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24 set 2019

Você sabe o que são fenômenos parapsicológicos?

Somos seres complexos, dotados de pelo menos cinco sentidos físicos:  visão, olfato,  paladar, audição e  tato. A intuição, considerada o sexto sentido, é uma característica presente nos humanos, apesar de oculto. Seria aquela “voz que vem de dentro” que nos ajuda a tomar algumas decisões. No entanto, estar no mundo, vai para além do conhecido. Nesse sentido, muitas pessoas se relacionam com fenômenos que não são tão comuns, como: clarividência, telepatia, psicografia, dentre outros. São fenômenos de origem extracerebral, não física, ou seja, não podem ser explicados a partir das percepções derivadas de nossos cérebros. É o que alguns pesquisadores chamam de fenômenos parapsíquicos.

Para entender melhor sobre o assunto, produzi duas postagens: “O que são fenômenos parapsíquicos” (24/09).  Para tanto, entrevistei  Maurício Sales, pesquisador e professor do IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia) que vai nos ajudar a entender alguns fenômenos parapsicológicos.

Amanhã, 25/09,  “Parapsicologia ou Metapsíquica” – artigo do Dr. João Jorge Cabral Nogueira.  O autor é médico e psicoterapeuta transpessoal. Estudou parapsicologia nos anos setenta com Padre Quevedo, fez whorkshops com o parapsicólogo Stanley Krippner, estudou estados alterados de consciência com o médico transpessoal Stanilav Groff, com os físicos quânticos Amit Goswami e Harbans Aarora, e com os neurocientistas Karl Pribram e Francisco Di Biase.  Professor até este ano do curso de Psicopatologia na visão dos fenômenos paranormais confundidos com doença mental no Curso de Pós-graduação de Psicologia Transpessoal em Belo Horizonte.
Diretor do Flor do AmanheSer de Medicina integral. Professor dos cursos de Pós-graduação de Hipnose e Psicologia Transpessoal. Autor dos livros: Autoscopia, Criança de Luz e Ciência e Espiritualidade.

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Adriana Santos: A Parapsicologia é reconhecida cientificamente?

Maurício Sales: Isso depende do paradigma de Ciência que se use para avaliar os fenômenos parapsíquicos. As ciências físicas (Biologia, Química, Física, e suas derivadas) tem dificuldade de lidar com tal realidade, preferindo, muitas vezes, dizer que ela não existe. Mas existem muitas casuísticas e experimentos já realizados que evidenciam a existência de outros estados de manifestação da nossa consciência, inclusive estados não físicos. Mesmo dentro da Parapsicologia, há várias iniciativas que procuram relacionar os fenômenos parapsíquicos com algum tipo de atividade ainda desconhecida do cérebro, o que é inadequado. Para se estudar com mais propriedade tais fenômenos, é necessário um paradigma novo de Ciência, com diferentes modelos e teorias, a exemplo do paradigma consciencial proposto pela Conscienciologia, campo científico proposto e desenvolvido no Brasil.

O que diferencia um fenômeno parapsíquico de um fenômeno mediúnico?

O mediunismo é uma forma de parapsiquismo em que o indivíduo age como intermediário no contexto, ou seja, ele não é o agente produtor do fenômeno, mas o meio através do qual o fenômeno ocorre. Esse é o caso da psicografia ou da psicofonia, muito conhecidos no país. Entretanto, os fenômenos parapsíquicos podem ser produzidos de forma anímica, isto é, através da vontade e do conhecimento do indivíduo, sem que ele seja apenas intermediário do evento. Um exemplo disso é a experiência fora do corpo, ou projeção consciente, fenômeno largamente pesquisado na Projeciologia, uma especialidade da Conscienciologia que se dedica especificamente ao estudo dos fenômenos parapsíquicos.

Todos nós temos habilidades parapsíquicas?

Sim, elas fazem parte da natureza de todo ser humano.

Há como desenvolver as habilidades parapsíquicas?

Há várias técnicas eficientes para o desenvolvimento de qualquer forma de parapsiquismo, bastando treinamento aplicado. E já que o parapsiquismo não é um dom ou algo sobrenatural, fazendo parte da natureza humana, ele pode ser desenvolvido e se transformar em habilidade, sem ser necessário depender de nenhuma ideologia, linha mística, gurus ou aparelhos.

Como identificar um fenômeno parapsíquico?

Às vezes, por falta de conhecimento, muitas pessoas confundem ocorrências parapsíquicas com percepções orgânicas. Um fenômeno parapsíquico envolve aquisição de informações que não podem ser acessadas pelo cérebro (clarividência à distância, por exemplo) ou manifestações no ambiente não produzidas por meios físicos (telecinesia, por exemplo, em que ocorre movimentação de objetos sem se tocar neles). Vale a pena estudar para começar a identificar as diferenças.

Os pesadelos constantes são considerados fenômenos parapsíquicos inconsistentes?

Os pesadelos podem ser sonhos com caráter mais perturbador, de origem cerebral durante o sono. Se eles são constantes, há que se investigar se há algum problema que aflige o indivíduo e tem como reflexo essa ocorrência do sono. Contudo, a Projeciologia estuda o que se denomina projeção semiconsciente, que é uma experiência fora do corpo em que o indivíduo não identifica que está em uma dimensão extrafísica, podendo confudir a experiência com um sonho ao acordar. Se a experiência fora do corpo teve um caráter mais aflitivo ou perturbador, ela pode ser confundida com um pesadelo. O pesadelo existe, e é uma ocorrência física, cerebral, mas existe também a experiência fora do corpo, ocorrência extrafísica, extracerebral. Há muita confusão entre as duas ocorrências.

Quais os fenômenos parapsíquicos mais comuns?

Clarividência (percepções visuais), clariaudiência (percepções auditivas), psicometria (leitura de informações de pessoas ou ambientes, através das energias), dejaismo (sensação de já ter estado em um local ou já ter vivenciado algo quando ele ocorre), projeção consciente (experiência fora do corpo físico), telecinesia (movimentação de objetos sem interferência física), psicocinesia (deformação de objetos sem interferência física), psicografia (escrita mediúnica), psicofonia (fala mediúnica), dentre outros.

Como conseguir ajuda no caso de fenômenos que perturbam a saúde psicológica ou física da pessoa?

Qualquer coisa que perturbe a saúde do indivíduo deve ser investigada. Existem muitos distúrbios orgânicos, que devem ser tratados através da medicina. Porém, por desconhecimento ou descontrole, há manifestações parapsíquicas que podem afetar a saúde da pessoa. É sempre importante descobrir se a causa do distúrbio é orgânica, ou se pode ter origem não física. O IIPC, instituição de pesquisa e educação na área de fenômenos parapsíquicos pode ajudar os interessados que tem dúvidas ou problemas nessas questões.

O correto é inibir tais fenômenos, controlar ou tratar?

Quando necessário, o tratamento deve ser feito. Mas é sempre melhor compreender e controlar esses fenômenos ao invés de inibi-los. A partir do estudo e maior conhecimento, o próprio indivíduo pode usar os fenômenos parapsíquicos como ferramenta importante de aprendizado e autoconhecimento.

Considerações finais

Existe, hoje, muita pesquisa séria sobre os fenômenos parapsíquicos. Ao invés de entendê-los como fantasia ou doença, pode-se estudá-los e transformá-los em habilidades pessoais extremamente úteis. O IIPC (www.iipc.org), inclusive em Belo Horizonte, oferece grande material e atividades para quem quiser se aprofundar no assunto.

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