02 jun 2016

OPINIÃO: Gorila é morto após criança cair na jaula

GORILA

Por: Bady Curi Neto, advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG)

Tornou-se viral nas redes sociais e noticiado em toda a imprensa o “assassinato” de um gorila por funcionários de um zoológico nos Estados Unidos, no último sábado.

O fato se deu quando uma criança de apenas quatro anos, após uma pequena distração de sua mãe, subiu na grade que separa as pessoas do recinto e caiu no fosso dos gorilas. Um dos animais passou a brincar com a criança por 10 minutos, chegando a arrastá-la pelos pés por um pequeno córrego artificial de água. A direção do zoológico, no intuito claro de salvaguardar a vida humana, decidiu determinar que atirasse no animal com um rifle, o que levou a óbito, evitando-se uma tragédia maior, que o gorila viesse a ferir a criança ou mesmo matá-la.

Com a morte do animal e o resgate do menor, a notícia se espalhou dando causa a várias manifestações contrárias ao “assassinato” do gorila, ao argumento que o animal não provocou o ato que tirou sua vida, outros culparam a mãe da criança por seu minuto de distração, levantando, também a antiga discussão sobre a legalidade dos zoológicos.Deve-se lembrar de que, apesar de haver anestésicos eficazes, estes não fazem efeito de imediato, podendo levar o animal a um estresse e fúria repentina, o que colocaria em risco a vida da criança até que o gorila viesse a adormecer.

Não há dúvida que se devam preservar todas as espécies de seres vivos, seja um simples gato ou cachorro de rua até uma espécie rara altamente ameaçada de extinção, mas o que está em discussão é a vida de um ser humano inocente, no caso uma criança de apenas quatro anos de idade, perante um animal de alta periculosidade. Não há que se discutir a culpa, mas apenas e tão somente apenas a preservação de uma vida humana.

Importante frisar que a maioria dos críticos não sabe a importância dos zoológicos para preservação das espécies, que, em vários casos, possuem programas de reprodução, evitando a extinção de várias espécies.

Algumas espécies somente não foram extintas em razão da reprodução em cativeiro, a exemplo da ararinha-azul e o mico-leão-dourado, conforme matéria publicada há vários anos na revista cientifica Science.O Zoo de Sam Diego nos EUA possui um banco genético de mais de 1.000 espécies ameaçadas de extinção, em maior ou menor grau.

Lógico que todas estas ações de preservação das espécies têm um custo alto e para ajudar nesta mantença, os Zoos do mundo abrem o espaço para visitação.

Lado outro, fico à vontade em defender a postura do coordenador do Zoológico em determinar o abatimento do animal, possuo um criadouro de animais (onças, macacos, araras e etc.), todos frutos de apreensão, por maus tratos e do tráfico de animais, pelas autoridades competentes. A grande maioria destes animais não pode ser reintroduzida à natureza, seja pelo excesso de contato com ser humano, por não ter aprendido a se alimentar sozinho, ou mesmo por ter alguma deformação que o impediriam de sobreviver em seu habitat natural.  A manutenção deste criadouro é realizada às minhas expensas sem nenhuma ajuda direta ou indireta do Governo.

Antes de sermos ambientalistas, no meu caso apaixonado pela causa dos animais, devemos ser humanistas, entre a vida de um gorila e o risco de vida de um ser humano inocente, preserva-se a vida da criança.

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NOTA REDAÇÃO: Lamento profundamente a morte do gorila e o acidente envolvendo a criança. Até quando vamos achar normal que animais, em especial os grandes primatas, continuem confinados em pequenos espaços em favor do nosso prazer sórdido? A humanidade nasceu para escravizar, desde sempre.

28 out 2015

Onças ameaçadas de extinção fazem sucesso no Zoo de Belo Horizonte

Arquivado em Animais, Cidade
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Foto: Adriana Santos

Jonas e Janes fazem o maior sucesso entre os visitantes do Zoológico de Belo Horizonte. Os felinos fazem o tipo casal moderno. Cada um em um recinto. Assim ninguém fica estressado e o amor será eterno enquanto dure. Pessoal, fiquei realmente feliz em conhecer um pouco da história das onças-pintadas do Zoo. O convite partiu da própria administração do local por conta do meu blog Amiga da Onça-Pintada, um espaço onde divido notícias sobre o jaguar, símbolo da biodiversidade brasileira.

As onças estão ameaçadas de desaparecer nas próximas décadas se nada for feito de transparente, urgente e certeiro. Pelo fato da onça-pintada estar no topo da cadeia alimentar e necessitar de grandes áreas preservadas para sobreviver, esse animal – ao mesmo tempo temido e admirado – que habita o imaginário das pessoas é um indicador de qualidade ambiental. A ocorrência desses felinos em uma região indica que ele ainda oferece boas condições que permitam a sua sobrevivência.

As crescentes alterações ambientais provocadas pelo homem, assim como o desmatamento e a caça às presas silvestres e às próprias onças são as principais causas da diminuição da população de onças no Brasil. Reduzir essas ameaças é fundamental para garantir a sobrevivência da onça-pintada e a integridade dos ecossistemas.

A onça-pintada é o maior felino do continente americano, podendo chegar a 135 kg. É um animal robusto, com grande força muscular, sendo a potência de sua mordida considerada a maior dentre os felinos de todo o mundo. Suas presas naturais são animais silvestres como catetos, capivaras, jacarés, queixadas, veados e tatus. Outra característica marcante dessa espécie é que ela não mia como a maioria dos felinos. Assim como o Leão, o Tigre e o Leopardo, ela emite uma série de roncos muito fortes que são chamados de esturro.

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Foto: Adriana Santos

ALIMENTAÇÃO NO ZOO

Cada espécie animal tem uma alimentação bem diferente do que teria em vida livre. A dieta é elaborada por um nutricionista e existe uma cozinha específica para preparar os alimentos. Uma equipe prepara as bandejas que são fornecidas duas vezes ao dia à maioria dos animais. No caso das onças, são oferecidos alimentos balanceados três vezes por semana. Só para lembrar, se o felino estivesse no ambiente natural a alimentação também não seria diária.

As carnes (de boi, frango e peixe) são adquiridas em frigoríficos.

JONAS NA HORA DO ALMOÇO

EXPEDIÇÃO CORUJA

A Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH) realiza, nas noites de lua cheia, o projeto Expedição Coruja. Por meio dele, o visitante tem a oportunidade de conhecer um pouco mais dos hábitos noturnos de alguns animais do Jardim Zoológico, como tigre, leões, onças, lobos, tamanduás-bandeira, alguns répteis, além do mascote do projeto, o corujão orelhudo.

A expedição tem o acompanhamento de técnicos, monitores e tratadores, que fornecem todas as informações necessárias sobre a vida em cativeiro, hábitos alimentares, curiosidades, cuidados para se manter a saúde e o bem-estar dos animais, e sobre como se dá o manejo de cada espécie.

A visita dura cerca de três horas e inclui um bate-papo, no auditório da Casa de Educação Ambiental. O valor do ingresso é: R$30,00 para crianças de 7 a 12 anos e R$40,00 para participantes acima de 12 anos.

Inscrições e informações: visitanoturnazoo@pbh.gov.br.

JANES AGUARDA CUIDADOS DO TRATADOR

DURANTE A VISITA/DICAS

Barulho: incomoda as pessoas e os animais; cuide para que sua visita ocorra de forma tranquila e agradável.

Alimentação dos animais: cada um tem sua dieta própria e quem pode alimentá-los são apenas os funcionários do Jardim Zoológico.

Vegetação: ajude a manter as plantas nos seus devidos lugares; a coleta de plantas, frutos e sementes não é permitida aos visitantes.

Lixo: deve ser jogado na lixeira. Há equipamentos para coleta seletiva; oriente-se para separar os materiais recicláveis do lanche.

Veículos: programe onde será o desembarque e o embarque para agilizar sua visita.

Informações: quando precisar saber mais sobre animais ou plantas, converse com os Agentes de Visitação; eles estão à sua disposição, próximos a alguns recintos e estufas temáticas.