostos ao cone de luz projetado pelo OVNI. Perguntamos se eles tiveram alguma outra experiência semelhante e eles responderam que nunca mais viram algo parecido com aquele objeto não identificado.

25 jan 2021

Em busca do meteorito e de objetos não identificados, em Pirapora

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

Imagem ilustrativa. Revista Ovni Pesquisa

No dia 1º de agosto de 2002, os moradores de Pirapora e cidades vizinhas, no norte de Minas, puderam observar um fenômeno raro e de grande beleza: a passagem de um meteoro que riscou o céu no sentido nordeste-sudoeste, por volta das 19h40, seguida da sua provável queda em uma região pouco habitada, distante mais de 120 km de Pirapora.

O cerrado agreste e as altas temperaturas nesta época, juntamente com estradas precárias, foram obstáculos enfrentados nas primeiras buscas por evidências de uma possível queda. Paulo Baraky Werner, representando o CIPFANI (Centro de Investigações e Pesquisas de Fenômenos Aéreos Não Identificados) e Márcio Vicente Teixeira, representando o GRUMPU (Grupo Mineiro de Pesquisas Ufológicas), saíram de Belo Horizonte no dia 15 de agosto de 2002, na primeira expedição até o local.

Assessorados pela equipe da TV RIO de Pirapora, em parceria com a sucursal norte da TV Alterosa (SBT), as equipes do CIPFANI e do GRUMPU percorreram uma grande área, coletando informações, depoimentos em vídeo e um rico registro fotográfico da região. A magnitude do fenômeno, que em alguns pontos provocou abalos sísmicos e ondas de calor, assustou e ao mesmo tempo maravilhou o humilde e religioso homem do campo.

“Achei que Jesus estava chegando”, comentou o vaqueiro Domingos Barbosa Silva, de 54 anos, morador de Cachoeira da Manteiga, local em que o fenômeno foi observado com muita intensidade. Os moradores chegaram a acreditar que o mundo estava acabando, e houve quem afirmasse se tratar da mãe-do-ouro, tentando dar uma explicação sobre a estranha bola de fogo.

Ao chegar a Belo Horizonte, as equipes buscaram apoio financeiro e logístico para efetuar uma segunda expedição até a região. O objetivo principal era coletar mais informações para traçar a trajetória do bólido e identificar o local da possível queda. O relatório resumido desta viagem mostra as dificuldades e o empenho dos grupos CIPFANI e GRUMPU para trazer até a comunidade científica uma descrição fiel do fenômeno.

No dia 31 de agosto de 2002, os pesquisadores Márcio Vicente Teixeira e Paulo Baraky Werner retornaram até o norte de Minas Gerais, mais precisamente ao município de Buritizeiro, onde percorreram mais de 300 km de estrada de terra. Patrocinada pelo pesquisador mineiro Ubirajara Franco Rodrigues, a segunda expedição contou com a colaboração do motorista da prefeitura local, o Sr. Eulálio Lopes e do cinegrafista da TV RIO, Cláudio Vieira.

Mais coisas nos céus do que meteoros

Na porção semiárida do território mineiro, onde a paisagem fica menos acidentada, a caatinga domina os vales dos rios São Francisco, Paracatu e Rio do Sono. A região norte do estado, que é conhecida como “sertão mineiro”, no passado serviu de abrigo e esconderijo para escravos. Também foi usada como rota natural para o gado proveniente da Bahia e pelos tropeiros que viajavam para Goiás.

A pouca disponibilidade de recursos hídricos condiciona a economia às atividades primárias, como a pecuária extensiva e a agricultura de subsistência. Os moradores da região sobrevivem como heróis, pois é imensa a falta de recursos. Os vilarejos se instalam próximos aos córregos e rios, que são fontes de água e sustento da família. E foi em um destes vilarejos, Paredão de Minas, que iniciamos a nossa busca por informações e evidências sobre a passagem e provável queda do meteorito.

Às margens do Rio do Sono, os moradores do pequeno vilarejo também presenciaram o fenômeno. Eles forneceram pistas importantes para a nossa equipe. O tratorista Edison P. França (foto ao lado), de 47 anos, relata a observação do meteoro, que foi descrito como uma imensa bola de fogo que cruzou o céu no sentido nordeste-sudoeste, iluminou o chão e depois de cerca de seis segundos provocou um forte estrondo.

A observação, segundo ele, ocorreu entre as 19h e 20h. “Parecia luz de solda!”, finaliza. Preenchemos vários questionários de pesquisa em Paredão de Minas e, por motivos de força maior, tivemos que sair do vilarejo às pressas durante a noite, rumo à Fazenda do Grupo Sendas, situada às margens do Rio Paracatu.

Durante a espera pela balsa para realizar a travessia do Rio Paracatu, obtivemos o relato do pescador Gilberto Nunes, de 42 anos, morador local que também presenciou o fenômeno. O tempo estava bom, sem nuvens e céu estrelado, quando o Sr. Gilberto notou a estranha luminosidade. Um objeto de magnitude superior ao planeta Vênus cortou o céu e desapareceu por detrás da copa das árvores. Logo depois, pôde-se ouvir um forte estrondo. A cor do bólido variava entre o vermelho e o amarelo. Segundo ele, o objeto teria caído nas propriedades da Fazenda Porto Alegre.

O pesquisador Márcio Vicente, encarregado de interrogar e preencher os questionários técnicos destacou a dificuldade de se obter dados precisos nestas circunstâncias, uma vez que as testemunhas são pessoas humildes, que buscam em suas crenças respostas para aquilo que não compreendem. Foi difícil coletar os dados necessários, pois nem sempre as pessoas estavam no mesmo local da observação, dificultando o registro em bússola da trajetória real do meteoro.

Filmadoras e câmeras fotográficas são necessárias, mas nem sempre é possível filmar um depoimento ou obter um registro fotográfico. Acostumados em lidar com este tipo de situação, em nossas investigações de campo driblamos estas dificuldades e conseguimos registrar bons depoimentos e várias fotos das testemunhas locais. A expedição não teve êxito em sua proposta. Na época, não havia estradas suficientes na região nem drones disponíveis para auxiliar na busca por sinais que pudessem indicar o local da queda.

A região é isolada, “fim do mundo”, como os mineiros gostam de falar. E nas entrevistas com o povo que habita a região, surgiram vários relatos interessantes de OVNIs. Dentre dezenas deles, destacamos um que nos chamou a atenção, por ser similar ao que ocorreu no filme “Contatos Imediatos do 3º grau”, em que a caminhonete dirigida por Roy Neary (Richard Dreyfuss) é seguida por um “disco voador”.

O Sr. Sidraque Alves, de 59 anos, é dono da única pousada no pequeno vilarejo de Paredão de Minas, distante 90 km de Pirapora. Ele nos contou que seu filho vinha dirigindo o carro pela estrada de acesso ao vilarejo, quando notou que havia outro veículo atrás. A estrada é estreita e muito ruim. Como a região é muito seca, “grande sertão veredas”, qualquer veículo levanta muita poeira ao transitar. Quando ele parou o carro e desceu para abrir uma porteira, notou que o automóvel que o seguia simplesmente tinha evaporado. Achou estranho, pois naquela região não tem nada. O que faria um carro seguir até determinado ponto e retornar sem qualquer motivo? Outra coisa que chamou a sua atenção: como o “carro” que estava atrás dele iria manobrar tão rápido sem ser notado?

Durante os dois dias em que percorremos quase 900 km, coletamos vários registros de luzes estranhas. Por ser uma área agreste e distante, acreditamos que nunca foi estudada por grupos ufológicos. Minas Gerais é um estado gigantesco, e as regiões do norte e Jequitinhonha são férteis em observações de OVNIs. O que falta são expedições constantes, assim como a que realizamos em 2002. Em 2005, planejamos uma expedição para a região do Mucuri, em Novo Oriente de Minas, distante 446 km de Belo Horizonte. À época, tivemos informações de vários casos de observações e até mesmo de contatos imediatos de 2º e 3º graus. Porém, não conseguimos a verba necessária.

A equipe do CIPFANI, em conjunto com a AMPEU (Associação Mineira de Pesquisa Ufológica), pretende reativar este projeto. Os interessados em participar desta viagem de pesquisa podem entrar em contato com nossa redação. No canal oficial da OVNI Pesquisa no YouTube, o leitor poderá ver os vídeos da expedição meteorítica realizada em Pirapora, em 2002. Também estão disponíveis as reportagens exibidas pelo SBT e pela Rede Globo.

A OVNI Pesquisa tem em seu site uma sessão para que os leitores possam enviar relatos. Caso você tenha conhecimento de eventos ocorridos nestas regiões, entre em contato conosco no e-mail abaixo.

contato@ovnipesquisa.com.br

CRÉDITO: Bento Viana/WWF-Brasil

26 jun 2020

OVNI: Luz misteriosa em São João del-Rei intriga moradores há oito décadas

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

Ovni Pesquisa

Por Edison Boaventura Júnior, ufólogo e coeditor da Revista Ovni PesquisaDuas mil pessoas testemunharam, impressionadas, um estranho fenômeno luminoso, que evoluiu sobre o Morro do Carmo, na cidade de São João del-Rei, MG

No dia 2 de maio de 1986, o ufólogo Edison Boaventura Júnior entrevistou o senhor Antônio Borges Silva, de 70 anos na época, que contou seu avistamento de OVNI, ocorrido em dezembro de 1939, por volta das 22h, no morro do Carmo, em São João del-Rei, no estado de Minas Gerais.

Na Planilha de Informação Técnica do GUG (Grupo Ufológico de Guarujá), ficou registrado este interessante relato, ocorrido antes da Era Moderna dos Discos Voadores, ou seja, antes do ano de 1947.

Antônio disse: “Na época eu tinha 24 anos de idade e muitas pessoas tinha visto a luz. Ninguém sabia o que era uai. Era uma luz branquinha forte e às vezes, fica amarela e, depois avermelhada uai e, também verde azulado. Andava o trem pra cima e pra baixo, zigue-zague e sumiu no mato. Outras pessoas também observaram a luz”.

A cidade de São João del-Rei é famosa pelos variados casos folclóricos de observações de “bolas de fogo”, “mães-de-ouro” e, até mesmo, de objetos voadores não identificados, que aparecem frequentemente nos arredores da cidade e da zona rural, principalmente onde existem morros e mata abundante.

O escritor Alair Coêlho de Resende chegou a escrever que: “São João del-Rei é rica em casos de assombrações… Não são raros os relatos de pessoas sérias que tiveram a feliz, ou amedrontadora oportunidade, de serem contempladas com visões noturnas sobrenaturais. E estes relatos eram mais frequentes quando nossa iluminação pública era mais precária, ou até inexistente, fato que ocorria com mais intensidade até a década de cinquenta, quando quase não tínhamos veículos automotores percorrendo nossas estradas e ruas”.

JORNAIS DA ÉPOCA REGISTRARAM O FATO

Ovni Pesquisa

Passados alguns anos da coleta do primeiro depoimento da ocorrência, tivemos acesso ao jornal Diário da Noite, número 3839, de 29 de dezembro de 1939, que na página número 5 trouxe um artigo esclarecedor intitulado “UMA LUZ MYSTERIOSA MOVE-SE PELO MORRO”.

O periódico informava que a população local continuava impressionada com o fenômeno, que foi observado nas imediações da cidade e sobre o morro do Carmo, em vários dias do mês de dezembro de 1939. Na ocasião, pessoas de respeito na cidade foram ouvidas sobre as estranhas aparições da luz.

Um dos entrevistados pelo jornal foi o senhor Garcia de Lima, professor e diretor da Escola de Menores Padre Sacramento. Ele confirmou a existência do fenômeno dizendo: “Não acredito em fenômenos sobrenaturais, mas não posso negar um fato evidente constatado por centenas de pessoas”.

Outra testemunha, o fazendeiro Emygdio Apolinário de Moraes afirmou: “Essa luz é velha, errante. Aparece aqui e acolá. É minha conhecida há muitos anos. Já a vi até sobre o Rio das Mortes e na Serra de Tiradentes. É um fato incontestável, porque é a expressão da verdade”.

VIRAM A LUZ

O senhor Alfredo Mauro e seu irmão Ricardo Mauro, de um estabelecimento tradicional na cidade, o conhecido Café Rio de Janeiro, declararam ser autênticas as aparições e que até presenciaram a “luz misteriosa”.

“Meu irmão Ricardo sempre falou em tal luz. Não acreditava nela. Mas certa noite resolvi ir até lá. Foram em minha companhia o meu filho Ricardinho, o senhor Roberto Pequeno, o motorista Ricardo e o senhor Geraldo Guimarães, filho do senhor Hermógenes Guimarães, gerente da Agência Chevrolet e do Banco Hipotecário. Fui como desejaria ir, sem alarde, num dia de pouca gente.

Estivemos lá das 9:00 até as 10:00 horas da noite, sob uma coberta, próxima da Escola Padre Sacramento, sem nada observar. Por volta das 10:30 horas surgiu a luz, próxima a um vargedo. Um foco forte e brilhante. Corremos todos para ela, que desapareceu subitamente, para surgir em ponto diferente. Reapareceu seis vezes mais e, quando regressamos, do vidro traseiro do automóvel ainda observamos, nitidamente, um foco lindo, forte a iluminar a noite escura. Não sou nervoso, nem supersticioso. Asseguro-lhe ser um fato real, fenômeno que deve ser explicado pela Ciência. Um fato natural dos mais curiosos que tenho observado em toda a minha vida”, relatou o comerciante.

DUAS MIL PESSOAS TESTEMUNHARAM O FENÔMENO

Na época, o jornal também entrevistou o bibliotecário municipal, senhor Vicente de Azevedo. “Pode citar o meu nome. Vi a luz do Patronato, várias vezes, com outros amigos. Fenômeno interessantíssimo. Merece ser estudado pelos homens de Ciência”, disse o funcionário público. O senhor Alcides Barbosa, funcionário do Centro de Saúde, também viu o mesmo fenômeno, acompanhado de outros amigos. Todavia, no dia 12 de dezembro de 1939, duas mil pessoas foram ao morro do Carmo e atestaram a existência da “luz misteriosa”.

O artigo do jornal encerrou dizendo que o fenômeno ainda não estava explicado. Entretanto, não restava nenhuma dúvida quanto à sua veracidade. Muitos jornais divulgaram o fato, sendo que cada um tentava explicar de uma maneira diferente. Uns diziam que era inverdade e o motivo da invenção seria para trazer notoriedade para a cidade e região.

Jornais como “O Globo”, do dia 7 de dezembro, “O Imparcial”, do dia 8 de dezembro, “A Gazeta”, do dia 9 de dezembro e o “Diário do Comércio”, dos dias 3 e 10 de dezembro, dentre outros, mencionaram o fenômeno.
Conversei com a filha do Geraldo Guimarães, a senhora Maria Lúcia Monteiro Guimarães que, gentilmente, pesquisou vários jornais da região no intuito de auxiliar na nossa investigação sobre o intrigante episódio.

OUTRAS TESTEMUNHAS

Há alguns anos, conversamos também com o senhor Pedro de Figueiredo Rodrigues, que foi testemunha do fato. Ele declarou que, durante o mês de dezembro, ele avistou várias vezes uma bola de luz que variava de cor e voava muito rápido por cima do morro. Segundo ele, ela voava cerca de 800 metros em poucos segundos.

Recentemente, o pesquisador Paulo Baraky Werner esteve na cidade, onde fez vários contatos e tirou fotos para a pesquisa. Ele também tentou localizar alguma testemunha viva, com o auxílio da Rádio local. A partir de então, conversei por telefone com duas destas testemunhas. O senhor Paulo Resende, que na época tinha 17 anos de idade, informou que viu por três vezes. “Era uma luz avermelhada que voava no morro. Ninguém sabia o que era. Mas, depois falaram que era armação de taxistas com lanternas que estavam faturando pouco e, inventaram esta estória para conseguir mais clientes e aumentar os seus ganhos”, disse Paulo.

Outra testemunha com a qual conversamos foi o conhecido major Ivan Esteves Alves, que é o último expedicionário são-joanense sobrevivente da 2ª Guerra Mundial. “No antigo Patronato sempre se via uma luz no morro. Lembro que a gente, meu pai e meu irmão, vimos uma luz colorida. Era grande e estava no morro. Isso no ano de 1926. Muitos falavam que aparecia ali. Ninguém sabia o que era aquele fenômeno. Apareceu depois muitas vezes e foi visto por moradores da cidade”, afirmou o major.

CONCLUSÕES

É fato que algo sobrenatural aconteceu naquele ano de 1939. Considero que pode ter sido um fenômeno ufológico real nos primeiros dias e, até ter tido um esquema fraudulento com os taxistas, posteriormente, conforme mencionou o senhor Paulo Resende.

Mesmo que um embuste tenha ocorrido no final do período, o caso inicial é autêntico, pois a quantidade de testemunhas e as características do fenômeno observado garantem esta linha de raciocínio. Além do mais, a cidade tem uma incidência grande de fenômenos ufológicos, aliada ao fato de que muitos populares nomeiam este fenômeno de “mãe-de-ouro”, “bola de fogo”, “luz do mundo” ou “assombração”.

Os jornais da região periodicamente noticiam fatos de natureza sobrenatural. Como exemplo, na edição número 4726, de 26 de julho de 1952, do jornal “Diário do Comércio” foi estampado a notícia com o seguinte título: “Disco Voador em São João del-Rei?”.

O artigo que transcrevo a seguir versava sobre um estranho objeto, que foi observado no céu pela manhã, no dia 25 de julho de 1952: “Fomos informados que várias pessoas, no bairro das Fábricas, cerca de 9:30 horas da manhã de ontem, observaram um estranho objeto no céu, supondo-se tratar do tão discutido “disco voador”. Procuramos ouvir algumas das pessoas indicadas, entre as quais os senhores Samuel Rocha, José Juvenal da Cruz, Carlos Batista da Silveira e Antônio Tomás, que confirmaram à nossa reportagem terem visto um objeto de aparência metálica, completamente parado no espaço, por alguns instantes e depois tomar o rumo do nascente, sem produzir o menor ruído”.

Assim, concluímos que um fenômeno ufológico autêntico ocorreu no final do ano de 1939, naquelas paragens mineiras, diante dos olhos espantados de milhares de são-joanenses!

No mês de abril de 1939, na cidade mineira de Uberaba, ocorreu a observação de uma luz misteriosa que foi noticiada por vários jornais.

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