14 jan 2016

Após 20 anos do caso ET de Varginha, ufólogo promete novidades em breve

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia
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Revista UFO

Na madrugada do dia 13 de janeiro de 1996, por volta das 01h30 horas, Eurico Rodrigues de Freitas e Oralina Augusta de Freitas, marido e mulher, avistaram uma pequena nave em forma de submarino, do tamanho de um microônibus, com um enorme buraco em uma das pontas, saindo muita fumaça branca, sem ruído, sem iluminação e voando lentamente. A nave estava com aparente dificuldade de voo. O objeto foi avistado sobrevoando uma fazenda cerca de 10 Km do Centro de Varginha, no Sul de Minas Gerais. No mesmo dia, por volta de 8h, Carlos de Sousa passava pela Rodovia Fernão Dias e viu a mesma nave, mas, agora, com um estranho ruído. Carlos acompanhou a nave pela rodovia por uns 20 Km, quando percebeu que o objeto não identificado estava caído no meio da mata. Ele levou uns 30 minutos para encontrar o local, mas os militares já estavam recolhendo os milhares de pedaços da nave. Ele foi convidado e se retirar do local e ficar em silêncio.

Já no dia 20 de janeiro, logo pela manhã, os bombeiros foram acionados para capturar um estranho animal no bairro Jardim Andere. A criatura teria sido levada pelo Exército. A captura foi realizada pelos bombeiros sargento Palhares, cabo Rubens, soldado Santos e soldado Nivaldo, sob a coordenação do major Maciel. No mesmo dia, por volta das 15:30h, Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva retornavam do trabalho quando avistaram uma estranha criatura. Correram assustadas pensando que tinham visto o demônio.

No mesmo dia, por volta das 20:00 horas, a Polícia Militar fez uma segunda captura de uma estranha criatura. O “ser” foi encaminhado ao Hospital Regional. Durante a madrugada do dia 21 de janeiro do mesmo ano, a criatura foi transferida para o Hospital Humanitas, mas morreu. A operação teve a participação do soldado P2 Marco Eli Chereze e, provavelmente, o Capitão Siqueira.

No dia 22 de janeiro, no fim da tarde, um comboio vindo da ESA – Escola de Sargentos das Armas do Exército Brasileiro chegou em Varginha e retirou a “estranha criatura” do Hospital Humanitas.

“Um dos aspectos mais aterradores do caso foi a morte do soldado Marco Eli Chereze. Ele foi submetido a uma micro cirurgia na axila esquerda. Marco foi internado no Hospital Bom Pastor e depois transferido para o Hospital Regional, onde morreu no dia 15 de fevereiro. Causa da morte: insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana. Existe a dúvida se o Chereze não foi contaminado por algum vírus ou bactéria do estranho ser”, revela Thiago Luiz Ticchetti, coordenador da Revista UFO Brasil, integrante da Comissão Brasileira de Ufólogos – CBU e autor de livros importantes sobre ufologia. Conversei com o ufólogo, por e-mail, sobre o “Caso ET de Varginha” que completa 20 anos de mistério. Ele promete divulgar novidades em breve. Confira:

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Adriana Santos: Podemos afirmar que o caso Varginha é o mais documentado relato ufológico do Brasil?

Thiago Luiz Ticchetti: Um dos mais bem documentados, certamente. Existem outros exemplos como: Operação Prato, além dos casos investigados pelo CICOANI. Mas o caso Varginha é o principal evento ufológico brasileiro.

Adriana Santos: Ainda há avistamentos de objetos não identificados na região?

Thiago Luiz Ticchetti: No Brasil todo, em destaque para Minas Gerais. Há uma grande incidência no estado.

Adriana Santos: Qual a posição da Aeronáutica e do Exército sobre o caso?

Thiago Luiz Ticchetti: A aeronáutica não tem nada a ver com isso, porque não participou dessa operação. Já o exército deu sua “explicação” em outubro de 2010 através do Inquérito Policial Militar (IPM) e de uma sindicância. Os arquivos estão no Superior Tribunal Militar (STM). Os interessados podem consultar a página 334 do material. São 357 no total. No documento está a história oficial contada pelos militares com relação ao suposto ET avistado pelas três garotas. Foram sete meses de investigação. Para o tenente-coronel Lúcio Carlos Pereira, encarregado do IPM, elas viram, na verdade, um homem popularmente conhecido como “Mudinho”. Ele costumava ficar agachado (mesma posição em que estaria o ET, segundo os relatos) e provavelmente apresentava algum desvio mental. Segundo o Exército, o ET nunca existiu. Na época, “Mudinho” tinha cerca de 30 anos e morava com a família em frente ao terreno onde as garotas afirmaram ter visto a criatura. Ainda hoje, esse morador é visto regularmente agachado recolhendo objetos do chão, como cigarros e galhos. Sabemos que essa não é a verdadeira história.

Adriana Santos: As testemunhas foram intimidadas de alguma forma?

Thiago Luiz Ticchetti: Intimidadas não. Não diretamente. Elas sofreram tentativas de suborno, principalmente a Liliane Fátima da Silva e a Valquíria Aparecida da Silva. Dois homens foram até a casa delas para oferecer dinheiro caso as garotas desmentissem o que tinham falado.

Adriana Santos: Em seu último livro, você relata o caso. Alguma novidade que nos ajude a entender o fato?

Thiago Luiz Ticchetti: A novidade está nas revelações do pesquisador Marco Antonio Petit no livro “Varginha – Toda a Verdade Revelada”, publicado no ano passado pela Biblioteca UFO, que mostra as gravações feitas com militares que participaram efetivamente da operação de captura dos seres.

Adriana Santos: A cidade ganhou muita visibilidade sobre o caso Varginha, inclusive o turismo na região. É positivo?

Thiago Luiz Ticchetti: Sim. No entanto poderia ser mais positivo se não fosse a falta de visão dos governantes e dos empresários. Varginha poderia ter se tornado um ponto turístico mundial para os ufólogos e para os turistas. Temos o exemplo de Roswell nos Estados Unidos, onde em 1947 um UFO caiu e seus ocupantes foram capturados. A cidade tornou-se a “Meca” da ufologia mundial, com eventos, congressos e o Roswell UFO Festival, que atrai dezenas de milhares pessoas para a cidade do interior dos EUA.

Adriana Santos: Qual o motivo de tantas quedas de objetos não identificados?

Thiago Luiz Ticchetti: Depois de quase 20 anos estudando esse aspecto da ufologia, ainda não descobri a razão; e duvido que alguém tenha a resposta definitiva. Como a palavra acidente mesmo diz, é uma casualidade, um erro, um fenômeno natural, como um raio, por exemplo, que pode causar a queda de um objeto voador. Mesmo com tanta tecnologia, não existe ser perfeito. Todos cometem erros. E isso pode ser a causa de algumas quedas.

Adriana Santos: Considerações finais. Obrigada pela entrevista.

Thiago Luiz Ticchetti: Para finalizar, gostaria de registrar aqui que o Caso Varginha será tão grande ou maior do que o Caso Roswell, visto que o evento americano aconteceu em 1947 e demorou quase 30 anos para que viesse à tona. Já Varginha, desde as suas primeiras notícias, vem sendo investigado por ufólogos brasileiros. Ainda temos muitas perguntas, mais do que respostas. Não chegamos ainda a 40% de toda a verdade. O exército brasileiro ainda não abriu seus arquivos sobre o fato, mas a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual faço parte, está empenhada e trabalhando incansavelmente, dentro da lei que nos respalda, para que a verdade seja revelada através de documentos oficiais do exército e do Governo brasileiro. Aguardem que novidades serão divulgadas em breve.

17 set 2015

Minas Gerais na rota dos UFOS

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Ilustração

O Controle de Tráfego Aéreo da capital mineira é um dos mais movimentados do país. São centenas de pousos e decolagens nos aeroportos da Pampulha e de Confins, também conhecido como Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Estes dois aeroportos são os dois principais do estado e estão localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além dos vôos comerciais normais e militares comuns eles estão às voltas com a presença de outras aeronaves não identificadas. Vários casos são registrados todos os anos.

“Na noite de 05 de fevereiro de 2002, por volta das 22:30 h, estava observando o céu quando notei um artefato com luz azul que passava lentamente no sentido leste-oeste. A princípio, pensei que se tratava de um avião, já que o local é rota conhecida. Logo vi que não, pois o objeto simplesmente parou no ar. Cheguei a pensar que se tratasse de um helicóptero, mas desprezei esta hipótese porque o UFO iniciou um processo de subida num ângulo de aproximadamente 45º e alternando as cores em azul, branca, amarela e vermelha. Depois ele desceu e fez vários vôos na linha do horizonte, quando, de repente, subiu e virou cerca de 90º vindo em direção ao meu prédio. Fez um vôo à meia altura e deu uma guinada para a esquerda, voltando ao ponto onde se encontrava antes. Quando passou por cima do meu apartamento, notei que possuía luzes azuis e brancas e uma vermelha, aparecendo de vez em quando. Imaginei que fosse a envergadura de suas asas.

O UFO retornou ao local de onde saiu, iniciando um voo mais longínquo, e desaparecendo por trás dos prédios. Continuando seu vôo, ele poderia ter pousado no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte (MG), que fica na mesma direção. Acredito que seja, de fato, um UFO, pois os movimentos eram muito estranhos para uma simples aeronave terrestre”. (Marco Túlio N. Chagas – relato para a revista UFO)

Uma portaria publicada no Diário Oficial da União de (10/08/2010) regulamenta como a Aeronáutica deve lidar com assuntos ligados a “objetos voadores não identificados” (Óvni) no espaço aéreo nacional.

Segundo o documento, o Comando da Aeronáutica (Comaer) deve se encarregar apenas do registro de ocorrências e do seu encaminhamento para o Arquivo Nacional.

Ainda segundo a portaria 551/GC3, de 9 de agosto de 2010, o responsável pelo recebimento e pela catalogação das notificações referentes aos Óvnis é o Comando de Defesa Aeroespacial (Comdabra).

Já as notificações relatadas por usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo devem ser encaminhadas para o Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (Cendoc).

Conversei sobre avistamentos de objetos não identificados em Minas Gerais com Thiago Luiz Ticchetti, natural do Rio de Janeiro e domiciliado em Brasília, pesquisa o fenômeno ufológico há mais de 20 anos. Atualmente é coeditor da Revista UFO. É membro da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU). Com vários artigos publicados na própria Revista UFO e nas publicações inglesas UFO Matrix e UFO Truth, é autor dos livros “Quedas de UFOs (2002), “Tipologia Extraterrestre” (2014), “Arquivos UFO: casos ufológicos Vols. I e II” (2013/2015) e “Universo Insólito, Livro de Bordo – Vols. I e II” (2015).

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Imagem: arquivo pessoal

Adriana Santos: É verdade que o estado de Minas Gerais é um dos estados brasileiros com maior número de avistamentos de objetos não identificados, em especial na Zona da Mata. Qual o motivo?

Thiago Ticchetti: Sim, o estado de Minas Gerais tem uma enorme incidência de avistamentos de objetos voadores não identificados. A Zona da mata é de fato um dos principais pontos, mas existem outros como Passa Tempo e São Tomé das Letras. Acredita-se que devido à grande riqueza mineral do solo mineiro, os OVNIs usam esse material como fonte de energia.

Adriana Santos: O Controle de Tráfego Aéreo do Aeroporto de Confins é um dos mais movimentados do país. Além dos vôos comerciais normais e militares comuns eles estão às voltas com a presença de outras aeronaves não identificadas. Qual foi o último caso registrado e qual sua importância para o avanço das pesquisas em nosso estado?

Thiago Luiz Ticchetti: O último caso registrado que tive notícia ocorreu sobre a cidade de Belo Horizonte em janeiro de 2015, quando três pessoas disseram ter visto um objeto discóide sobre a cidade, durante a madrugada. Infelizmente não há imagem desse objeto. O estado de Minas Gerais é um dos mais ativos na pesquisa ufológica. Entre os seus maiores pesquisadores destaco o Antônio Faleiro e o Paulo Baraky Werner, presidente do Centro de Investigações e Pesquisas de Fenômenos Aéreos Não Identificados (Cipfani) e consultor da Revista UFO.

Adriana Santos: É verdade que o Aeroporto de Confins foi construído pensando em futuros contatos com outras vidas planetárias?

Thiago Luiz Ticchetti: Bom, isso eu não sei, mas te afirmo uma coisa, com a tecnologia das naves extraterrestres, eles não precisariam de um aeroporto nos moldes dos que temos hoje.

Adriana Santos:  A Aeronáutica está sensibilizada com o caso e ajuda nas pesquisas?

Thiago Luiz Ticchetti: Não. A Aeronáutica, infelizmente, não tem pessoal e orçamento para realizar uma investigação de todos os avistamentos que ocorrem no Brasil. O máximo que ela faz é ao final de cada ano enviar para o Arquivo Nacional em Brasília os relatórios de pilotos que viram alguma coisa diferente no céu. Caso esse contato tenha causado algum incidente mais grave, aí ela investigaria, mas como segurança aérea, e não por ser uma espaçonave extraterrestre. E é aí que a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) entra. Nossa sugestão ao Ministério da Defesa, durante uma reunião que tivemos em 2013 com eles, é que nós seríamos o material humano para realizar as investigações dos casos que a forças armadas nos repassassem.

Adriana Santos: Quais as intenções das visitas do extraterrestre? Somos cobaias?

Thiago Luiz Ticchetti:  Não temos certeza quais seriam essas intenções, mas a de nos destruir não é, pois senão já o teriam feito. Eu creio que para uma parte dos seres que nos visitam, somos sim parte de algum estudo científico deles, portanto, somos cobaias. Mas por mais absurdo que possa parecer, pode ser que algumas civilizações extraterrestres venham de “férias” ao nosso planeta (isso mesmo, ou não faremos o mesmo quando tivermos tecnologia para viajar a outros planetas do universo?) ou o utilizem como uma parada para descanso ou reabastecimento.

Por que os seres fora da órbita terrestre, ditos tão evoluídos, não se apresentam de forma mais objetiva? Por que eles dificultam a comunicação com os terráqueos?
Pelo simples fato de não querer. Não existe uma resposta mais clara. Se eles quisessem se comunicar ou manter algum contato, era só pousar seu disco voador e pronto.

Os extraterrestre podem ser divididos por “espécie”? Se sim, quantas espécies já foram pesquisadas?
Sim, podem. Ano passado publiquei um livro chamado “Guia da Tipologia Extraterrestre” onde eu catalogo a tipologia extraterrestre que já foi registrada. Eu os dividi em quatro grande grupos: Humanóides, Animália, Robótico e Exóticos. A partir daí há divisões em tipologia e depois variantes. Neste meu livro, foram catalogados 49 tipos de seres diferentes, baseados numa pesquisa bibliográfica e testemunhal de mais de três anos que culminou em 1.477 casos investigados, de um universo de mais de 8.000 relatos.

Adriana Santos: Os extraterrestre estão interessados em meio ambiente e nos nossos recursos naturais?

Thiago Luiz Ticchetti: Sim, também. Recursos como água, metais, minerais e energia, isso sem falar em DNA humano.

Adriana Santos: O que são abduções e para que servem?

Thiago Luiz Ticchetti: É quando a ou as pessoas são retiradas, contra sua vontade do lugar onde estão e levadas a bordo de UFOs ou instalações secretas extraterrestres. Segundo as pesquisas sobre esse fenômeno, nesses locais os seres humanos são submetidos desde a retirada de amostras biológicas a contatos telepáticos com alienígenas até a colocação de chips, relações sexuais e inseminações artificiais para a criação de seres híbridos.

Adriana Santos: Você já foi abduzido ou presenciou ufos? Ficou com medo?

Thiago Luiz Ticchetti: Não, jamais e não aconselho. As consequências nunca são boas. Lembre-se que quando você é abduzido, você é retirado contra a sua vontade de onde você está e submetido a procedimentos nem sempre prazerosos.

Adriana Santos: Precisamos temer os extraterrestre?

Thiago Luiz Ticchetti:  Genericamente não; e eu digo genericamente porque há casos onde os seres alienígenas agrediram humanos. Por exemplo, em meados da década de 50 na Venezuela, foram feitos vários relatos onde seres peludos, baixos, mas extremamente fortes tentaram abduzir pessoas e não conseguindo entraram em luta corporal com várias delas. Eu acho que devemos temer mais a nós mesmos.

Adriana Santos: Os extraterrestre são seres com valores morais e religiosos parecidos com os dos humanos?

Thiago Luiz Ticchetti: Depende do tipo de ser. Os seres que fazem as abduções normalmente são os do tipo (gray). Esses seres não demonstram qualquer tipo de sentimento, segundo os relatos. Eles simplesmente fazem o que tem que fazer. Por outro lado, os seres nórdicos, os que são parecidos com seres humanos e na grande maioria dos casos de contato, falam em um mesmo deus para todas as espécies existentes, alertam para a possibilidade de nossa autodestruição e as consequências disso para o universo. Esses seres eu acredito que tenham valores morais e até mesmo religiosos.

Adriana Santos: Eles vão se revelar ainda nesse século?

Thiago Luiz Ticchetti:  Como pesquisador, essa revelação já ocorreu há milênios. Mas eu entendi o que você quis dizer. Eu acredito que nós vamos, ainda neste século, chegar à conclusão de que não estamos sozinhos no universo e que existem seres de outros planetas nos visitando. O que em que isso acontecer, a humanidade dará início a um novo marco em sua história.

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