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13 nov 2015

Tristeza toma conta do coração do povo krenak

Arquivado em Cidade, Meio Ambiente, saúde
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Reprodução/Google

… não tenho palavras. Só lamento.

A tristeza toma conta do coração do povo krenak !!!

Posted by Yrerewa Braz on Quinta, 12 de novembro de 2015

O povo indígena conhecido hoje como Krenak, habitante da margem esquerda do Rio Doce, município de Resplendor, na região Leste de Minas Gerais, formou-se ao longo de um processo histórico marcado pelo caráter violento da expansão econômica sobre aquela região, originalmente de densa mata atlântica, onde diversos grupos de ‘Botocudos’ – resistindo à colonização em outras zonas já ‘conquistadas’ pelos brancos – se abrigaram até meados do Século XIX.

  • Homo Nadile

    Em 13.11.2015

    Quando von Martius e von Spix estiveram na área central de Minas – cerca de 1820 – se depararam com índios desconfiados na região. Há uma teoria de que o ‘mineiro desconfiado’ seja a herança dos referidos índios. Explico: quando os portugueses aportaram no Brasil, eles queriam duas coisas dos botocudos – suas terras e suas mulheres. Diferentes dos índios tupis que trocavam suas esposas e filhas por miçangas e espelhinhos, os botocudos, que não são ameríndios, e sim melanésios, preferiram fugir para Minas, daí, repito, dando origem ao mineiro desconfiado. A propósito, moro na rua dos botocudos ou rua Aureliano Lessa – Liberdade-BH.

  • josé

    Em 13.11.2015

    legal sua explicação Homo, parabéns!

  • Homo Nadile

    Em 13.11.2015

    José, na fotografia dos índios, não vi ninguém com botoques, que são pedaços de madeiras que são colocados nas faces, nariz, orelhas etc. Hoje os botoques são substituídos por piercings. Em Mato Grosso tem uma tribo com a mesma origem dos botocudos que seriam os xavantes. Daí que comecei a dar nomes a alguns habitantes da rua: grão-botocudo, eremita botocudo, evangélico botocudo,viúva botocuda, múmia botocuda, sem falar dos edifícios Botocudos I e II. È vero!

  • Aloísio

    Em 13.11.2015

    Todos choram. Índios, brancos, negros, pardos, amarelos…
    E não apenas os humanos, toda a natureza chora.
    Só não choram aqueles que lucram com essa indústria da morte anunciada, os políticos que são patrocinados por ela, ou que de maneira direta ou indireta de apropriam dos parcos recursos gerados em impostos por ela.
    Estes não choram, e a estes se somam a alguns do povo que ignorantes imaginam que o mal que ali ocorre não os atingirá, só porque moram a alguns quilômetros do leito de sangue do que se tornou o Rio Doce. Sangue este, em forma de lama, que agora praticamente substitui a água, mas que já corria de maneira velada a décadas, não só apenas no Rio Doce, mas também no Rio Paraopeba, Rio das Velhas e vários outros que cortam o triste estado das Minas Gerais, onde as montanhas estão acabando a cada dia, deixando o bolso de poucos mais cheio, enquanto no solo e em nossos corações e almas permanecem apenas os buracos…

    Aloísio José dos Santos Lopes
    aloisiogum@gmail.com

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