29 jul 2015

Leão e jaguar mortos covardemente mobilizam redes sociais

leão

Foto: Reprodução/Facebook/Zimparks

A morte do leão Cecil, 13 anos, amado no Zimbábue pela população local e pelos turistas, provocou comoção em todo planeta. A morte foi covarde. Segundo as autoridades, Cecil foi atraído para uma fazenda, fora dos limites do parque, e caçado com arco e flecha. O leão sobreviveu por 40 horas e depois de tanto sofrimento, teve que ser abatido com um tiro.

O caçador é Walter Palmer, um dentista americano, proprietário de uma clínica no estado de Minessota. Ele é conhecido nos Estados Unidos justamente por caçar com arco e flecha. As autoridades do Zimbábue apuram a denúncia de que ele pode ter pago mais de R$ 150 mil para caçar Cecil. Ele está respondendo a um processo na cidade. Para deixar a situação do caçador ainda mais complicada, Cecil fazia parte de um estudo da Universidade de Oxford.

Os leões (Panthera leo) são considerados como uma espécie “vulnerável” em África, segundo a Lista Vermelha de espécies ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza. Mas a sua situação varia conforme o país. Cecil deixa seis filhotinhos, que deverão ser mortos pelo novo macho do grupo, para estimular a fêmea a cruzar com ele. Walter divulgou uma nota dizendo que se arrependeu.

 

onçapreta

Imagens: Blog Amiga da Onça-Pintada

No Brasil, no no início de junho, um vídeo mostra dois homens agredindo cruelmente duas onças-pretas (ou jaguar) durante um passeio de barco.  As imagens fortes flagram dois homens perseguindo os animais que fogem indefesos. O vídeo tem duração de pouco mais de dois minutos, e, provavelmente, foi filmado pelo homem que dirige o barco. Durante a gravação eles conversam e um incentiva o outro a bater no animal. Por fim um dos animais aparece boiando após pancadas na cabeça e o vídeo chega ao  fim.

O vídeo teve tanta repercussão nas redes sociais, que um defensor dos animais chegou a oferecer uma recompensa no valor de R$ 5.000,00 para quem trouxesse informações relevantes que poderiam identificar os agressores.

Assim que as imagens da agressão começaram a ser compartilhadas, o Ibama abriu um protocolo de nº 5373/2015 que foi encaminhado à Coordenação Geral de Fiscalização Ambiental do Ibama – CGFIS a fim de investigar a ação dos agressores. Dias depois, o operador de turismo Reginaldo Sucuri, protocolou uma denúncia na Policia Federal da cidade de Dourados-MS sob protocolo de n° 08.337.001738/2015-99 DPF/DRF/MS com informações colhidas através de denúncias feitas por pessoas que teriam informações a respeito dos envolvidos na agressão.

Até agora os criminosos não foram identificados e presos.

A onça-preta é da mesma espécie da onça-pintada. O felino é ameaçado de extinção. Saiba mais no Blog Amiga da Onça-Pintada